terça-feira, 23 de agosto de 2011

{dizem que o tempo vai melhorar...}

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

{looking down the road}

dois dias após o massacre na noruega, no discurso directo da tvi24 falava-se dos alvos portugueses na lista de breivik. um telespectador[homem de sessenta e poucos anos, guionista], questionava-se sobre os nomes desses alvos, porque seria a solução que portugal precisa para dar a volta...

o pivot tentou interromper este telespectador[homem de sessenta e poucos anos, guionista], mas ele é que foi, imediatamente, interrompido. não estou aqui para falar o politicamente correcto, mas sim aquilo que é preciso ser dito. a europa pôs-se a jeito e portugal está, também, a por-se a jeito.

depois do que se passou em inglaterra, ouvem-se, aqui e ali, mais frases como estas. a europa pôs-se a jeito e portugal está, também, a por-se a jeito.

seis armas foram roubadas este domingo na base dos fuzileiros no alfeite, em almada. juntando estas armas às dez armas de guerra que foram roubadas de uma arrecadação do quartel da carregueira em janeiro, já são dezasseis. somando a todas as outras que devem desaparecer sem que a opinião pública tome conhecimento...

portugal está, também, a por-se a jeito.
pois está.

portugal está a por-se a jeito porque armas continuam a desaparecer e ninguém parece importar-se com isso. portugal está a por-se a jeito porque loucos como o tal telespectador[homem de sessenta e poucos anos, guionista] continuam a dizer as barbaridades que dizem sem que sejam seriamente investigados...

portugal pode estar numa situação que nos desespera... contudo, não acredito que solução que portugal precisa para dar a volta seja a que se começa a ouvir na boca, não só de um homem[de sessenta e poucos anos, guionista], mas de muitos mais.

enquanto os portugueses estiverem dividos em quatro grupos[grupo mizaru(o que fecha os olhos), o grupo kikazaru(o que tapa os ouvidos), o grupo iwazaru(o que tapa a boca) e o grupo de sociopatas que está sempre à espreita, aproveitando toda e qualquer situação para colocar em prática toda a sua loucura]... sim, portugal está, também, a por-se a jeito.

sábado, 13 de agosto de 2011

{janela indiscreta}

nunca fui uma pessoa invejosa. acredito que cada um tem aquilo que atrai. nem mais, nem menos.

[da janela da minha cozinha vê-se uma outra janela de uma outra cozinha. e todos os dias, antes e após todas as refeições[eu disse todas], a mesma rotina:o manel cozinha, a maria põe a mesa; a maria levanta a mesa, o manel lava a loiça; a maria enxuga a loiça, o manel arruma a dita; a maria sai da cozinha... e o manel, com a esfregona lava o chão... o chão! O chão!!!

acabámos de jantar: fiz trouxinhas de frango com puré de maçãs. já arrumei a sala, lavei e arrumei a loiça. e o meu manel? o meu manel está no atelier a pintar o seu quadro. ah, pois é... cada um tem aquilo que atrai. nem mais, nem menos]

nunca fui uma pessoa invejosa.
até hoje.

[e, agora, vou até à minha cozinha. porque o chão não se lava sozinho]

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

{7 de setembro, 7 de setembro, 7 de setembro*}

mas, até lá e por agora, já fico feliz com um fds...



[*reabertura do infantário]

terça-feira, 9 de agosto de 2011

{contra factos...}


menina benfiquista de 6 anos: o benfica é o maior, o benfica é o maior, o benfica é o maior... susana, és do benfica, não és?

eu: não, sou do porto.

mb6a: porquê?

eu: porque o porto é o melhor.

mb6a: não é nada!

eu: é! no ano passado, ganhou todas os jogos e todas as taças! o porto é o campeão!

mb6a: mas ao menos, o benfica tem uma águia verdadeira! os dragões só existem nos contos de fadas! toma!

eu: .......

[...não há argumentos]

domingo, 7 de agosto de 2011

{looking down the street}


ontem, no jornal da noite, passou uma entrevista feita a um jovem que, supostamente, fez sucesso no youtube com um vídeo, um visual duvidoso, meia dúzia de palavras e uma queda. já tinha ouvido falar no tão afamado fenómeno mas ainda não tinha visto o vídeo. esperava outra coisa, sinceramente. completamente irresponsável e desprovido de tudo aquilo que um vídeo precisa para ser considerado um fenómeno, mas está bem. seja. [agora, parece que o protagonista não está a gostar da fama* e está a lidar mal com o sucesso* inesperado... o coitado... só tenho pena que ninguém se tenha lembrado de entrevistar o condutor do automóvel que passou por ele. gostava de saber a sua opinião sobre o dito fenómeno]

um outro lembra-se de "tourear carros" com os amigos a filmar, também, para o youtube. [morreu, claro. no meio da noite, numa via rápida... qualquer um, com dois dedos de testa, saberia que proezas destas só poderiam terminar assim]

o problema, penso eu, é esta geração auto-intitulada, geração youtube. uma geração despida de ideias úteis que usa a criatividade somente para a estupidez. e os seus patrocinadores, claro. enquanto existirem marcas que se aproveitam[como cogumelos parasitas] destes seres néscios que não sabem o que fazer com a vidinha que têm, e canais de televisão que lhes dêem tempo de antena, estes ditos fenómenos irão continuar. fenómenos onde a vida não tem qualquer valor.

dá deus pérolas, a porcos...

