...guess what :\
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
domingo, 20 de novembro de 2011
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
{repost}

e aos poucos, descobri que tudo que perdi, não era nada, comparado com tudo o que tinha ganho.
foi difícil chegar até aqui, até esta conclusão... porque ensinaram-me a olhar só para o que se perde, para aquilo que não existe mais. porque é assim... estamos habituados a sentir [a chorar] somente o que deixamos de ter.
e sentimos a culpa. que nos confunde, nos transvia. e com a culpa, o porquê isto? o que faço agora? e corremos. à procura [vã] de respostas para as perguntas escusadas que teimam em ser.
corremos [num vertiginoso caminho que nos leva a lado nenhum] desesperados. perdidos. dementes. alucinados. à procura de nós mesmos.
até ao momento em que se dá a colisão com a nossa consciência. então, descobrimos que a resposta está em nós. somos nós.
e, como olhos de ver [ver vs olhar] tudo parece óbvio. fácil. e sorrimos.
afinal... eu não perdi.
afinal, eu ganhei.
superei obstáculos insuperáveis, tenho vitórias que celebro todos os dias, recuperei a vida, descobri o [verdadeiro] significado da palavra amizade, conquistei caminho...
[sim, posso ter perdido... mas nada, mesmo nada... comparando com o que eu ganhei, com o que eu tenho tenho hoje]
foi difícil chegar até aqui, até esta conclusão... porque ensinaram-me a olhar só para o que se perde, para aquilo que não existe mais. porque é assim... estamos habituados a sentir [a chorar] somente o que deixamos de ter.
e sentimos a culpa. que nos confunde, nos transvia. e com a culpa, o porquê isto? o que faço agora? e corremos. à procura [vã] de respostas para as perguntas escusadas que teimam em ser.
corremos [num vertiginoso caminho que nos leva a lado nenhum] desesperados. perdidos. dementes. alucinados. à procura de nós mesmos.
até ao momento em que se dá a colisão com a nossa consciência. então, descobrimos que a resposta está em nós. somos nós.
e, como olhos de ver [ver vs olhar] tudo parece óbvio. fácil. e sorrimos.
afinal... eu não perdi.
afinal, eu ganhei.
superei obstáculos insuperáveis, tenho vitórias que celebro todos os dias, recuperei a vida, descobri o [verdadeiro] significado da palavra amizade, conquistei caminho...
[sim, posso ter perdido... mas nada, mesmo nada... comparando com o que eu ganhei, com o que eu tenho tenho hoje]
post recuperado porque quando estou cansada, sinto-me perdida. e hoje, estou mesmo a precisar de me relembrar que tudo está bem... é só cansaço. mais nada.
domingo, 13 de novembro de 2011
{happy days}
[pizza lasanha de espinafres*]
*da telepizza.
pois.
não deu para ir para a cozinha,
porque deste fds,
só tive direito às tardes.
o que é muito bom,
já que neste país,
até para se ter trabalho,
é preciso ter nascido com sorte...
sábado, 12 de novembro de 2011
{são só líricos neste país...}
esta crise será purificadora e não destruidora.
d. josé policarpo
é que só sai merda* da boca destes seres iluminados, porra!
[*sim, eu sei que prometi à minha mãe que não voltava a escrever palavras
feias aqui, mas... merda é a única palavra que me ocorre,
sempre que oiço estes cromos a falar. como diria o outro: como devolvê-los a deus? a menos que o sr. padre esteja a falar na
purificação pelo jejum que muitos já fazem e muitos mais irão começar a
fazer em breve. só pode. não estou a ver que outra purificação poderá
ser. ca bando de bestas, arre...]
