[supremos de pato ao molho de laranja e vinho de ameixa]
domingo, 16 de outubro de 2011
sábado, 15 de outubro de 2011
{seriously?!}
no passado, habituamo-nos a tolerar as derrapagens orçamentais. tornou-se um acto político que é urgente reparar. mas, este ano, todos já tinham obrigação de já ter aprendido a lição.
pedro passos coelho
opá, a sério? reparar? e para quando é isso? o que se passou na madeira mostrou muito bem, a tal reparação de que tanto falas: nenhuma! ó bando de gentinha falsa... arre!
o dinheiro continuava a faltar. todos os dias, a conta aumentava. umas vezes, eu regularizava a caixa com o meu dinheiro. outras, o gerente. até que um dia, não faltavam só mil, nem dois mil ou 5 mil escudos: 13 mil escudos, era o dinheiro em falta.
reunião extraordinária e ficou decidido que a conta iria ser dividida por todos. uma colega, porém, opôs-se. quem não tem dinheiro, não tem vícios e eu não estou para financiar os vícios de ninguém.
o gerente resolveu que ficaria assim, então. ou pagavam todos, ou ninguém pagava. ninguém, salvo seja... pagámos nós. porque a caixa tinha que estar regularizada na manhã seguinte.
nessa noite, resolvi mudar as regras do jogo. a caixa passou a ser contada de duas em duas horas e em cada mudança de turno, estivesse a loja cheia ou não. e sempre na presença de duas pessoas. desde aí, nunca mais faltou dinheiro.
reunião extraordinária e ficou decidido que a conta iria ser dividida por todos. uma colega, porém, opôs-se. quem não tem dinheiro, não tem vícios e eu não estou para financiar os vícios de ninguém.
o gerente resolveu que ficaria assim, então. ou pagavam todos, ou ninguém pagava. ninguém, salvo seja... pagámos nós. porque a caixa tinha que estar regularizada na manhã seguinte.
nessa noite, resolvi mudar as regras do jogo. a caixa passou a ser contada de duas em duas horas e em cada mudança de turno, estivesse a loja cheia ou não. e sempre na presença de duas pessoas. desde aí, nunca mais faltou dinheiro.
quando o presidente da república insistiu que não se deveria fazer uma auditoria às contas do estado, fiquei de orelha arrebitada. onde há fumo... e sim, há mesmo fogo. aliás, um incêncio de várias frentes, completamente descontrolado que queima tudo o que está à sua frente, sem dó nem piedade.
tenho para mim que o tal do presidente[e, por favor, não me venham com tretas que temos de respeitar a figura do presidente e balelas do género que que eu cá só respeito quem me respeita] sabia. do abismo... e escondeu. shame on you! supostamente, deverias zelar por todos nós, pelo país. mas, preferiste meter o rabinho entre as pernas, a cabeça na areia e rezar para que a troika não descobrisse... grande fraude, ó presidente, que tu nos saíste. grande fraude... e ainda tens a lata de vires vomitar postas de pescada como talvez a troika tenha ido longe demais. longe demais, foste tu. incompetente...
este país está assim, rodeado por néscios[gentinha sem discernimento; sem sentido; sem coerência; sem competência; ignorante; incapaz; inepta... uns verdadeiros broncos] por todos os lados. ninguém se aproveita. mas, o povo assim o exige, senão, tipinhos como cavaco, jardim, isaltino, fátima felgueiras, avelino ferreira torres e outros mais, não voltariam a ser candidatos, quanto mais eleitos! a maioria absoluta dos portuguses é, indubitavelmente, estúpida.
quero dizer aos portugueses que conto sobretudo com a sua capacidade e ambição.
pedro passos coelho
são uns líricos, estes tipos. pá. conheço um casal que se mata de trabalhar para pagar as contas. aproveitam o subsídio de férias para o material escolar da menina e o subsídio de natal para regularizar a conta ordenado. ganham pouco mais que o salário mínimo. e, agora, com o brutal aumento da conta de gás e da electricidade; menos 1,5% direitinhos para adse, aumento de iva e tretas afins... e não é que eles se sentem extremamente motivados???
[e meter a capacidade e ambição pelo recto dentro, não? ó palhaços!]
estou enjoada. vou ali vomitar e já volto. ou não. que logo à tarde tenho que sair. porque uma mão cheia de ladrões de colarinho branco e gravata roubaram tudo o que tinham para roubar... mas, não desistem de tentar roubar mais um bocadinho. e, por isso, lá terei que ir gritar para a rua. uma treta. porque estou cheia de dores. foi uma semana muito cansativa e eu sinto-me exausta. mas, tem de ser. porque estas bestas precisam de saber que, apesar da maioria absoluta dos portuguses ser, indubitavelmente, estúpida... ainda há alguns que não o são.
atalhos:
contado ninguém acredita
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
{yes, i know i´m a bitch and i don't like it but...}
quem[pensa que] me conhece, acredita que eu sou uma pessoa serena, tranquila, muito paciente... no matter what. só os meus familiares[mais chegados] e amigos[mais íntimos] sabem que não. nada. nop. népias.
a minha psicóloga[yep, psicóloga... ou isso, ou internamento] tinha uma teoria interessantíssima: eu era "um comboio, sem travões, numa descida acentuada" que, com medo de magoar, preferia "engolir sapos" que "deixar saltar a tampa".
pois. é um bocado isso. eu não sou serena ou tranquila nem tão pouco paciente. não, também não sou, totalmente, falsa.[só um nadinha... ] é assim: se me "salta a tampa", sempre que há motivo, a coisa fica feia. por isso, ao longo da minha vida, tenho trabalhado bastante, para melhorar a gerência da minha raiva. e tenho tido sucesso. em 38 anos, só me "saltou a tampa" três vezes e meia[meia, porque até que a coisa não foi assiiimmm tããão feia quanto isso].
hoje, por muito pouco, que a porteira não conheceu o meu verdadeiro eu. pois. sorte que o pequeno estava a dormir e o meu pânico era quase tão grande como a raiva que estava a sentir pela dita personagem. opá. mulherzinha pedante, pá! está sempre a meter-se na vida de todos. sempre que me vê impõe-me um inquérito sobre a vida dos patrões. eu fujo dela como o outro foge da cruz... mas ela está sempre de tocaia... o grande problema é que eu, simplesmente, não lhe respondo. ou, se respondo, é com mentiras deslavadas. e-é-is-so-que-ela-não-con-se-gue-en-go-lir-e-é-por-is-so-que-ela-se-vin-ga. sempre que o gaiato[que é o verdadeiro terrorista e milhões de pior quando é acordado bruscamente] está a dormir, a tipinha berra pela escada. seja qual for o motivo.
ontem, assim que a senti, abri a porta. por favor, o bebé está a dormir... "É PARA CONTAR A LUZ!", sim, mas por favor, o bebé... ´"É PARA CONTAR A LUZ!". opá, ela estava mesmo à minha frente. porra!