[*fama? *sucesso?... quê???]

sábado, 6 de agosto de 2011

{ansiosamente, à espera do dia 7 de setembro}






férias do infantário: dois pirralhos [para semana serão três porque a cegonha está quase a chegar] em casa [menino, 23 meses; menina, 6 anos] e a minha melhor amiga, a chantagem negociação.







[também há quem lhe chame suborno... mas, tenha lá o nome que tiver, obrigadinha deus, por existir]

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

{parece que chove...}

assim que saí do trabalho começou o dilúvio... e foi mesmo bom: lavou-me a alma...

[e as calças, a camisola, os sapatos...]

domingo, 24 de julho de 2011

{girls just want to have fun}

despedida das férias:
passar a noite nas arribas do guincho e dormir nas traseiras do jipe...


[e ao acordar, uma descida à ursa...]

sábado, 23 de julho de 2011

{a aproveitar os últimos dias...}

sexta-feira, 22 de julho de 2011

{dietar*: as recaídas}


quando se inicia uma dieta[seja ela qual for], nunca se considera uma possível recaída. colocamos toda a nossa força, toda a nossa vontade nesse desafio e depressa começamos a perceber as mudanças: na saúde, no corpo, na balança, na auto-estima...

no meu caso, não na balança, já que a minha dieta é diferente. a ideia não é chegar ao corpo dito "ideal", mas sim, tentar alcançar a felicidade["adietar" = pôr em dieta e ir de encontro à felicidade].

há algum tempo, perguntaram-me como é que conseguia estar sempre a sorrir, alegre e sempre cheia de energia. é tudo uma questão de vibração. tudo o que fazemos[somos] emite uma vibração e esta pode[ou não] estar frequência certa. se estiver em consonância com a energia da nossa fonte, tudo flui. então, estar sempre alegre e a sorrir, cheia de energia é algo de natural. como respirar, por exemplo.

no início da minha dieta, confesso, não muito fácil alcançar essa frequência. existiam demasiadas interferêcias e tornou-se muito difícil modificar a minha frequência vibracional para a frequência certa. com o tempo e muito trabalho interior, posso dizer que já estava quase lá.

quase...
dietas diferentes, sim... o problema, contudo, o de sempre:
os testes à resistência.

tudo o que se tem passado à minha volta[desde a doença da minha tia, passando por um grande susto que a senhora d. adelaide, minha mãe, resolveu pregar-nos, acabando nas minhas frequentes idas às urgências do hospital santa maria nas últimas duas semanas: sim, nas minhas férias!!!], teve um enorme impacto na minha dieta. a minha frequência vibracional desceu tanto que, de repente, tudo pareceu inútil, chegando a ponderar a hipótese desta dieta não ser nada mais que um sonho. inatingível.

[desistir, por vezes, parece-nos o caminho mais fácil.
lutar cansa e eu já me sinto tão cansada...]


felizmente e mais uma vez, ter sol em touro, lua em escorpião e ascendente em virgem[uma mistura explosiva de mau feito], estiveram a meu favor. e mais uma vez, calcei os meus ténis e pés na estrada.

[porque desistir é parar. parar é morrer. e eu não quero morrer. não, por estar cansada. desistir é para os fracos. eu já fui fraca. e quase que morri. se existe algo que eu aprendi com todo o trabalho interior que estou a fazer, é que desistir não é, decidamente, o caminho mais fácil. pode parecer... mas, não é. mesmo]

as recaídas são susceptíveis de existir. sim. e ainda bem. ajudam-nos a perceber que o trabalho é[tem de ser] constante. há que ter perserverança e nunca, nunca, se resignar... seja qual for o obstáculo no caminho...

{so... i´m back}

[e nada melhor que uma flagrante delícia para comemorar(-me)]

quinta-feira, 21 de julho de 2011

{}

i m a mess

[but i´ll get over it as i always do...
it´s only a question of time]

quinta-feira, 14 de julho de 2011

{uhm....}

:)

sexta-feira, 8 de julho de 2011

{adietar*: descansar o corpo, sossegar a mente...}

[vou recarregar baterias]

até de repente...

sexta-feira, 1 de julho de 2011

{yes, i know i´m a bitch and i don't like it but...}

@
nunca gostei de eufemismos. figurinha de estilo irritante que não serve para mais nada, senão tentar colocar paninhos quentes na coisa[através de falinhas mansas que, no fim de contas se revelam inúteis. porque são mesmo inúteis: se a coisa é assim tão má, porquê aflorar e colorir? deixa de o ser? não]

eu gosto que me digam[o mais depressa possível, sffv] como é que é. a verdade nua e crua. preferencialmente, com pormenores sórdidos. na cara. sem tretas entre o que tem de ser e o que poderia ter sido.

porque gosto de saber com o posso contar.
nem mais, nem menos.

se a coisa me for transmitida com névoas verde água e aroma de rosas, como é que é suposto preparar-me para o que, realmente, me espera?

a treta é que a maioria das pessoas deste país[pelo que tenho ouvido nos meios de comunicação social], adoram que lhes embelezem as coisas. as tais que são tudo, menos belas.