atalhos:
contado ninguém acredita
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
terça-feira, 8 de novembro de 2011
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
{adietar*: perder peso por dentro}
A beleza, diz-se, vem de dentro. Apesar de conhecermos esta verdade, tantas vezes repetida ao ponto de perder o significado, sabemos, porque sentimos, que a sensação de bem-estar, a alegria, a leveza são muitas vezes a causa de nos sentirmos mais belos. E, se para o exterior traçamos metas, praticamos exercício, procuramos uma dieta saudável, então é justo pensar e decidir que a beleza interior é merecedora de tantos ou mais cuidados. Enquanto pensa em perder uns quilos por fora, porque não decidir também perdê-los por dentro e recuperar o bem-estar, o equilíbrio e a alegria de viver? Não será a beleza um sinónimo também de felicidade? Não será a elegância também fruto da leveza com que caminhamos?
Perder peso por dentro é eliminar, largar ou cortar com o que está a mais. É tal e qual como perder peso por fora. É escolher entre o que nos faz bem e nos torna mais leves ou o que nos pesa como um fardo. Perder peso, seja interior ou exterior, é uma resolução que visa recuperar a saúde, o bem-estar e a estima que temos por nós.
“Penso que o maior peso interior é a culpa”, refere-nos Tsering Paldron, monja budista [nascida Emília Marques Rosa, em 1954]. “Uma coisa é arrepender-me de algo errado que fiz e decidir não repetir esse erro, outra é martirizar-me com essa culpa.” É um sentimento completamente estéril, reitera Tsering, porque não é possível voltar atrás e desfazer o que está feito. Por outro lado, enquanto continuamos presos à culpa, esta impede-nos de avançar e inclusive de mudar.
Na opinião de Tsering, associamos a ideia de perdoar a desculpar alguém pelo mal que nos fez. Mas há muitas formas de perdoar, diz. “Quem não se perdoa si próprio guarda uma espécie de rancor para consigo mesmo. Há que perdoar a si, aos outros e à vida, aceitando que as coisas aconteceram tal como aconteceram e não como gostaríamos que tivessem acontecido. Há que pousar o fardo.”
Enquanto não nos desfazemos da culpa, mantendo-a latente ou até alimentando-a, aceitamos carregar todos os dias uma série de pesos: fúria, revolta, ressentimento. “Quanto mais me identifico com essas coisas, mais elas me pertencem e me defino em relação a elas”, explica Tsering. “É completamente perverso mantermo-nos agarrados ao sofrimento.”
Depois, há o medo. Medo de sair de uma relação insatisfatória, medo de largar um emprego que corrói a auto-estima, medo de mudar. “Superar o medo é muito difícil, assim como a culpa. Acho que tem que ver com a forma como vemos e estamos no mundo. Se vir o mundo como um lugar ameaçador, onde acontece sempre o pior, onde ao mais pequeno deslize vou ser trucidada, então sinto-me sempre sem saída”, observa Tsering. Mas se começarmos a ver o mundo de uma maneira muito mais leve, se entendermos que as coisas são impermanentes, que tudo é relativo e nada é eterno, compreendemos que de facto existe espaço e oportunidade para uma mudança positiva.
Para emagrecer por dentro, primeiro, é preciso pesar o coração. É preciso olhar para a forma como se caminha – se se arrasta, vergada sob o peso da vida, ou se flui, como se cada passo fosse espontâneo e natural. É preciso notar quantas vezes repete “estou farta”, “estou cheia”, “é de mais”. E se é assim, então tudo isso é excesso de peso.
(...)
Sofrer de excesso de peso interior tem de facto alguma analogia com o processo digestivo. É como ficar enfartado, cheio, ou não conseguir fazer a digestão correcta daquilo que entra nas nossas vidas.
“Quando deixamos que certas situações ultrapassem determinados limites, quando verificamos que nos alimentamos de coisas que já não nos fazem felizes e ainda assim continuamos a ingeri-las, corremos o risco de acumular peso a mais”, confirma Cristina Gomes, psicóloga. Segundo a terapeuta, tal pode significar simplesmente que continuamos presos a padrões comportamentais e/ou cognitivos que nos levam sistematicamente a situações de insatisfação interior.