[bebé acordou, inferno toda a tarde]
hoje, a m* do alarme da casa dos avós do bebé[que é o verdadeiro terrorista e milhões de pior quando é acordado bruscamente] disparou e a minha colega tocou à porta a pedir ajuda. tenho o bebé a dormir mas espere que já vou ajud... "O ALARME DISPAROU!", "O ALARME DISPAROU!".
opá, além de se ouvir o alarme a tocar[ por que não somos surdas], a zinha da coisinha irritante estava a dois passos da porta, onde nós estávamos. OU-SE-JA-AO-NOS-SO-LA-DO!!!
[bebé acordou, inferno toda a tarde]
opá... ando nisto há um ano e picos. e juro que não consigo gerir a minha raiva por muito mais tempo. um dia, a máquina acorda. ai, acorda. e sem travões. numa descida. muito acentuada. numa velocidade furisosa. muito furiosa, mesmo.
[e pumba]
atalhos:
...it runs in the family
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
{não é defeito...}
[há a porcelana que, ao mínino toque, parte-se. nada que uma cola não resolva, mesmo sendo uma cola fraquinha. depois há o pirex. resistente, pode até cair ao chão, uma, duas, três vezes e nem sequer um risco. pior é quando parte. ao contrário da porcelana, não se divide em pedaços grandes. o que não se pulveriza na queda, divide-se em mil e um pedacinhos, espalhados por todo o lado. e não. não há mesmo nada a fazer]
...é feitio.
domingo, 9 de outubro de 2011
sábado, 8 de outubro de 2011
{adietar*: "a second chance" }
conheci algumas pessoas[minhas amigas] a quem lhes foi proferida a sentença. de morte. estádio terminal da doença. sem qualquer hipótese de remissão. nada a fazer... contudo, destas pessoas, três sobreviveram à dita[sentença\doença].
hoje, falam da nova vida onde tudo faz mais sentido. tudo tem uma nova cor, em tudo existe um outro brilho, muito mais intenso, muito mais vivo. falam da segunda hipótese que a vida lhes ofereceu. um renascimento.
[a second chance]
eu também senti isso. os médicos não me disseram que iria morrer da doença. iria, porém, desejar morrer por causa dela. e isso, é quase como uma sentença. e, sim. assim foi. desejei morrer. inclusivé, tentei morrer.
[felizmente, não morri. e, então, meti os pés ao caminho e procurei a resposta. e encontrei. não foi fácil, confesso. mas, se tudo fosse fácil, hoje não existiriam vitórias a celebrar... e, sem celebrações, a vida ficaria sem graça]
hoje, olho para trás e sinto que a vida me ofertou, de igual modo, uma segunda hipótese. tudo mudou, graças a isso. a maneira como vivo o meu dia-a-dia é diferente da maneira como o fazia, antes da doença.
apesar desta mudança, há dias em que me sinto ruir. há dias em que me apetece desistir. a doença deu tréguas, é verdade. mas a dor crónica ficou. não dói como doía. felizmente. se doesse, sei que essa vontade de morrer, voltaria. não dói ao ponto de ficar durante dias, acamada. mas dói. há dias que dói tanto que o medo regressa. regressam os fantasmas. regressa o desespero. contudo, nestes dias, apesar de doer tanto assim, não dói o suficiente para me reter dentro dos lençóis. vou à minha vida. a custo. mas vou. porque a minha vontade de viver também sofreu a derradeira alteração. hoje, acordo a sorrir e com vontade de a viver. já consigo saltar[sem exageros], dançar, brincar. e correr[sim, também consigo correr].
conheço muitas pessoas que deambulam pela vida[tal como eu deambolei antes da doença chegar, tal como aquelas pessoas[minhas amigas], antes de se apereceberem que a vida chegaria ao fim, em breve]. e, todos os dias, cruzo-me com outras tantas pessoas, verdadeiros autómatos: não vivem a vida. a vida vive por elas.
apesar desta mudança, há dias em que me sinto ruir. há dias em que me apetece desistir. a doença deu tréguas, é verdade. mas a dor crónica ficou. não dói como doía. felizmente. se doesse, sei que essa vontade de morrer, voltaria. não dói ao ponto de ficar durante dias, acamada. mas dói. há dias que dói tanto que o medo regressa. regressam os fantasmas. regressa o desespero. contudo, nestes dias, apesar de doer tanto assim, não dói o suficiente para me reter dentro dos lençóis. vou à minha vida. a custo. mas vou. porque a minha vontade de viver também sofreu a derradeira alteração. hoje, acordo a sorrir e com vontade de a viver. já consigo saltar[sem exageros], dançar, brincar. e correr[sim, também consigo correr].
é. posso dizer que sim.
a vida ofertou-me,
de igual modo,
uma segunda hipótese.
e faço tudo por tudo
para não me esquecer disso.
conheço muitas pessoas que deambulam pela vida[tal como eu deambolei antes da doença chegar, tal como aquelas pessoas[minhas amigas], antes de se apereceberem que a vida chegaria ao fim, em breve]. e, todos os dias, cruzo-me com outras tantas pessoas, verdadeiros autómatos: não vivem a vida. a vida vive por elas.
olho para estas pessoas, olho para as minhas amigas, olho para mim... e pergunto-me porquê?... porque é que temos que passar por algo tão terrível como uma sentença à morte, para acordarmos?
[eu já acordei... e tu?]
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
terça-feira, 4 de outubro de 2011
domingo, 2 de outubro de 2011
{seriously?!}
eu estou aqui para agradar o povo e não para agradar a ministros. tudo o que eu fiz foi para ajudar o povo madeirense. começa a esgotar a paciência à madeira.
alberto j jardim
opá, sério? começa a esgotar a paciência à madeira???
pessoas que defendeis a.j.j.: por acaso, conheceis algum político que ajude, realmente, o povo? uhm... estais um nadinha confusos, não??? pobres de vós, cabeçinhas vazias.
[arre! pessoinhas burrinhas... coitadinhas]
o povo madeirense continua pobre e sem recursos. estou a falar do verdadeiro povo madeirense e não do povo do funchal que a.j.j. tanto insiste em exibir. estou a falar dos madeirenses que vivem sem água, sem comida, sem nada. porque nada têm. dos desgraçados que, ainda hoje, dois anos após a tragédia de vinte de fevereiro, continuam a [sobre]viver em serra de água nos escombros que sobraram... escombros a que chamam casa, porque não têm mais para onde ir.
[parece que o dinheiro que deveria ter chegado à ribeira grande, foi gasto em coisitas mais importantes, como estádios, jornais de auto-promoção e outros brinquedos caros]
a.j.j. está sempre a gritar que portugal não é só o continente. concordo. mas acrescento: madeira não é só o funchal.