no início desta confusão, os que lá estavam[no tal do poder]exaltaram-se perante portugal, pelo facto deste ter sido o único país da união europeia, que fintou a crise. nessa altura, dizer a verdade, teria sido melhor. mas não. e os portugueses, cabecinhas de borboleta que são, acreditaram em todas as balelas com que lhes suavizaram as suas vidinhas tristes[porque adoram que lhes mintam, tipo quanto mais me mentes mais eu gosto de ti]. pouco tempo mais tarde, trambolhão forte e feio[com contornos - e odor - dignos de uma boa dejecção diarreica com melenas].

tomem lá conquilhas!
[e façam bom proveito]

agora, vêm estes dizer[a nós, acabadinhos de receber o nosso subsídio de férias], que no natal[daqui a mais ou menos seis meses], teremos de contribuir com uma percentagem do nosso 14º mês.

bem. vamos lá por etapas: não será 50% do total do subsídio, mas sim uma parte; temos dinheiro em caixa, porque acabamos de receber o nosso subsídio de férias[mesmo que seja pouco - a mim não me sobrou lá grande coisa porque tive que honrar uma dívida que contraí nos tempos em que estive acamada, para pagar contas de consultas e tretas afins... mas, o pouco que sobrou, fica de lado e, quanto às férias... fico-me por lisboa mesmo]; temos tempo para preparar os próximos seis meses... e, com um bom plano, tudo se consegue.

se eu não me incomodo com a situação? claro que me incomodo! o que aquelas figurinhas patéticas fizeram com o nosso dinheiro, ao ponto de termos chegado ao que chegamos e ainda termos de ser nós a pagar o pato[outra vez], só fuzilados! mas, sinceramente, não quero nem considerar a hipótese do nosso país cair como caiu a grécia!

e, sim: se é para tentar evitar isso, façamos um esforço.

só para terminar, eu votei em branco porque nenhum dos candidatos me convenceu. estes que lá estão, já mostraram que, pelo menos, têm tomates. e isso, já é muito bom. seria mais cómodo mentir-nos...

porém, mostraram as cartas com que vamos todos jogar. e parece-me bem que assim seja. que nos digam olhos nos olhos que a merda fede, mas temos que levar com o cheiro e continuar em frente. para tentarmos não cair de cara e termos de levar com muito mais do que o cheiro da dita...

sábado, 25 de junho de 2011

{adietar*: que rosto vestiste hoje?}


acordava sempre 10 minutos antes do despertador. tomava um duche, lavava os dentes e secava o cabelo. no roupeiro, escolhia o que vestir e, depois de tudo pronto, saía para trabalho: sempre com um "bom dia" nos lábios, nem sempre com um sorriso no rosto.

[por uma noite mal dormida;
por cansaço;
porque, por vezes, doía mais que o habitual;
porque...]


nesses dias, o universo parecia conspirar contra mim. tropeçava em tudo e em todos, caía[ou deixava cair tudo], atrasava-me, o trabalho corria mal[aliás, tudo corria mal]... nesses dias, sentia-me completamente derrotada, arrastando-me sem forças, sequer, para viver.

[até ao dia em que me apercebi que
não era o universo
que conspirava contra mim.
era eu]


à noite, antes de adormecer, fazia uma "lista mental" de tudo aquilo aquilo que iria fazer no dia seguinte. ao pormenor, sem falhas.

extremamente organizada, sempre gostei de planear tudo até ao mais ínfimo detalhe. tinha vários dossiers de listas e planos: um no trabalho e uma série deles em casa[tarefas; menus semanais; planos de organização; listas de compras; contabilidade doméstica; inventários...]. além destas listas[físicas] tinha, ainda, outras tantas "listas mentais".

e, se antes de dormir, após rever as minhas "listas mentais" previsse um dia muito exigente, passava os minutos seguintes[ou até horas] a considerar a hipótese de não ter tempo para conseguir atingir os objectivos propostos nas ditas listas, porque algo poderia correr mal, porque...

preocupava-me["pré-ocupava" os meus pensamentos, sofria por antecipação] e, sem me aperceber, boicotava tanto a noite que acabara de começar, como o dia seguinte[quem dorme mal, muito dificilmente terá um bom dia].
[e sentia-me cansada... sempre muito cansada]

no início da dieta, tudo mudou. não existem mais dossiers. no trabalho, apenas uma pequena agenda onde aponto, somente, lembretes urgentes passíveis de serem esquecidos. em casa, só tenho um dossier[da contabilidade]. tudo o resto foi substituído por post-it e está muito bom assim.

[bem... a lista de compras mantém-se na lateral do frigorífico...
mas é a única excepção!]


à noite, antes de dormir, acabaram-se a "pré-visões" do dia seguinte[que me desgastavam, deixavam-me ansiosa, nervosa... e quanto mais nervosa, pior a noite; e quanto pior a noite, assim seria o dia].

agora, antes de adormecer, revejo o meu dia e agradeço: as coisas boas e as menos boas...

[porque acredito que, até das situações menos agradáveis, se pode tirar uma lição e as lições são importantes: ajudam-nos a crescer].