“Temos muito pouco tempo para parar, para reflectir, para processar os acontecimentos do nosso dia-a-dia… os nossos sentimentos”, observa. Depois, frisa a terapeuta, enraizou-se a ideia de que devemos estar sempre bem, felizes, e que mostrar tristeza é sinónimo de mostrar fraqueza. “Tudo isso contribui para que se evite olhar de frente para o que temos cá dentro. E cá dentro, podemos acumular muitas coisas! Ressentimentos, frustrações, mágoas, desilusões… pesos que podem tornar-se verdadeiramente insuportáveis.”
(...)
O fardo de corresponder às expectativas dos outros, a mágoa ou o ressentimento podem ser como o hábito de comer sempre o bombom junto com o café. Parece que não vai acrescentar mais nada, mas aos poucos, vai contribuindo para aumentar a reserva de mal-estar. “É a minha cruz”, diz-se. É verdade que ninguém nos pode impedir de sermos infelizes, mas o contrário também é verdade.
“Nada que seja exterior a mim me pode fazer mal”,(...) devemos confiar também naquilo que sentimos. (...) “Uma dieta espiritual”, “é como uma boa higiene oral – é preciso limpar todos os dias os resíduos que ficam dentro de nós e que minam o nosso equilíbrio.” (...) “Só nos afecta aquilo que nos reflecte. O grande equívoco é achar que os outros são os grandes culpados. Esse é o caminho da vitimização, que frequentemente conduz ao desalento ou à depressão. Temos de decidir se queremos ser as eternas vítimas dos outros, se queremos ser escravos de títulos e bens materiais ou se realmente queremos ser quem somos.”
A verdadeira liberdade
• “Não há nada que nos aprisione realmente. A prisão está dentro de nós. O sentimento de estar preso tem a ver com a maneira como fui olhando para a situação e como me posicionei dentro nela”, diz Tsering Paldron
• Seja um casamento ou um emprego, a verdade é que nada nos pode impedir de sair. “Imagine que resolveu ficar uma semana sem sair de casa. Agora imagine que lhe dizem que tem de ficar uma semana fechada em casa. É a ideia de estar preso que nos faz sentir prisioneiros”
• A verdadeira liberdade é olhar para o mundo e ver a sua verdadeira natureza, descreve Tsering Paldron. “É como ser um vagabundo, um nómada. É perceber que onde quer que estejamos estamos de passagem, seja neste emprego, nesta relação, neste corpo, nesta vida ou neste mundo. Quando se percebe isto, é possível sentirmo-nos mais livres”
Revista Máxima Junho de 2008
domingo, 6 de novembro de 2011
sábado, 5 de novembro de 2011
{l.u.p.a*}
não possuo licença de uso e porte de arma. assim que completei dezoito anos, os meus pais quiseram oferecer-me a dita. agradeci, mas recusei. sentia-me demasiado imatura para tal. ainda hoje, sinto. imatura[idade cronológica: 38; idade real: 16], demasiado nervosa[como um pincher irritante que se assusta com tudo e que ataca todos], completamente distraída[agora estou aqui, daqui a segundos posso estar aí. ou na lua. ou num outro local qualquer]. por estas razões todas e outras tantas, sei que jamais irei ter licença de uso e porte de arma. e está muito bem assim. já existem demasiados potenciais assassínos soltos por aí...
na quinta-feira chovia torrencialmente. a chuva apanhou-me desprevenida. o meu gaiato estava protegido da intempérie[o carrinho tem uma espécie de capa de plástico que deixa ver tudo, para delírio do puto]. eu, para não variar muito, estava sem chapéu-de-chuva[ é que eu tenho esta relação ódio\ódio com o dito].