[e, sim... a.j.j. enriqueceu às custas de politiquices.
e quem o defende, ou é estúpido... ou é estúpido.
mas, burro, não. estaria a ofender o bicho ]
sábado, 1 de outubro de 2011
{eu gosto é do verão, sim...}
...e não me importo nada de continuar a usar vestidos, sandálias e camisolas de alças. por mim, o verão deveria delongar-se, pelo menos, até ao natal porque eu preciso de sol para viver e o inverno deprime-me.
só há um probleminha. o calor. pois. não me dou lá muito bem com o dito. são as minhas articulações, sabem? elas ficam, assim, inchadas, como pequenos balões. por isso, são pedro, amiguinho... as temperaturas podem descer, pelo menos, até aos 25º? por favor?...
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
{repost}
adoro estudar: uma verdadeira marrona. desde menina que sou assim. nas férias grandes, levava sempre duas malas para trás-os-montes [onde passava todo o mês de agosto]: uma mala com roupa, a outra com os livros da escola. quando chegava às aulas, já tinha as lições quase todas estudadas e os exercícios quase todos resolvidos. e era assim com todas as matérias.
[bem, a minha relação com a matemática não era famosa: tinha um ódio de estimação pelos números porque o meu pai decidiu que eu tinha que ser como ele e, sempre que estava comigo, obrigava-me a recitar a tabuada (sempre salteada), a resolver problemas, adições, subtrações, multiplicações, divisões... uma verdadeira tortura. entretanto, vi-me obrigada a colocar o ódio à matemática de lado devido ao meu curso. e, confesso, que fiquei fã da dita]
uma das minhas matérias preferidas era a história de portugal. eu conseguia estar horas seguidas a ouvir aquelas histórias sobre as mulheres e os homens que tornaram o nosso país, a "cabeça" da europa. eu tinha um orgulho em ser portuguesa... descobrimos terras, enfrentámos medos, abrimos caminhos... sim, portugal era um povo nobre com heróis em terra e no mar... uma nação valente e imortal.
[bem, a minha relação com a matemática não era famosa: tinha um ódio de estimação pelos números porque o meu pai decidiu que eu tinha que ser como ele e, sempre que estava comigo, obrigava-me a recitar a tabuada (sempre salteada), a resolver problemas, adições, subtrações, multiplicações, divisões... uma verdadeira tortura. entretanto, vi-me obrigada a colocar o ódio à matemática de lado devido ao meu curso. e, confesso, que fiquei fã da dita]
uma das minhas matérias preferidas era a história de portugal. eu conseguia estar horas seguidas a ouvir aquelas histórias sobre as mulheres e os homens que tornaram o nosso país, a "cabeça" da europa. eu tinha um orgulho em ser portuguesa... descobrimos terras, enfrentámos medos, abrimos caminhos... sim, portugal era um povo nobre com heróis em terra e no mar... uma nação valente e imortal.
[imortal, não. o rei está morto]
da cabeça passámos para a cauda. o país tornou-se pequeno, ridiculamente, pequeno. os ricos [cada vez mais ricos] sufocam os pobres [cada vez mais pobres]; a violência junta-se à criminalidade e de mãos juntas com a impunidade, tomam conta da sociedade; o desemprego traz ainda mais fome para as mesas dos portugueses cada vez mais desesperados, mais desanimados... mais deprimidos; desactivam-se caminhos de ferro, as escolas fecham, as aldeias ficam desertas... a agricultura morre. o que não morre, o português [perdido, louco...] mata com um fósforo ou um isqueiro.
e a culpa é nossa. porque o permitimos. todos, de uma maneira ou de outra, contribuímos para esta queda abismal: passámos de nação conhecida [temida por uns e admirada por outros] para um pedaço de terra que ninguém conhece. ou até conhece, porque somos parte integrante dos pigs .
o povo - antes, nobre - está podre. como uma maçã. caida no chão. quase desfeita... a feder...
a cauda da europa...
e a culpa é nossa. porque o permitimos. todos, de uma maneira ou de outra, contribuímos para esta queda abismal: passámos de nação conhecida [temida por uns e admirada por outros] para um pedaço de terra que ninguém conhece. ou até conhece, porque somos parte integrante dos pigs .
estamos a cair a pique e nada nem ninguém parece conseguir amortizar a queda.
post recuperado porque este país vai de mal a pior... muito pior... e ainda há pessoas - muitas - que defendem personagens como joão jardim e isaltino! serão estas - muitas - pessoas: estúpidas, burras ou, somente, ignorantes? parece-me que são uma amálgama disto tudo.
[o rei está morto. viva o rei. viva portugal]
o povo - antes, nobre - está podre. como uma maçã. caida no chão. quase desfeita... a feder...
domingo, 25 de setembro de 2011
sábado, 24 de setembro de 2011
{adietar*: quando o sonho fica para trás...}
o meu sonho era ser bailarina. desde menina. não eram o tutu de cor branca ou as sapatilhas de meia ponta que apelavam aos meus sentidos. ser leve como uma pluma, desafiar a gravidade e dançar com o vento, sem imposições do meu corpo. desmaterializar-me. transformar-me numa entidade etérea, volátil.
trabalho constante. auto-controle. persistência. disciplina. [eterna]busca do prefeccionismo. coragem. determinação. técnica. precisão. equilíbrio. flexibilidade. liberdade. sensibilidade. suavidade. subtileza. sublimação.
comunicar-me através do meu corpo, exprimir os meus sentimentos com os braços e as mãos e, em cada movimento, sentir o toque da minha alma, na tua alma.
sim... eu queria ser bailarina.
eu queria ser bailarina. mas a vida desviou-me do meu caminho. e, no lugar das sapatilhas de meia ponta, nos meus pés, uns sapatos rasos. com palmilhas especiais para atenuar a caminhada.
[numa aula de anatomia, lembro-me do professor dizer que os pés das bailarinas são os pés mais feios, completamente, deformados. os meus pés, que não são de bailarina, estão também deformados. e há dor, em cada passo que dou... todas as articulações do meu corpo estão afectadas e a flexibilidade é algo que eu deixei de ter há algum tempo. sim... eu queria ser bailarina. mas, não sou bailarina e jamais poderei vir a ser]
e, quando o sonho fica para trás...
ontem, acordei triste. na noite anterior, tinha assitido a uma entrevista feita à primeira bailarina do new york city ballet, jenifer ringer. as suas palavras tocaram o mais íntimo do meu ser. uma lágrima deslizou, desliguei a televisão, apaguei a luz... e tentei esquecer. mas, não esqueci[mais uma noite de sono pertubado\perturbante...desta vez, não foi a dor física, mas uma outra dor para a qual não há analgésicos ou anti-inflamatórios susceptíveis de ajudar a apaziguar essa mágoa, esse pesar].
ontem, estava assim. hoje, foi um novo dia, porém. apesar de só me apetecer ficar dentro dos meus lençóis, vesti-me e, contra a minha vontade, saí. fui ter com as manas e andamos por aí. ao sabor do vento, sem rumo. só por andar. elas não estavam melhor do que eu. e, desabafo aqui, desabafo ali, chegamos lá.