...e envio amor aos que amo. despeço-me do meu anjo-da-guarda e do meu guia[sempre comigo mas a quem dediquei muito pouca atenção durante a minha caminhada - mas isso, aos poucos, está a mudar]. deito uma ou duas gotinhas de óleo essencial de alfazema na minha almofada e entrego-me ao sono.

de manhã, antes de qualquer coisa, agradeço a noite que tive e agradeço o dia que terei. visto um sorriso, levanto-me e ponho pés ao caminho.

o segredo da dieta[descobri] é, sem dúvida, a atitude que se tem perante a vida. essa atitude irá ser decisiva para o estado geral do pavimento da estrada da vida: tudo que dás, um dia receberás de volta.

então, se sorrires para a vida...
só poderás esperar que a vida te sorria...

sexta-feira, 24 de junho de 2011

{rewind}


lembro-me do meu roupeiro cheio de vestidos iguais aos das montras das lojas. mas os meus vestidos não eram feitos naquelas máquinas grandes que fazem muitos vestidos num só dia. aliás, cada um dos meus vestidos, demorava muito mais que um dia a ser feito.

a minha mãe. quem os fazia.

lembro-me de passear com ela e, quando parávamos em frente a uma montra, perguntava-me gostas? gosto muito!

tecidos, linhas, botões coloridos com formas divertidas... a sala transformava-se num atelier de costura. a estilista[a melhor que eu conheci] não tinha mãos a medir. moldes, giz, fita métrica. linhas e máquina de costura. dedal, linhas e mais linhas...

lembro-me de cada vestido, de cada pormenor... lembro-me e sorrio com saudade.

e tu, lembras-te?

quinta-feira, 23 de junho de 2011

{arre burra, que amanhã é sexta...}



um bom são joão, fim-de-semana prolongado,[ou] férias a todos

[hoje, o dia vai ser longo...
e eu a precisar taaanto de férias...
arghhh... ]

terça-feira, 21 de junho de 2011

{welcome summer...}

eu gosto é do verão...


[guincho... (sim, sempre o guincho) no último sábado]


sexta-feira, 17 de junho de 2011

{yes, i know i´m a bitch and i don't like it but...}


tudo me leva a crer que sou um tantinho estúpida. opá.

é que eu copiei uma vez. sim. só desta vez. porque era marrona e nunca precisava de cábulas auxiliadores de memória. mas... pá. era trigonometria. eu detestava trigonometria, pá.

era chato. o professor. em noventa minutos de aula, sessenta eram utilizados a caracterizar os portugueses como "marroquinos da europa". o prof dizia que nossa sorte era sermos "brancos". juro. a sério. palavras dele. também português. branco.

os restantes trinta minutos, vomitava matéria.

ora, eu tenho este problema... não consigo, de todo, decorar. preciso compreender. marrar muito. mas, para isso, tenho que ter as bases necessárias[felizmente, só tive um professor assim].

tri-tri, como era, "carinhosamente", chamado, também não parecia entender muito das leis dos senos, dos cossenos ou mesmo das tangentes. eu... só [a treta d'] o teorema de pitágoras. tudo o resto... estava a zeros.

ora, o meu colega costumava, previamente, encher uma folha de teste de cábulas auxiliadores de memória para os exames. no dia do exame de trigonometria, vendo-me aflita, deu-me uma cotovelada. olhou-me com uns olhos de "só podes ser parva" e pronto. tipo. lá olhei para o lado e safei-me com um mísero 1o valores.

nunca me esqueci desse fatídico dia em que fui uma verdadeira criminosa. sim, porque eu sempre pensei assim. num exame, prestas provas daquilo que sabes. se sabes, sabes. se não sabes, repetes. eu, que abominava todos os que, por meios nada sérios, conseguiam aquilo que eu, só marrando muito, conseguia... nesse dia, fui contra tudo aquilo em que acreditava. que defendia.

e, até ontem, me envergonhei do que fiz.

sim, até ontem.

a [treta d']a trigonometria não tem qualquer papel relevante no exercício da minha profissão. cá para mim, só nos foi leccionada para encher chouriços. no nosso dia-a-dia, no nosso local de trabalho, o círculo trigonométrico revelara-se, somente, uma triste[e muito longínqua - graças a deus, pá!] recordação.

já, um futuro magistrado, copiar num exame de investigação criminal e gestão de inquérito... não pode ser nada bom. ah, pois não. opá... é como um futuro cirurgião copiar num exame de anatomia. é mau. muito mau. mesmo muito mau.

tudo me leva a crer que sou um tantinho estúpida. opá.

é que eu copiei uma vez. e a vergonha e o sentimento de culpa por ter sido desonesta, tem-me perseguido, desde então.

e não havia necessidade, pá. dessa auto-flagelação, pá. eu era uma miúda. já estes tipos... pá. estes tipos já frequentaram a universidade e estão a tirar uma especialização. em investigação criminal. pois. uma especialização séria. mais de 130 tipos sérios para ocuparem cargos sérios, pá. que decidem se a vida dos outros é pouco ou nada séria.

tudo me leva a crer que sou um tantinho estúpida. opá.

é que eu copiei uma vez. e só ontem[pá], só ontem, percebi que não era preciso tanto fuzuê em torno do assunto. esta noite, já dormi sossegada. o sono dos justos. pá. e foi bom. pá.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

{copyright}



para ser grande, sê inteiro: nada
teu exagera ou exclui.
sê todo em cada coisa.
põe quanto és
no mínimo que fazes.
assim em cada lago a lua toda
brilha, porque alta vive.

fernando pessoa

domingo, 12 de junho de 2011

{caleidoscópio}

foto original @
quem dera eu aprendesse a viver cada dia como se fosse o último. o último para dizer “obrigada”. o último para dizer “me desculpa”. o último para dizer “eu te amo”. o último para abraçar cada pessoa amada com aquele abraço bom que faz um coração cantar para o outro. o último para apreciar a vida com o entusiasmo que não guarda nenhuma delícia nem ternura para depois. o último para fazer as pazes. para desfazer enganos. para saborear com calma, como se me servissem um banquete, a preciosidade genuína que cada único respiro humano representa.