o caminho que costuma ser feito em trinta minutos, foi feito em metade. corria como uma alucinada, porque chovia como há muito eu não via chover. sempre que eu parava para descansar, debaixo de uma arcada, o meu gaiato gritava, mais corrida, nana, mais corrida. e eu corria.
até chegar à passadeira. são três vias. a primeira via foi fácil. não passava nenhum carro. as duas seguintes, nem por isso. e ali estávamos os dois, no meio da estrada, debaixo de chuva intensa e de um vento que me obrigava a agarrar o carrinho com todo o meu peso, para que este não voasse também[e, o facto de ser quase anã, com os meus 148cm, em nada ajudava]. um carro, dois carros, três[!!!] carros. passaram por nós numa velocidade que nos fazia balançar ainda mais. um quarto carro que, tal como os dois anteriores, tinha tempo mais do que suficiente para travar, acelerou ao máximo e passou por nós como se não estivesse ali ninguém[já aqui mencionei o facto de estarmos os dois, eu e um bebé, no meio da estrada, debaixo de um temporal?].
quando vi que o quinto carro[sim! foram cinco carros!] se preparava para fazer o mesmo, agarrei o carrinho com o braço contra o meu corpo[por causa da tal ventania que me obrigava a agarrar o carrinho com todo o meu peso, para que este não voasse também], e comecei a esbravejar, a acenar violentamente com o braço livre. e o carro depois de acelerar, começou a abrandar e parou. mesmo assim, uma paragem brusca. mesmo em cima de mim e do meu menino.
nesse final de tarde, uma senhora que atravessava nessa mesma passadeira, foi atropelada. o carro só conseguiu parar a alguns metros depois da passadeira e a senhora, já com alguma idade, foi projectada vários metros. escorria sangue da cabeça. não se mexia.
cerca de uma hora depois, quando estava a chegar a casa, um aparato em frente do meu prédio, na passadeira: uma ambulância sbv e uma vmer. sim, a vmer é que assusta... lembrei-me, de imediato, do meu pai e do meu marido. corri. ouvi um dos tripulantes da ambulância: o estado é grave. cheguei a casa e chamei o toni enquanto telefonava para a minha mãe, para saber se sabia do meu pai. estava tudo bem. pelo menos, com os meus. mas não estava nada bem para a outra senhora e para aquele homem...
a minha vizinha contou-me que a rapariga não conseguira travar a tempo e tinha atropelado um senhor de idade avançada. o carro que vinha atrás, também não conseguira travar e bateu no carro da rapariga, atropelando uma segunda vez, o pobre homem.
a chuva continuava a cair, desmesuradamente... e os condutores continuavam a acelerar, impiedosamente. verdadeiros homicidas, autênticos psicopatas...
não. não tenho licença de uso e porte de arma e sei que jamais irei possuir licença de uso e porte de arma. e está muito bem assim. já existem demasiados potenciais assassínos soltos por aí... porque é demasiado fácil ter um papel que nos "habilita" a manobrar a arma. basta decorar meia dúzia de sinais, outras tantas regras e estar calmo no dia do exame de condução. et voilá...
deveriam existir algo mais. não sei o quê... testes psicotécnicos? sei lá... só sei que o que há é muito pouco. deveriam analisar à lupa cada potencial condutor. porque acredito que existem muitos loucos soltos, por aí. armados. com vontade de matar. e, depois... basta culpar o tempo, o piso escorregadio, o velhote que não tomou as devidas precauções antes de atravessar a estrada...
não. não tenho licença de uso e porte de arma e sei que jamais irei possuir licença de uso e porte de arma. e está muito bem assim. já existem demasiados potenciais assassínos soltos por aí... porque é demasiado fácil ter um papel que nos "habilita" a manobrar a arma. basta decorar meia dúzia de sinais, outras tantas regras e estar calmo no dia do exame de condução. et voilá...
deveriam existir algo mais. não sei o quê... testes psicotécnicos? sei lá... só sei que o que há é muito pouco. deveriam analisar à lupa cada potencial condutor. porque acredito que existem muitos loucos soltos, por aí. armados. com vontade de matar. e, depois... basta culpar o tempo, o piso escorregadio, o velhote que não tomou as devidas precauções antes de atravessar a estrada...