[esta dieta tem destas coisas. quando a comecei, estava longe de
pensar que teria tanto trabalho pela frente. que tantas gavetas iria
abrir, que tantas feridas teria de tratar. não obstante, sinto-me grata
por ter tido a coragem de enveredar por este caminho. do
auto-conhecimento. acredito, cada vez mais, que sim... há que abrir as
gavetas, tirar os lençóis velhos que tapam as memórias e sacudi-los para
tirar esse pó que nos tolda a visão]
quando o sonho fica para trás... resta-nos, somente, procurar, procurar... até encontrar um novo sonho.
e correr atrás...
obrigada, manas, pela ajuda :)
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
domingo, 18 de setembro de 2011
{paradoxum Leucochloridium*}
parece que o tão afamado fenómeno que, há poucas semanas atrás, se sentia incomodado com a fama e com o sucesso inesperado, está de volta aos nossos ecrãs.
espertinhos, espertinhos. esses. os gatos. souberam aproveitar este fenómeno e tirar proveito dele. sim. sim... espertinhos. porque, de momento, portugal está, assim, paradito: não acontece nada. bem, há a crise... mas da crise não se pode nem deve falar. não é bom para o negócio. e há que vender. nada melhor que um cromo para desviar a atenção dos portugueses e ainda conseguir receitinhas.
porque aos portugueses só interessam os tais três "F": futebol, fátima e a foleirice [não, não é o fado... esse, já só interessa a meia dúzia de depressivos que insistem em chorar cantando(ou em cantar chorando) as penas que trazem no peito para, assim, se sentirem ainda mais miseráveis... os coitadinhos...].
ora, como o fcp tem estado sossegadinho e não tem dado razões para o vieirinha vir lamentar-se do bicho papão que o impede de viver a vidinha que merece; como o papa não virá cá tão cedo... resta-nos distrair os portugueses com o que de mais reles existe no momento. e venha o hélio!
[puto, a ti, não é só o medo que não te assiste: a inteligência, o bom-senso e a coerência também não. nada mesmo. a tua cabeçinha está assim... vazia, vazia... e, como se não chegasse a figurinha miserável que fizeste no tal famoso video, agora temos que levar contigo na televisão. o pior: não levas jeitinho nenhum para a coisa. um perfeito bimbo pãozinho de forma e sem sal]
espertinhos, espertinhos. esses. os gatos. souberam aproveitar este fenómeno e tirar proveito dele. sim. sim... espertinhos. porque, de momento, portugal está, assim, paradito: não acontece nada. bem, há a crise... mas da crise não se pode nem deve falar. não é bom para o negócio. e há que vender. nada melhor que um cromo para desviar a atenção dos portugueses e ainda conseguir receitinhas.
esperitinhos. os gatos.
porque aos portugueses só interessam os tais três "F": futebol, fátima e a foleirice [não, não é o fado... esse, já só interessa a meia dúzia de depressivos que insistem em chorar cantando(ou em cantar chorando) as penas que trazem no peito para, assim, se sentirem ainda mais miseráveis... os coitadinhos...].
ora, como o fcp tem estado sossegadinho e não tem dado razões para o vieirinha vir lamentar-se do bicho papão que o impede de viver a vidinha que merece; como o papa não virá cá tão cedo... resta-nos distrair os portugueses com o que de mais reles existe no momento. e venha o hélio!
espertos, os gatos.
tal como o paradoxum Leucochloridium*.
[*o leucochloridium paradoxum é um verme parasita que usa o caracol como hospedeiro intermediário, infectando os tentáculos dos seus olhos. esta infecção não só afecta a percepção da intensidade de luz, como a forma dos tentáculos, que ficam com cores brilhantes e pulsantes. além disso, como o verme tem o controle da mente do animal, decide por ele, conduzindo-o para áreas onde é mais susceptível de ser visto por predadores, como os pássaros. o parasita retorna ao corpo de outro hospedeiro, através das fezes do passáro que o caracol come por engano]
sábado, 17 de setembro de 2011
{estou a tratar do jantar e, por instantes...}
...olho pela janela.
ele está a lavar a grelha do fogão...
ele está a lavar a grelha do fogão...
a GRELHA do fogão!!!
[pronto. era só isto.]
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
{apesar de ter tido a recém-nascida comigo...}
...e ter a casa toda a precisar de uma limpeza profunda...
...apesar de ter andado numa correria o dia todo...
...para conseguir terminar a tempo...
...senti-me assim...
...calminha, calminha..
...totalmente zen...
...apesar de ter andado numa correria o dia todo...
...para conseguir terminar a tempo...
...senti-me assim...
...calminha, calminha..
...totalmente zen...
[o pequenino foi para ao infantário
e a mais crescida começou as aulas...
abençoado seja, o regresso às aulas]
e a mais crescida começou as aulas...
abençoado seja, o regresso às aulas]
domingo, 11 de setembro de 2011
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
{faço minhas, as palavras de mooch...}
terça-feira, 23 de agosto de 2011
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
{looking down the road}

dois dias após o massacre na noruega, no discurso directo da tvi24 falava-se dos alvos portugueses na lista de breivik. um telespectador[homem de sessenta e poucos anos, guionista], questionava-se sobre os nomes desses alvos, porque seria a solução que portugal precisa para dar a volta...
o pivot tentou interromper este telespectador[homem de sessenta e poucos anos, guionista], mas ele é que foi, imediatamente, interrompido. não estou aqui para falar o politicamente correcto, mas sim aquilo que é preciso ser dito. a europa pôs-se a jeito e portugal está, também, a por-se a jeito.
depois do que se passou em inglaterra, ouvem-se, aqui e ali, mais frases como estas. a europa pôs-se a jeito e portugal está, também, a por-se a jeito.
seis armas foram roubadas este domingo na base dos fuzileiros no alfeite, em almada. juntando estas armas às dez armas de guerra que foram roubadas de uma arrecadação do quartel da carregueira em janeiro, já são dezasseis. somando a todas as outras que devem desaparecer sem que a opinião pública tome conhecimento...
portugal está a por-se a jeito porque armas continuam a desaparecer e ninguém parece importar-se com isso. portugal está a por-se a jeito porque loucos como o tal telespectador[homem de sessenta e poucos anos, guionista] continuam a dizer as barbaridades que dizem sem que sejam seriamente investigados...
portugal pode estar numa situação que nos desespera... contudo, não acredito que solução que portugal precisa para dar a volta seja a que se começa a ouvir na boca, não só de um homem[de sessenta e poucos anos, guionista], mas de muitos mais.