quem dera eu aprendesse a viver cada dia como se fosse o último. o último para esquecer tolices. o último para ignorar o que, no fim das contas, não tem a menor importância. o último para rir até o coração dançar. o último para chorar toda dor que não transbordou e virou nódoa no tecido da vida. o último para deixar o coração aprontar todas as artes que quiser. o último para ser útil em toda circunstância que me for possível. o último para não deixar o tempo escoar inutilmente entre os dedos das horas.

quem dera eu aprendesse a viver cada dia como se fosse o último. o último para me maravilhar diante de cada expressão da natureza com o olhar demorado de quem olha pela primeira vez. o último para ouvir aquela música que acende sóis por toda a extensão da minha alma. o último para ler, de novo, o poema que diz tanto de mim que eu me sinto caber nos olhos do poeta que o escreveu. o último para desembaraçar os fios emaranhados dos medos que me acompanham.

quem dera eu aprendesse a viver cada dia como se fosse o último. eu não perderia uma chance para me presentear com os agrados que me nutrem. eu criaria mais oportunidades para dizer o meu amor. para expressar a minha admiração. para destacar para cada pessoa a beleza singular que ela tem. para compartilhar. eu não adiaria delicadezas. não pouparia compreensão. não desperdiçaria energia com perigos imaginários e com uma série de bobagens que só me afastam da vida.

quem dera eu aprendesse a viver cada dia como se fosse o último, porque pode ser.

sábado, 11 de junho de 2011

{falling... falling... }


as últimas semanas não têm sido fáceis para ninguém. toda a família, alerta. não se dorme. o toque do telefone[que nos assusta, súbita e violentamente] não nos dá tréguas. sente-se que a neblina escura e fria do medo nos envolve, estreita-se e nos constringe.

como é que deixou a sua mãe chegar a este ponto?

a pergunta não me foi feita a mim. mas, senti como se tivesse sido. "E" está muito mal, muito mal, mesmo. porém, a pergunta não deveria ter sido dirigida ao filho[que está desesperado, que precisa que lhe digam que vai tudo correr bem, que em breve terá de volta a sua mãe]. a pergunta deve ser feita ao médico de família que, durante vários meses[repito, vários meses] disse a "E", que não tinha nada, que era tudo da "sua cabeça"; que disse "que não se interna ninguém, enquanto não há um diagnóstico"...

[eu acreditava que os hospitais serviam, também, para diagnosticar. afinal, não. só se interna alguém, quando há um diagnóstico. vivendo e aprendendo...]


"E" emagrecia a cada dia que passava. o sopro da vida, também ele, ficava cada vez mais ténue. exames, consultas, urgências, transfusões de sangue, soro... muito soro. cada vez mais fraca, mais magra. tinha de ser carregada ao colo porque não se mantinha de pé. as forças, há muito que tinham desaparecido[àquela mulher que jamais faltou ao trabalho, que fora sempre o pilar do seu lar... forte como sol que queimava a sua pele clara].

nada, contudo. a "E" não tinha nada.

os amigos, desesperados, conseguiram que um outro médico a consultasse[mais um, entre tantos: o médico de família, vários médicos do hospital de alijó, do centro hospitalar de vila real, de clínicas privadas e urgências dos dois hospitais já mencionados]. este médico, psiquiatra, perguntou-lhe se queria ser internada. respondeu que sim. fustigada por dores abdominais, o corpo repleto de edemas, derrotada pela fadiga e acometida de uma grande debilidade. e magra[tão magra...]. sim. ela queria muito ser internada. e foi.

na ala psiquiátrica.
porque a "E" não tinha nada.

não resistiu mais que dois dias. e, na segunda entrada nas urgências, após internamento na ala psiquiátrica[sim, foi por duas vezes, admitida nas urgências do centro hospitalar de vila real depois de ser internada na ala psiquiátrica!!! e só na segunda vez], foi, finalmente, diagnosticada.

uma peritonite resultante de uma oclusão intestinal devido a uma neoplasia de 10cm.

simples, não?

afinal, não era nada...

como é que deixou a sua mãe chegar a este ponto?

[em estado crítico, coma induzido, ferida cirúrgica aberta. febre muito elevada. infecção que não cede, prognóstico muito reservado]

a pergunta está mal formulada:

como é que dezenas de médicos, durante mais de três meses, chegaram a minha tia, a irmã da minha mãe, chegar a este ponto???

quarta-feira, 8 de junho de 2011

{looking down the road}

no domingo, uma amiga perguntou-me se estava satisfeita com o resultado das eleições. sinceramente? acredito que as únicas pessoas satisfeitas com o resultado das eleições serão os militantes do partido vencedor e pouco mais. ninguém pode estar satisfeito porque tudo não passa de uma grande farsa, onde as personagens não são nada mais que isso: personagens. e pior... personagens muito pouco preparados para o papel que têm de desempenhar.

estive num impasse até ao último momento. mesmo dentro da cabine de voto. olhei para a lista e não vi nada. de nada. votei em branco porque, para mim, nenhum partido ou coligação poderia ser a resposta. durante os quinze dias de campanha não se ouviu uma uma única proposta[mas uma proposta a sério, daquelas propostas que mostram que foram estudadas], uma única explicação[porque eu gostaria bastante se me explicassem como irão ser colocadas em prática, as decisões do fmi]. somente, insultos, ataques pessoais: ele é o culpado, ele é mais culpado que eu. eles são os culpados...

as campanhas deixam-me cansada.

depois do domingo de eleições, a coisa acalma. os insultos cessam. ou não. decididamente, o partido derrotado insiste no insulto. finalmente, desistiu do psd e virou-se, agora, para o cds. eu não digo que estes partidos sejam melhores ou piores que o ps.