[*licença de uso e porte de arma]
atalhos:
e lá fora continua a chover...
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
{repost}
esta semana, a lição foi-me dada por uma criança de nove anos. a mãe recebeu um email ofensivo que a deixou bastante triste. ao ver a mãe, assim tão abalada, disse-lhe:

"recebeste um presente envenenado.
mas podes decidir se o aceitas...
ou não"
mas podes decidir se o aceitas...
ou não"
todos os dias recebemos presentes envenenados. doença, desemprego, decepções que nos ferem de morte. a vida encarrega-se disso.
mas a pequena [grande] inês, com a sua sabedoria de criança, tem a resposta certa para estes presentes envenenados: nós temos o poder de decisão. podemos aceitar estes presentes... ou não.
não aceitar. não baixar os braços, ir à luta. jamais desistir perante um não. porque há sempre a possibilidade de existir um sim. acreditar no sim que existe em nós mesmos... desconfiar sempre no não dos outros.
quando fui diagnosticada, eu ouvi o não do médico: não, não existe cura. mas sim. ela existe. eu sou a prova. e existem mais provas por esse mundo fora. também me disseram que não conseguiria voltar a trabalhar. sim, estou a trabalhar [mais que alguma vez trabalhei]. ao meu pai, disseram-lhe que ele não voltaria a andar, depois daquele acidente terrível que ele teve. mas, sim ele voltou a andar [aliás, não pára quieto]. à otília pires de lima, disseram-lhe que não teria mais que três semanas de vida... e já lá vão anos...
e tantos outros não, que eu ouvi que foram transformados em sim...
mas a pequena [grande] inês, com a sua sabedoria de criança, tem a resposta certa para estes presentes envenenados: nós temos o poder de decisão. podemos aceitar estes presentes... ou não.
não aceitar. não baixar os braços, ir à luta. jamais desistir perante um não. porque há sempre a possibilidade de existir um sim. acreditar no sim que existe em nós mesmos... desconfiar sempre no não dos outros.
quando fui diagnosticada, eu ouvi o não do médico: não, não existe cura. mas sim. ela existe. eu sou a prova. e existem mais provas por esse mundo fora. também me disseram que não conseguiria voltar a trabalhar. sim, estou a trabalhar [mais que alguma vez trabalhei]. ao meu pai, disseram-lhe que ele não voltaria a andar, depois daquele acidente terrível que ele teve. mas, sim ele voltou a andar [aliás, não pára quieto]. à otília pires de lima, disseram-lhe que não teria mais que três semanas de vida... e já lá vão anos...
e tantos outros não, que eu ouvi que foram transformados em sim...
cabe-nos a nós decidir.
post recuperado porque, hoje, uma amiga ouviu um "não há nada a fazer" do seu médico. e eu não acredito no "não há nada a fazer". recuso-me a acreditar no "não há nada a fazer". porque sim, há. muito a fazer, até. procura em ti e encontrarás. eu encontrei, tantos que encontraram... se vai ser fácil? não. mas se tudo fosse fácil, que vitórias celebraríamos?