enquanto os portugueses estiverem dividos em quatro grupos[grupo mizaru(o que fecha os olhos), o grupo kikazaru(o que tapa os ouvidos), o grupo iwazaru(o que tapa a boca) e o grupo de sociopatas que está sempre à espreita, aproveitando toda e qualquer situação para colocar em prática toda a sua loucura]... sim, portugal está, também, a por-se a jeito.
o pivot tentou interromper este telespectador[homem de sessenta e poucos anos, guionista], mas ele é que foi, imediatamente, interrompido. não estou aqui para falar o politicamente correcto, mas sim aquilo que é preciso ser dito. a europa pôs-se a jeito e portugal está, também, a por-se a jeito.
depois do que se passou em inglaterra, ouvem-se, aqui e ali, mais frases como estas. a europa pôs-se a jeito e portugal está, também, a por-se a jeito.
seis armas foram roubadas este domingo na base dos fuzileiros no alfeite, em almada. juntando estas armas às dez armas de guerra que foram roubadas de uma arrecadação do quartel da carregueira em janeiro, já são dezasseis. somando a todas as outras que devem desaparecer sem que a opinião pública tome conhecimento...
portugal está, também, a por-se a jeito.
pois está.
portugal está a por-se a jeito porque armas continuam a desaparecer e ninguém parece importar-se com isso. portugal está a por-se a jeito porque loucos como o tal telespectador[homem de sessenta e poucos anos, guionista] continuam a dizer as barbaridades que dizem sem que sejam seriamente investigados...
portugal pode estar numa situação que nos desespera... contudo, não acredito que solução que portugal precisa para dar a volta seja a que se começa a ouvir na boca, não só de um homem[de sessenta e poucos anos, guionista], mas de muitos mais.
enquanto os portugueses estiverem dividos em quatro grupos[grupo mizaru(o que fecha os olhos), o grupo kikazaru(o que tapa os ouvidos), o grupo iwazaru(o que tapa a boca) e o grupo de sociopatas que está sempre à espreita, aproveitando toda e qualquer situação para colocar em prática toda a sua loucura]... sim, portugal está, também, a por-se a jeito.
sábado, 13 de agosto de 2011
{janela indiscreta}
nunca fui uma pessoa invejosa. acredito que cada um tem aquilo que atrai. nem mais, nem menos.
[da janela da minha cozinha vê-se uma outra janela de uma outra cozinha. e todos os dias, antes e após todas as refeições[eu disse todas], a mesma rotina:o manel cozinha, a maria põe a mesa; a maria levanta a mesa, o manel lava a loiça; a maria enxuga a loiça, o manel arruma a dita; a maria sai da cozinha... e o manel, com a esfregona lava o chão... o chão! O chão!!!
acabámos de jantar: fiz trouxinhas de frango com puré de maçãs. já arrumei a sala, lavei e arrumei a loiça. e o meu manel? o meu manel está no atelier a pintar o seu quadro. ah, pois é... cada um tem aquilo que atrai. nem mais, nem menos]
nunca fui uma pessoa invejosa.
até hoje.
[e, agora, vou até à minha cozinha. porque o chão não se lava sozinho]
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
terça-feira, 9 de agosto de 2011
{contra factos...}
menina benfiquista de 6 anos: o benfica é o maior, o benfica é o maior, o benfica é o maior... susana, és do benfica, não és?
eu: não, sou do porto.
mb6a: porquê?
eu: porque o porto é o melhor.
mb6a: não é nada!
eu: é! no ano passado, ganhou todas os jogos e todas as taças! o porto é o campeão!
mb6a: mas ao menos, o benfica tem uma águia verdadeira! os dragões só existem nos contos de fadas! toma!
eu: .......
eu: não, sou do porto.
mb6a: porquê?
eu: porque o porto é o melhor.
mb6a: não é nada!
eu: é! no ano passado, ganhou todas os jogos e todas as taças! o porto é o campeão!
mb6a: mas ao menos, o benfica tem uma águia verdadeira! os dragões só existem nos contos de fadas! toma!
eu: .......
[...não há argumentos]
domingo, 7 de agosto de 2011
{looking down the street}
ontem, no jornal da noite, passou uma entrevista feita a um jovem que, supostamente, fez sucesso no youtube com um vídeo, um visual duvidoso, meia dúzia de palavras e uma queda. já tinha ouvido falar no tão afamado fenómeno mas ainda não tinha visto o vídeo. esperava outra coisa, sinceramente. completamente irresponsável e desprovido de tudo aquilo que um vídeo precisa para ser considerado um fenómeno, mas está bem. seja. [agora, parece que o protagonista não está a gostar da fama* e está a lidar mal com o sucesso* inesperado... o coitado... só tenho pena que ninguém se tenha lembrado de entrevistar o condutor do automóvel que passou por ele. gostava de saber a sua opinião sobre o dito fenómeno]
um outro lembra-se de "tourear carros" com os amigos a filmar, também, para o youtube. [morreu, claro. no meio da noite, numa via rápida... qualquer um, com dois dedos de testa, saberia que proezas destas só poderiam terminar assim]
o problema, penso eu, é esta geração auto-intitulada, geração youtube. uma geração despida de ideias úteis que usa a criatividade somente para a estupidez. e os seus patrocinadores, claro. enquanto existirem marcas que se aproveitam[como cogumelos parasitas] destes seres néscios que não sabem o que fazer com a vidinha que têm, e canais de televisão que lhes dêem tempo de antena, estes ditos fenómenos irão continuar. fenómenos onde a vida não tem qualquer valor.
o problema, penso eu, é esta geração auto-intitulada, geração youtube. uma geração despida de ideias úteis que usa a criatividade somente para a estupidez. e os seus patrocinadores, claro. enquanto existirem marcas que se aproveitam[como cogumelos parasitas] destes seres néscios que não sabem o que fazer com a vidinha que têm, e canais de televisão que lhes dêem tempo de antena, estes ditos fenómenos irão continuar. fenómenos onde a vida não tem qualquer valor.
dá deus pérolas, a porcos...
[*fama? *sucesso?... quê???]
sábado, 6 de agosto de 2011
{ansiosamente, à espera do dia 7 de setembro}
férias do infantário: dois pirralhos [para semana serão três porque a cegonha está quase a chegar] em casa [menino, 23 meses; menina, 6 anos] e a minha melhor amiga, a chantagem negociação.