[como já disse acima, eu votei no partido branco e não tenho qualquer ilusão sobre os dois partidos que irão" ser" governo: são todos iguais, só muda a cor]

acredito, porém, que a minha avó tinha razão quando afirmava que não se deveria "atirar pedras aos telhados dos vizinhos, se o seu telhado é feito de vidro". por isso, falar na idoneidade de um indivíduo quando se está num partido onde poucos escapam...

o ideal seria uma limpeza radical ao parlamento. novos partidos, novas caras, novas propostas. porque a esmagadora maioria destes indivíduos estão mais sujos que rabo de bebé, após o almoço. as propostas são pobres ou inexistentes. e, o mais importante, a falta de diálogo com a população... não queremos beijinhos: queremos propostas, explicações, soluções.

[estou a ser repetitiva, eu sei. mas, a conta do supermercado não pára que aumentar. conheço várias pessoas que não conseguem sair do desemprego. a educação vai de mal a pior e a saúde... que deus nos proteja]

quinta-feira, 2 de junho de 2011

{fotografia com histórias dentro}


eu e o meu primo, no Palácio de queluz... pela minha cara, ou estava para aprontar ou já tinha aprontado e ainda ninguém tinha dado por isso...

sexta-feira, 27 de maio de 2011

{yes, i'm a monday person but...}

´

segunda-feira, 23 de maio de 2011

{yes, i know i´m a bitch and i don't like it but...}

@

o mau perder tem uma cor:



vermelho, vermelhaço, vermelhusco, vermelhante, vermelhão


[post dedicado a todos os meus amigos (que insistem em provocar-me via email, fb, msn, sms and so one) que estão encarnados de raiva porque o fcp mostrou, mais uma vez, a sua superioridade. afinal, o benfica só venceu a época passada porque tramou os tripeiros no túnel... e isso, amiguinhos, é batota! queridos, a era do glorioso campeão foi-se quando salazar partiu para o além... temos pena, temos muita pena. ou não!]

domingo, 22 de maio de 2011

{catch the moment}

[a rebolar na areia...]

sábado, 21 de maio de 2011

{dicionário de bolso | d}

desumanização
(desumanizar + -ção)
s. f.
1. acto ou efeito de desumanizar.
2. perda de determinadas qualidades morais humanas.

in priberan

[ontem fui ao ipr]

isto já se arrasta há muitos anos. décadas[eu era, ainda, uma menina]. consequentemente, conheci várias dezenas de médicos. destas várias dezenas, lembro-me de seis. [de tantos médicos, lembro-me] só seis médicos.

quando era criança, acreditava que os médicos eram uma espécie de anjos-da-guarda enviados por deus, para nos ajudar. quando começaram as dores, quando os médicos disseram à minha mãe que não era nada, que era tudo da minha cabeça... eu comecei a perceber que não. definitivamente, não eram nada[uma espécie de] anjos-da-guarda[enviados por deus, para nos ajudar].

passei uma infância complicada, no que diz respeito a dores. a adolescência não foi menos complicada e a juventude... também. contudo, o pior foram os últimos dez anos. dez anos. uma década. passada em hospitais[urgências, consultas, exames], em clínicas privadas[urgências, consultas, exames]. e o diagnóstico foi sempre o mesmo: fantasia da minha cabeça.

o mau, não era o diagnóstico mas a frieza. a indiferença, o desinteresse... a insensibilidade. a arrogância. as consultas tinham uma duração curta[muito curta mesmo]. a maioria dos médicos nem olhavam para mim. assim que começava a falar, já estavam a prescrever a terapêutica a seguir. prozac e xanax? não são medicamentos muito fortes? não há medicamentos muito fortes, há medicamentos necessários. e assim, lá andava eu, numa espécie de alienação, cheia de dores. sim... porque as dores, essas, permaneciam.

eu sei que nem todos os médicos são assim[felizmente]. destas largas dezenas de médicos que me atenderam, tive a sorte de conhecer seis[sim... só seis, não estou, de forma alguma, a exagerar: são mesmo seis] médicos que me trataram como ser humano[ser consciente, sensível, que se interroga]. duas médicas, nas urgências do hospital amadora-sintra, a minha[muito recente] médica de família, um reumatologista[que me atendeu (sem credencial porque a minha médica de então recusava-se a passar uma e mandava-me trabalhar, porque eu não tinha nada) que, com a ajuda de análises clínicas, radiografias e uma cintigrafia, me diagnosticou e me disse que não era da minha cabeça: era espondilite anquilosante] e o meu médico de medicina integrada[afinal, os anjos-da-guarda enviados por deus para nos ajudar, sempre existem].

acredito que os médicos estão sujeitos a muita pressão. eu jamais poderia escolher essa profissão porque não possuo a maioria dos requisitos necessários para exercer medicina tal como ela deve ser exercida. sei, também, que uma consulta, para ser "útil", não pode ultrapassar os dez, quinze minutos. mas, nesses dez, quinze minutos, mesmo pressionados... custa muito tratar o ser humano que está à sua frente como um ser humano deve ser tratado?