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
domingo, 30 de outubro de 2011
sábado, 29 de outubro de 2011
terça-feira, 25 de outubro de 2011
{seriously???}
a culpa não é apenas dos políticos. é dos eleitores que votaram neles.
teixeira dos santos
opá... sem comentários.segunda-feira, 24 de outubro de 2011
{adietar*: abrir as portas}
there's a reason i said i'd be happy alone. it wasn't 'cause i thought i'd be happy alone. it was because i thought if i loved someone and then it fell apart, i might not make it. it's easier to be alone, because what if you learn that you need love and you don't have it? what if you like it and lean on it? what if you shape your life around it and then it falls apart? can you even survive that kind of pain? losing love is like organ damage. it's like dying. the only difference is death ends. this? it could go on forever.
meredith grey
há uma década atrás, eu pensava, exactamente, desta maneira. éramos só eu e a luna, a minha gata[e estávamos muito bem assim]. sozinha, sim... mas nunca senti a solidão. era tão mais fácil viver...
se me apetecia comer uma taça cheia de esparguete regado com natas, comia. se me decidia por uma salada, porque não? tinha dias de andar só de boxers... outros, com o "pijama da avó". dançava sem parar, se estava para aí virada ou esfregava o chão, munida de escova de dentes e cif... ria e chorava com friends e se me apetecesse, dormia no sofá, estava horas no banho rodeada de velas aromáticas e ouvia aquela canção que eu adorava, vezes sem conta. sem nunca, nunca haver quem me dissesse que não concordava com isto ou aquilo. porque, lá está. éramos só eu e a luna[e estávamos muito bem assim].
se me apetecia comer uma taça cheia de esparguete regado com natas, comia. se me decidia por uma salada, porque não? tinha dias de andar só de boxers... outros, com o "pijama da avó". dançava sem parar, se estava para aí virada ou esfregava o chão, munida de escova de dentes e cif... ria e chorava com friends e se me apetecesse, dormia no sofá, estava horas no banho rodeada de velas aromáticas e ouvia aquela canção que eu adorava, vezes sem conta. sem nunca, nunca haver quem me dissesse que não concordava com isto ou aquilo. porque, lá está. éramos só eu e a luna[e estávamos muito bem assim].
nem sempre foi desta maneira. aquela casa já estivera cheia, muitas vezes. de um dia para o outro, porém, as pessoas foram afastando-se. até ficarmos eu e a luna, a minha gata[durante muito tempo culpei quem se fora. mais tarde, a doença. hoje sei que não houve culpados, apenas caminhos que se separaram]. adaptei-me depressa ao facto de sermos só nós. depressa e muito bem, diga-se. tão bem, que me sentia feliz. afinal, existirá algo melhor que podermos andar somente de boxers? e o sossego. e o silêncio...
a liberdade.
[porque, quer queiremos, quer não, amar vem de certa forma privar-nos da doce liberdade...]
com o amar, vem o "dar-nos ao outro". para quem está habituada a viver assim, como eu estava[só eu e a luna], voltar a viver com alguém pode ser complicado. para mim, foi. ter de sair de minha casa para regressar à casa dos meus pais[devido à evolução da doença, fui obrigada a vender a minha casa], não foi nada pacífico. estava demasiado habituada a ter o meu espaço. onde me sentia protegida. protegida das visitas de familiares, das visitas dos amigos, protegida. ponto.
[não que eu não tivesse visitas. mas eram poucas. só da minha melhor amiga e marido e do meu amiguinho de infância. eram só. mas bastavam. o amor que temos uns pelos outros é grande, tão grande...]
o pior de tudo, era o que a minha mãe fazia. era ama. tinha crianças, bebés a seu cargo. sim... ali sentia-me completamente desarmada. até porque é humanamente impossível uma pessoa não se apaixonar por uma criança. e foi o que aconteceu.
depois[e apesar da promessa que fiz a mim mesma, que jamais voltaria a envolver-me com alguém], conheci o amor da minha vida[que me estava destinado pelos astros... a minha alma gêmea].
as portas estavam, assim, escancaradas e deixei entrar, de novo, mais vida, na minha vida. até agora, só entraram pessoas lindas. e dou graças por ter saído de minha casa e ter regressado a casa dos meus pais. se assim não tivesse sido, não teria encontrado a minha mana linda que tanto amo[e que está tão longe, que saudades].