[também há quem lhe chame suborno... mas, tenha lá o nome que tiver, obrigadinha deus, por existir]
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
domingo, 24 de julho de 2011
sábado, 23 de julho de 2011
sexta-feira, 22 de julho de 2011
{dietar*: as recaídas}
quando se inicia uma dieta[seja ela qual for], nunca se considera uma possível recaída. colocamos toda a nossa força, toda a nossa vontade nesse desafio e depressa começamos a perceber as mudanças: na saúde, no corpo, na balança, na auto-estima...
no meu caso, não na balança, já que a minha dieta é diferente. a ideia não é chegar ao corpo dito "ideal", mas sim, tentar alcançar a felicidade["adietar" = pôr em dieta e ir de encontro à felicidade].
no meu caso, não na balança, já que a minha dieta é diferente. a ideia não é chegar ao corpo dito "ideal", mas sim, tentar alcançar a felicidade["adietar" = pôr em dieta e ir de encontro à felicidade].
há algum tempo, perguntaram-me como é que conseguia estar sempre a sorrir, alegre e sempre cheia de energia. é tudo uma questão de vibração. tudo o que fazemos[somos] emite uma vibração e esta pode[ou não] estar frequência certa. se estiver em consonância com a energia da nossa fonte, tudo flui. então, estar sempre alegre e a sorrir, cheia de energia é algo de natural. como respirar, por exemplo.
no início da minha dieta, confesso, não muito fácil alcançar essa frequência. existiam demasiadas interferêcias e tornou-se muito difícil modificar a minha frequência vibracional para a frequência certa. com o tempo e muito trabalho interior, posso dizer que já estava quase lá.
quase...
no início da minha dieta, confesso, não muito fácil alcançar essa frequência. existiam demasiadas interferêcias e tornou-se muito difícil modificar a minha frequência vibracional para a frequência certa. com o tempo e muito trabalho interior, posso dizer que já estava quase lá.
quase...
dietas diferentes, sim... o problema, contudo, o de sempre:
os testes à resistência.
os testes à resistência.
tudo o que se tem passado à minha volta[desde a doença da minha tia, passando por um grande susto que a senhora d. adelaide, minha mãe, resolveu pregar-nos, acabando nas minhas frequentes idas às urgências do hospital santa maria nas últimas duas semanas: sim, nas minhas férias!!!], teve um enorme impacto na minha dieta. a minha frequência vibracional desceu tanto que, de repente, tudo pareceu inútil, chegando a ponderar a hipótese desta dieta não ser nada mais que um sonho. inatingível.
[desistir, por vezes, parece-nos o caminho mais fácil.
lutar cansa e eu já me sinto tão cansada...]
lutar cansa e eu já me sinto tão cansada...]
felizmente e mais uma vez, ter sol em touro, lua em escorpião e ascendente em virgem[uma mistura explosiva de mau feito], estiveram a meu favor. e mais uma vez, calcei os meus ténis e pés na estrada.
as recaídas são susceptíveis de existir. sim. e ainda bem. ajudam-nos a perceber que o trabalho é[tem de ser] constante. há que ter perserverança e nunca, nunca, se resignar... seja qual for o obstáculo no caminho...
[porque desistir é parar. parar é morrer. e eu não quero morrer. não, por estar cansada. desistir é para os fracos. eu já fui fraca. e quase que morri. se existe algo que eu aprendi com todo o trabalho interior que estou a fazer, é que desistir não é, decidamente, o caminho mais fácil. pode parecer... mas, não é. mesmo]
as recaídas são susceptíveis de existir. sim. e ainda bem. ajudam-nos a perceber que o trabalho é[tem de ser] constante. há que ter perserverança e nunca, nunca, se resignar... seja qual for o obstáculo no caminho...
quinta-feira, 21 de julho de 2011
quinta-feira, 14 de julho de 2011
sexta-feira, 8 de julho de 2011
sexta-feira, 1 de julho de 2011
{yes, i know i´m a bitch and i don't like it but...}
nunca gostei de eufemismos. figurinha de estilo irritante que não serve para mais nada, senão tentar colocar paninhos quentes na coisa[através de falinhas mansas que, no fim de contas se revelam inúteis. porque são mesmo inúteis: se a coisa é assim tão má, porquê aflorar e colorir? deixa de o ser? não]
eu gosto que me digam[o mais depressa possível, sffv] como é que é. a verdade nua e crua. preferencialmente, com pormenores sórdidos. na cara. sem tretas entre o que tem de ser e o que poderia ter sido.
se a coisa me for transmitida com névoas verde água e aroma de rosas, como é que é suposto preparar-me para o que, realmente, me espera?
a treta é que a maioria das pessoas deste país[pelo que tenho ouvido nos meios de comunicação social], adoram que lhes embelezem as coisas. as tais que são tudo, menos belas.
no início desta confusão, os que lá estavam[no tal do poder]exaltaram-se perante portugal, pelo facto deste ter sido o único país da união europeia, que fintou a crise. nessa altura, dizer a verdade, teria sido melhor. mas não. e os portugueses, cabecinhas de borboleta que são, acreditaram em todas as balelas com que lhes suavizaram as suas vidinhas tristes[porque adoram que lhes mintam, tipo quanto mais me mentes mais eu gosto de ti]. pouco tempo mais tarde, trambolhão forte e feio[com contornos - e odor - dignos de uma boa dejecção diarreica com melenas].
porque gosto de saber com o posso contar.
nem mais, nem menos.
nem mais, nem menos.
se a coisa me for transmitida com névoas verde água e aroma de rosas, como é que é suposto preparar-me para o que, realmente, me espera?
a treta é que a maioria das pessoas deste país[pelo que tenho ouvido nos meios de comunicação social], adoram que lhes embelezem as coisas. as tais que são tudo, menos belas.
no início desta confusão, os que lá estavam[no tal do poder]exaltaram-se perante portugal, pelo facto deste ter sido o único país da união europeia, que fintou a crise. nessa altura, dizer a verdade, teria sido melhor. mas não. e os portugueses, cabecinhas de borboleta que são, acreditaram em todas as balelas com que lhes suavizaram as suas vidinhas tristes[porque adoram que lhes mintam, tipo quanto mais me mentes mais eu gosto de ti]. pouco tempo mais tarde, trambolhão forte e feio[com contornos - e odor - dignos de uma boa dejecção diarreica com melenas].
tomem lá conquilhas!