[este ser humano encontra-se, na maioria das vezes, frágil, assustado... precisa que alguém lhe olhe nos olhos e lhe diga, preto no branco, o que se passa. mas de uma maneira clara, tratando os "bois pelos nomes". não como se fosse um ignorante que não percebe, por isso, não percamos tempo a explicar]

ontem fui ao ipr. já contei a várias pessoas, o que se passou naquele consultório. e contei, ainda, o que se passou há dois meses, também no ipr. dois médicos diferentes. a mesma atitude arrogante de seres humanos que, de certa forma, se devem sentir uma espécie de deuses, acima do comum mortal, só porque conseguem dizer, muito depressa, palavras difíceis como neurocisticercose ou salpingooforectomia.

estive os últimos cinco anos sem ir ao ipr. e parece que irei estar os próximos cinco anos, sem lá voltar. porque não vale a pena. saio de lá mais doente, mais incapacitada, mais enfraquecida. para isso, já me basta a espondilite que me inflama a vida. que consegue transformar uma estrada num caminho de terra batida, cheia de buracos, aos altos e baixos, que não nos leva a lado nenhum senão ao precipício.

até agora, tenho conseguido viver com a doença, da melhor maneira que sei, que consigo. terapias alternativas. terapeutas alternativos. muito estudo. muita investigação. muitos testes, muitas experiências nesta cobaia viva que é o meu corpo.

pelo menos, não tenho que lidar com a ignorância alheia.

sim, ignorância... um indivíduo tem que ter um desempenho académico notável para ser médico. mas... esquecem-se que, o mais importante, não são as notas que se conseguem nos exames. é a capacidade de se dar.

um dia destes, a minha médica de família disse-me que um médico é, somente, alguém com uma grande capacidade de memorização. ora... o que há mais por aí são indivíduos com uma grande capacidade de memorização. provavelmente, esse é o problema.

se os nossos médicos não fossem notáveis académicos, mas excelentes seres humanos... tudo seria bem melhor...

domingo, 15 de maio de 2011

{being a kid, again...}


[se é que algum dia o deixei de ser]

...cada vez mais perto da ternura dos quarenta ^-^

terça-feira, 10 de maio de 2011

{pergunta de algibeira... ou não?}

@

o fmi vai emprestar 78 mil milhões para portugal conseguir pagar as suas dívidas. quem é que irá emprestar dinheiro a portugal, para pagar ao fmi?

domingo, 8 de maio de 2011

{i've still got sand in my shoes}



na sexta-feira, fez uma semana, que passei o[meu último] dia[de férias] no guinho, a rebolar na areia... foi muito bom...

o dia começou na casa da guia, em cascais[no majestic café, para ser mais precisa], com um batido de baunilha[uma verdadeira bomba calórica: seis bolas de gelado num copo de leite com pedaços de waffer e topping de chocolate] e pãozinho de queijo que só os nossos amigos brasileiros sabem fazer...


visitámos[pela milésima vez] os pontos principais da vila de cascais: passamos pelo museu e jardins do conde de castro guimarães[antepassado do meu avô materno, que o senhor é a ca-ri-nha-re-cha-cha-da do dito, que até arrepia - falta a foto dele para provar mas ainda não consegui roubar, cof, cof, tirar uma à socapa], pelo museu da marinha, boca do inferno e por aí... até que lá fomos nós para o guincho.

depois de rebolar na areia, ir à água e embrulhar o joão na areia[ele adora... acho que tem alguma coisa a ver com a vida passada dele, lá no egipto], fomos para casa.

o caos.

as ruas de benfica estavam intransitáveis... e eu, toda aos pulinhos[parecia tolinha...]. é que, já nunca vi neve... o gelo estava muito bem, obrigada.


demorámos uma eternidade a chegar. as ruas estavam cheias: de gelo, de pessoas a tirar fotografias com os seus telemóveis, de lojas inundadas, de árvores despidas com as suas folhas rasgadas. todos estávamos incrédulos com a cena...

[até o joão estava com aquela 'cara de caso' dele]

bem que a minha mãe nos tinha telefonado, duas horas antes, a gritar[sim, a d. adelaide parecia histérica, em pânico: não venham para casa, fiquem onde estão que os carros estão a ser levados pela água e pelo gelo... sim, pois mãe. os carros estão a ser levados pela água e pelo gelo. está bem. estás bonita, estás...].

assim que chegámos a casa, trocar de roupa e calçado[ah, pois, que ia dando um malho daqueles, com as minhas sandálias]... e, de máquina nas mãos, para a rua. mais precisamente, para a mata de benfica. estava... branca.


com uma névoa[que a tornava, ainda, mais medonha - eu sempre tive medo de ir até lá. mas, nesse dia, abri uma excepção. até porque consegui companhia] imensa...

o dia que começou por me encher os pés de areia...
terminou um verdadeiro dia inverno.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

{copyright}

Não sabia que agora se comemorava a morte de uma pessoa. Isto de ter uma Nação atrás de um só indivíduo e matá-lo ou querer matá-lo soa-me a tudo menos a século XXI. Depois ficam muito escandalizados quando jovens de catorze anos aparecem armados nas escolas e matam à queima roupa colegas e professores. É a banalização e o elogio constante da morte e do homicídio. Até gritam nas ruas e batem palmas.