[não que eu não tivesse visitas. mas eram poucas. só da minha melhor amiga e marido e do meu amiguinho de infância. eram só. mas bastavam. o amor que temos uns pelos outros é grande, tão grande...]
o pior de tudo, era o que a minha mãe fazia. era ama. tinha crianças, bebés a seu cargo. sim... ali sentia-me completamente desarmada. até porque é humanamente impossível uma pessoa não se apaixonar por uma criança. e foi o que aconteceu.
depois[e apesar da promessa que fiz a mim mesma, que jamais voltaria a envolver-me com alguém], conheci o amor da minha vida[que me estava destinado pelos astros... a minha alma gêmea].
as portas estavam, assim, escancaradas e deixei entrar, de novo, mais vida, na minha vida. até agora, só entraram pessoas lindas. e dou graças por ter saído de minha casa e ter regressado a casa dos meus pais. se assim não tivesse sido, não teria encontrado a minha mana linda que tanto amo[e que está tão longe, que saudades].
hoje, uma década depois, continuo a pensar, exactamente, como pensava. porque é tão mais fácil viver sozinha. não é o "dar" que me assusta. é o adeus. já tive que dizer adeus e doeu. muito. e todos os dias sofro porque sei que, mais dia menos dia, terei de dizer adeus a mais vida, que por algum tempo foi minha vida.
hoje, uma década depois, continuo a pensar, exactamente, como pensava. porque perder o nosso amor[seja ele qual for: família, amigos...] dói. e não se consegue sobreviver a esta forma de dor. esta dor é "como morrer. a única diferença é que a morte termina. isto? continuará para sempre ".
[mas, mesmo assim, as minhas portas mantêm-se escancaradas. porque mais vale cinco minutos de amor, que toda uma vida sossegada, com uma taça cheia de esparguete regado com natas no colo, só com os boxers vestidos, depois de estar horas no banho rodeada de velas aromáticas a ouvir aquela canção que eu adoro, vezes sem conta ]
domingo, 23 de outubro de 2011
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
{fluoxetina}
há dias[como hoje] em que, assim que acordo, apercebo-me que a minha vida não é nada mais que uma[dolorosa] sucessão de fracassos.
[pode até ser. sim. é. uma sucessão de fracassos. mas, há uma vitória que ninguém me poderá tirar. e há sempre o amanhã... o tal novo dia]
domingo, 16 de outubro de 2011
sábado, 15 de outubro de 2011
{seriously?!}
no passado, habituamo-nos a tolerar as derrapagens orçamentais. tornou-se um acto político que é urgente reparar. mas, este ano, todos já tinham obrigação de já ter aprendido a lição.
pedro passos coelho
opá, a sério? reparar? e para quando é isso? o que se passou na madeira mostrou muito bem, a tal reparação de que tanto falas: nenhuma! ó bando de gentinha falsa... arre!
o dinheiro continuava a faltar. todos os dias, a conta aumentava. umas vezes, eu regularizava a caixa com o meu dinheiro. outras, o gerente. até que um dia, não faltavam só mil, nem dois mil ou 5 mil escudos: 13 mil escudos, era o dinheiro em falta.
reunião extraordinária e ficou decidido que a conta iria ser dividida por todos. uma colega, porém, opôs-se. quem não tem dinheiro, não tem vícios e eu não estou para financiar os vícios de ninguém.
o gerente resolveu que ficaria assim, então. ou pagavam todos, ou ninguém pagava. ninguém, salvo seja... pagámos nós. porque a caixa tinha que estar regularizada na manhã seguinte.
nessa noite, resolvi mudar as regras do jogo. a caixa passou a ser contada de duas em duas horas e em cada mudança de turno, estivesse a loja cheia ou não. e sempre na presença de duas pessoas. desde aí, nunca mais faltou dinheiro.
reunião extraordinária e ficou decidido que a conta iria ser dividida por todos. uma colega, porém, opôs-se. quem não tem dinheiro, não tem vícios e eu não estou para financiar os vícios de ninguém.