[e façam bom proveito]
agora, vêm estes dizer[a nós, acabadinhos de receber o nosso subsídio de férias], que no natal[daqui a mais ou menos seis meses], teremos de contribuir com uma percentagem do nosso 14º mês.
bem. vamos lá por etapas: não será 50% do total do subsídio, mas sim uma parte; temos dinheiro em caixa, porque acabamos de receber o nosso subsídio de férias[mesmo que seja pouco - a mim não me sobrou lá grande coisa porque tive que honrar uma dívida que contraí nos tempos em que estive acamada, para pagar contas de consultas e tretas afins... mas, o pouco que sobrou, fica de lado e, quanto às férias... fico-me por lisboa mesmo]; temos tempo para preparar os próximos seis meses... e, com um bom plano, tudo se consegue.
se eu não me incomodo com a situação? claro que me incomodo! o que aquelas figurinhas patéticas fizeram com o nosso dinheiro, ao ponto de termos chegado ao que chegamos e ainda termos de ser nós a pagar o pato[outra vez], só fuzilados! mas, sinceramente, não quero nem considerar a hipótese do nosso país cair como caiu a grécia!
só para terminar, eu votei em branco porque nenhum dos candidatos me convenceu. estes que lá estão, já mostraram que, pelo menos, têm tomates. e isso, já é muito bom. seria mais cómodo mentir-nos...
porém, mostraram as cartas com que vamos todos jogar. e parece-me bem que assim seja. que nos digam olhos nos olhos que a merda fede, mas temos que levar com o cheiro e continuar em frente. para tentarmos não cair de cara e termos de levar com muito mais do que o cheiro da dita...
bem. vamos lá por etapas: não será 50% do total do subsídio, mas sim uma parte; temos dinheiro em caixa, porque acabamos de receber o nosso subsídio de férias[mesmo que seja pouco - a mim não me sobrou lá grande coisa porque tive que honrar uma dívida que contraí nos tempos em que estive acamada, para pagar contas de consultas e tretas afins... mas, o pouco que sobrou, fica de lado e, quanto às férias... fico-me por lisboa mesmo]; temos tempo para preparar os próximos seis meses... e, com um bom plano, tudo se consegue.
se eu não me incomodo com a situação? claro que me incomodo! o que aquelas figurinhas patéticas fizeram com o nosso dinheiro, ao ponto de termos chegado ao que chegamos e ainda termos de ser nós a pagar o pato[outra vez], só fuzilados! mas, sinceramente, não quero nem considerar a hipótese do nosso país cair como caiu a grécia!
e, sim: se é para tentar evitar isso, façamos um esforço.
só para terminar, eu votei em branco porque nenhum dos candidatos me convenceu. estes que lá estão, já mostraram que, pelo menos, têm tomates. e isso, já é muito bom. seria mais cómodo mentir-nos...
porém, mostraram as cartas com que vamos todos jogar. e parece-me bem que assim seja. que nos digam olhos nos olhos que a merda fede, mas temos que levar com o cheiro e continuar em frente. para tentarmos não cair de cara e termos de levar com muito mais do que o cheiro da dita...
atalhos:
...it runs in the family
sábado, 25 de junho de 2011
{adietar*: que rosto vestiste hoje?}

acordava sempre 10 minutos antes do despertador. tomava um duche, lavava os dentes e secava o cabelo. no roupeiro, escolhia o que vestir e, depois de tudo pronto, saía para trabalho: sempre com um "bom dia" nos lábios, nem sempre com um sorriso no rosto.
nesses dias, o universo parecia conspirar contra mim. tropeçava em tudo e em todos, caía[ou deixava cair tudo], atrasava-me, o trabalho corria mal[aliás, tudo corria mal]... nesses dias, sentia-me completamente derrotada, arrastando-me sem forças, sequer, para viver.
[até ao dia em que me apercebi que
não era o universo
que conspirava contra mim.
era eu]
à noite, antes de adormecer, fazia uma "lista mental" de tudo aquilo aquilo que iria fazer no dia seguinte. ao pormenor, sem falhas.
extremamente organizada, sempre gostei de planear tudo até ao mais ínfimo detalhe. tinha vários dossiers de listas e planos: um no trabalho e uma série deles em casa[tarefas; menus semanais; planos de organização; listas de compras; contabilidade doméstica; inventários...]. além destas listas[físicas] tinha, ainda, outras tantas "listas mentais".
e, se antes de dormir, após rever as minhas "listas mentais" previsse um dia muito exigente, passava os minutos seguintes[ou até horas] a considerar a hipótese de não ter tempo para conseguir atingir os objectivos propostos nas ditas listas, porque algo poderia correr mal, porque...
preocupava-me["pré-ocupava" os meus pensamentos, sofria por antecipação] e, sem me aperceber, boicotava tanto a noite que acabara de começar, como o dia seguinte[quem dorme mal, muito dificilmente terá um bom dia].
[por uma noite mal dormida;
por cansaço;
porque, por vezes, doía mais que o habitual;
porque...]
por cansaço;
porque, por vezes, doía mais que o habitual;
porque...]
nesses dias, o universo parecia conspirar contra mim. tropeçava em tudo e em todos, caía[ou deixava cair tudo], atrasava-me, o trabalho corria mal[aliás, tudo corria mal]... nesses dias, sentia-me completamente derrotada, arrastando-me sem forças, sequer, para viver.
[até ao dia em que me apercebi que
não era o universo
que conspirava contra mim.
era eu]
à noite, antes de adormecer, fazia uma "lista mental" de tudo aquilo aquilo que iria fazer no dia seguinte. ao pormenor, sem falhas.
extremamente organizada, sempre gostei de planear tudo até ao mais ínfimo detalhe. tinha vários dossiers de listas e planos: um no trabalho e uma série deles em casa[tarefas; menus semanais; planos de organização; listas de compras; contabilidade doméstica; inventários...]. além destas listas[físicas] tinha, ainda, outras tantas "listas mentais".
e, se antes de dormir, após rever as minhas "listas mentais" previsse um dia muito exigente, passava os minutos seguintes[ou até horas] a considerar a hipótese de não ter tempo para conseguir atingir os objectivos propostos nas ditas listas, porque algo poderia correr mal, porque...
preocupava-me["pré-ocupava" os meus pensamentos, sofria por antecipação] e, sem me aperceber, boicotava tanto a noite que acabara de começar, como o dia seguinte[quem dorme mal, muito dificilmente terá um bom dia].
[e sentia-me cansada... sempre muito cansada]
no início da dieta, tudo mudou. não existem mais dossiers. no trabalho, apenas uma pequena agenda onde aponto, somente, lembretes urgentes passíveis de serem esquecidos. em casa, só tenho um dossier[da contabilidade]. tudo o resto foi substituído por post-it e está muito bom assim.
[bem... a lista de compras mantém-se na lateral do frigorífico...
mas é a única excepção!]
à noite, antes de dormir, acabaram-se a "pré-visões" do dia seguinte[que me desgastavam, deixavam-me ansiosa, nervosa... e quanto mais nervosa, pior a noite; e quanto pior a noite, assim seria o dia].
agora, antes de adormecer, revejo o meu dia e agradeço: as coisas boas e as menos boas...
[porque acredito que, até das situações menos agradáveis, se pode tirar uma lição e as lições são importantes: ajudam-nos a crescer].