Ainda para mais é estúpido. Em vez de perderem tempo atrás dele, que tentassem desmantelar eficientemente a teia em que ele estava metido. Matá-lo não significa nada, a não ser a eliminação de uma cabeça de onde vão nascer agora outras duas ou três ainda mais preparadas. Durmo com o mesmo estado de espírito, com ele vivo ou morto.

Isto se de facto morreu só agora, ou se de facto está morto de todo...


não diria melhor... foi triste e, sinceramente, incomodou-me.

[tenho cá para mim que o executaram só para o silenciar. não fosse ele dizer tudo o que sabe. mas tudo mesmo. pois... porque são escuros os caminhos lá por aquelas bandas. dos estados unidos da américa. muito escuros mesmo]

quarta-feira, 4 de maio de 2011

{yes, i know i´m a bitch and i don't like it but...}


@

o presidente da república só se dirige a país através do facebook. os candidatos a primeiro-ministro têm o link para o seu perfil, espalhado por todo lado...

estes tipos viram o filme e ficaram loucos.

[é que só pode!]

domingo, 1 de maio de 2011

{caminhantes de sempre e para sempre}



há dias de tudo e para tudo... nunca entendi muito bem porquê. é suposto no dia de 'qualquer coisa' celebrar esse 'qualquer coisa'. e nos outros dias? pergunto-me se nesses outros dias, esse 'qualquer coisa' deixa de ter a importância que tem...

segundo dizem por aí, hoje não é dia do pai. dizem que no dia de hoje, celebra-se a mãe... mas eu não te celebro só hoje, mãe. e também não te celebro só no dia 19 de março, pai.

celebro-vos todos os dias porque todos os dias
és a minha Mãe,
és o meu Pai...

[meu orgulho, minha gratidão e meu amor...]

sábado, 30 de abril de 2011

{o tempo anda tão estranho...}



[..mesmo estranho]

quinta-feira, 21 de abril de 2011

{caleidoscópio}

[carrossel no rossio de viseu]

é tempo de encantar o tempo.
ter o tempo em minhas mãos.
e o tenho.

van luchiari

uma pausa no caminho. descansar[porque a caminhada tem sido exigente]. recobrar forças. e, daqui a alguns dias, retomar a estrada.

[o mais difícil numa caminhada é dar o primeiro passo e esse, já foi dado]

até de repente...

domingo, 17 de abril de 2011

{rewind}


lembro-me do aroma a sabão natural ficar cada vez mais intenso, à medida que a água corria solta pelo tubo de plástico preto. com uma escova de cerdas rijas, o tanque[enorme] era bem lavado e voltava-se a encher de água para receber a próxima leva de roupa suja.

mas... antes da roupa suja, um miminho para nós, miúdos[pequenos]: de fato de banho vestido, toca a brincar a tarde toda, até ao sol se esconder por de trás das grandes montanhas que abraçam a pequena aldeia.

da mangueira de cor bege, desbotada pela passagem dos tempos, jorrava água transparente com cheiro a terra e um sabor indescritível[tão saborosa...].

bolas de sabão subiam pelo ar e, quando rebentavam, partículas de arco-íris espalhavam-se ao vento[quente] daquelas tardes de verão.

brincávamos tanto,
espalhávamos a água toda,
saltávamos de mãos dadas...

os domingos[dos verões da minha infância, lá na terra dos sonhos] eram, assim, passados... com muito divertimento repleto de risos de criança.

[hoje é domingo... um sorriso terno, uma lágrima de saudade...]

quarta-feira, 13 de abril de 2011

{looking down the road}


sinto-me, cada vez mais apreensiva com esta situação. revolta. sim, também me sinto revoltada. a mentira [conhecida mas não reconhecida] começa a mostrar a sua face [assustadoramente, sombria].



o ministro das finanças reconheceu ontem que portugal só tem dinheiro disponível até maio.

até há poucas semanas atrás, não necessitávamos da ajuda externa. hoje, descobrimos que não há dinheiro. para os salários. para os medicamentos utilizados no dia-a-dia dos hospitais. para os refeitórios das escolas. para a acção social. para tudo.

há poucas semanas atrás, estava tudo bem.
em maio, estaremos falidos.
totalmente.

gostaria de saber[mesmo] até quando o ministro das finanças e amigos estariam dispostos a continuar com a mentira... e pergunto-me o que estariam a ganhar com tudo isto.

apesar de tudo estar como está, muitos são os portugueses que manifestam o seu total apreço pelo primeiro ministro demissionário e garantem o seu apoio ao governo[que juntamente com anteriores governos... desde 74] arrasaram com o nosso país.


a questão:


estes portugueses... serão, assim, tão ignorantes?

[é que ainda são bastantes...]

pics @ & @

segunda-feira, 11 de abril de 2011

{yes, i know i´m a bitch and i don't like it but...}

@
já todos estamos cansados[mas mesmo muuuito cansados: opá, já se calavam, não???] de saber que portugal só entrou em crise, por causa da oposição. tal como sabemos que o benfica perdeu com o naval 1º de maio só[mas só mesmo, que o benfica é o CAMPEÃO] porque, sem-qual-quer-rés-ti-a-de-dú-vi-da, o fcp ofereceu luvas ao árbitro[ou o camandro] .