...e envio amor aos que amo. despeço-me do meu anjo-da-guarda e do meu guia[sempre comigo mas a quem dediquei muito pouca atenção durante a minha caminhada - mas isso, aos poucos, está a mudar]. deito uma ou duas gotinhas de óleo essencial de alfazema na minha almofada e entrego-me ao sono.
de manhã, antes de qualquer coisa, agradeço a noite que tive e agradeço o dia que terei. visto um sorriso, levanto-me e ponho pés ao caminho.
o segredo da dieta[descobri] é, sem dúvida, a atitude que se tem perante a vida. essa atitude irá ser decisiva para o estado geral do pavimento da estrada da vida: tudo que dás, um dia receberás de volta.
de manhã, antes de qualquer coisa, agradeço a noite que tive e agradeço o dia que terei. visto um sorriso, levanto-me e ponho pés ao caminho.
o segredo da dieta[descobri] é, sem dúvida, a atitude que se tem perante a vida. essa atitude irá ser decisiva para o estado geral do pavimento da estrada da vida: tudo que dás, um dia receberás de volta.
então, se sorrires para a vida...
só poderás esperar que a vida te sorria...
só poderás esperar que a vida te sorria...
sexta-feira, 24 de junho de 2011
{rewind}

lembro-me do meu roupeiro cheio de vestidos iguais aos das montras das lojas. mas os meus vestidos não eram feitos naquelas máquinas grandes que fazem muitos vestidos num só dia. aliás, cada um dos meus vestidos, demorava muito mais que um dia a ser feito.
a minha mãe. quem os fazia.
lembro-me de passear com ela e, quando parávamos em frente a uma montra, perguntava-me gostas? gosto muito!
tecidos, linhas, botões coloridos com formas divertidas... a sala transformava-se num atelier de costura. a estilista[a melhor que eu conheci] não tinha mãos a medir. moldes, giz, fita métrica. linhas e máquina de costura. dedal, linhas e mais linhas...
lembro-me de cada vestido, de cada pormenor... lembro-me e sorrio com saudade.
e tu, lembras-te?
quinta-feira, 23 de junho de 2011
terça-feira, 21 de junho de 2011
sexta-feira, 17 de junho de 2011
{yes, i know i´m a bitch and i don't like it but...}

tudo me leva a crer que sou um tantinho estúpida. opá.
é que eu copiei uma vez. sim. só desta vez. porque era marrona e nunca precisava de
era chato. o professor. em noventa minutos de aula, sessenta eram utilizados a caracterizar os portugueses como "marroquinos da europa". o prof dizia que nossa sorte era sermos "brancos". juro. a sério. palavras dele. também português. branco.
os restantes trinta minutos, vomitava matéria.
ora, eu tenho este problema... não consigo, de todo, decorar. preciso compreender. marrar muito. mas, para isso, tenho que ter as bases necessárias[felizmente, só tive um professor assim].
tri-tri, como era, "carinhosamente", chamado, também não parecia entender muito das leis dos senos, dos cossenos ou mesmo das tangentes. eu... só [a treta d'] o teorema de pitágoras. tudo o resto... estava a zeros.
ora, o meu colega costumava, previamente, encher uma folha de teste de
nunca me esqueci desse fatídico dia em que fui uma verdadeira criminosa. sim, porque eu sempre pensei assim. num exame, prestas provas daquilo que sabes. se sabes, sabes. se não sabes, repetes. eu, que abominava todos os que, por meios nada sérios, conseguiam aquilo que eu, só marrando muito, conseguia... nesse dia, fui contra tudo aquilo em que acreditava. que defendia.
e, até ontem, me envergonhei do que fiz.
sim, até ontem.
a [treta d']a trigonometria não tem qualquer papel relevante no exercício da minha profissão. cá para mim, só nos foi leccionada para encher chouriços. no nosso dia-a-dia, no nosso local de trabalho, o círculo trigonométrico revelara-se, somente, uma triste[e muito longínqua - graças a deus, pá!] recordação.
já, um futuro magistrado, copiar num exame de investigação criminal e gestão de inquérito... não pode ser nada bom. ah, pois não. opá... é como um futuro cirurgião copiar num exame de anatomia. é mau. muito mau. mesmo muito mau.
tudo me leva a crer que sou um tantinho estúpida. opá.
é que eu copiei uma vez. e a vergonha e o sentimento de culpa por ter sido desonesta, tem-me perseguido, desde então.
e não havia necessidade, pá. dessa auto-flagelação, pá. eu era uma miúda. já estes tipos... pá. estes tipos já frequentaram a universidade e estão a tirar uma especialização. em investigação criminal. pois. uma especialização séria. mais de 130 tipos sérios para ocuparem cargos sérios, pá. que decidem se a vida dos outros é pouco ou nada séria.
tudo me leva a crer que sou um tantinho estúpida. opá.
é que eu copiei uma vez. e só ontem[pá], só ontem, percebi que não era preciso tanto fuzuê em torno do assunto. esta noite, já dormi sossegada. o sono dos justos. pá. e foi bom. pá.
atalhos:
...it runs in the family
segunda-feira, 13 de junho de 2011
{copyright}
domingo, 12 de junho de 2011
{caleidoscópio}
foto original @quem dera eu aprendesse a viver cada dia como se fosse o último. o último para dizer “obrigada”. o último para dizer “me desculpa”. o último para dizer “eu te amo”. o último para abraçar cada pessoa amada com aquele abraço bom que faz um coração cantar para o outro. o último para apreciar a vida com o entusiasmo que não guarda nenhuma delícia nem ternura para depois. o último para fazer as pazes. para desfazer enganos. para saborear com calma, como se me servissem um banquete, a preciosidade genuína que cada único respiro humano representa.
quem dera eu aprendesse a viver cada dia como se fosse o último. o último para esquecer tolices. o último para ignorar o que, no fim das contas, não tem a menor importância. o último para rir até o coração dançar. o último para chorar toda dor que não transbordou e virou nódoa no tecido da vida. o último para deixar o coração aprontar todas as artes que quiser. o último para ser útil em toda circunstância que me for possível. o último para não deixar o tempo escoar inutilmente entre os dedos das horas.
quem dera eu aprendesse a viver cada dia como se fosse o último. o último para me maravilhar diante de cada expressão da natureza com o olhar demorado de quem olha pela primeira vez. o último para ouvir aquela música que acende sóis por toda a extensão da minha alma. o último para ler, de novo, o poema que diz tanto de mim que eu me sinto caber nos olhos do poeta que o escreveu. o último para desembaraçar os fios emaranhados dos medos que me acompanham.
quem dera eu aprendesse a viver cada dia como se fosse o último. eu não perderia uma chance para me presentear com os agrados que me nutrem. eu criaria mais oportunidades para dizer o meu amor. para expressar a minha admiração. para destacar para cada pessoa a beleza singular que ela tem. para compartilhar. eu não adiaria delicadezas. não pouparia compreensão. não desperdiçaria energia com perigos imaginários e com uma série de bobagens que só me afastam da vida.
quem dera eu aprendesse a viver cada dia como se fosse o último, porque pode ser.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

























