o gerente resolveu que ficaria assim, então. ou pagavam todos, ou ninguém pagava. ninguém, salvo seja... pagámos nós. porque a caixa tinha que estar regularizada na manhã seguinte.
nessa noite, resolvi mudar as regras do jogo. a caixa passou a ser contada de duas em duas horas e em cada mudança de turno, estivesse a loja cheia ou não. e sempre na presença de duas pessoas. desde aí, nunca mais faltou dinheiro.
quando o presidente da república insistiu que não se deveria fazer uma auditoria às contas do estado, fiquei de orelha arrebitada. onde há fumo... e sim, há mesmo fogo. aliás, um incêncio de várias frentes, completamente descontrolado que queima tudo o que está à sua frente, sem dó nem piedade.
tenho para mim que o tal do presidente[e, por favor, não me venham com tretas que temos de respeitar a figura do presidente e balelas do género que que eu cá só respeito quem me respeita] sabia. do abismo... e escondeu. shame on you! supostamente, deverias zelar por todos nós, pelo país. mas, preferiste meter o rabinho entre as pernas, a cabeça na areia e rezar para que a troika não descobrisse... grande fraude, ó presidente, que tu nos saíste. grande fraude... e ainda tens a lata de vires vomitar postas de pescada como talvez a troika tenha ido longe demais. longe demais, foste tu. incompetente...
este país está assim, rodeado por néscios[gentinha sem discernimento; sem sentido; sem coerência; sem competência; ignorante; incapaz; inepta... uns verdadeiros broncos] por todos os lados. ninguém se aproveita. mas, o povo assim o exige, senão, tipinhos como cavaco, jardim, isaltino, fátima felgueiras, avelino ferreira torres e outros mais, não voltariam a ser candidatos, quanto mais eleitos! a maioria absoluta dos portuguses é, indubitavelmente, estúpida.
quero dizer aos portugueses que conto sobretudo com a sua capacidade e ambição.
pedro passos coelho
são uns líricos, estes tipos. pá. conheço um casal que se mata de trabalhar para pagar as contas. aproveitam o subsídio de férias para o material escolar da menina e o subsídio de natal para regularizar a conta ordenado. ganham pouco mais que o salário mínimo. e, agora, com o brutal aumento da conta de gás e da electricidade; menos 1,5% direitinhos para adse, aumento de iva e tretas afins... e não é que eles se sentem extremamente motivados???
[e meter a capacidade e ambição pelo recto dentro, não? ó palhaços!]
estou enjoada. vou ali vomitar e já volto. ou não. que logo à tarde tenho que sair. porque uma mão cheia de ladrões de colarinho branco e gravata roubaram tudo o que tinham para roubar... mas, não desistem de tentar roubar mais um bocadinho. e, por isso, lá terei que ir gritar para a rua. uma treta. porque estou cheia de dores. foi uma semana muito cansativa e eu sinto-me exausta. mas, tem de ser. porque estas bestas precisam de saber que, apesar da maioria absoluta dos portuguses ser, indubitavelmente, estúpida... ainda há alguns que não o são.
atalhos:
contado ninguém acredita
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
{yes, i know i´m a bitch and i don't like it but...}
quem[pensa que] me conhece, acredita que eu sou uma pessoa serena, tranquila, muito paciente... no matter what. só os meus familiares[mais chegados] e amigos[mais íntimos] sabem que não. nada. nop. népias.
a minha psicóloga[yep, psicóloga... ou isso, ou internamento] tinha uma teoria interessantíssima: eu era "um comboio, sem travões, numa descida acentuada" que, com medo de magoar, preferia "engolir sapos" que "deixar saltar a tampa".
pois. é um bocado isso. eu não sou serena ou tranquila nem tão pouco paciente. não, também não sou, totalmente, falsa.[só um nadinha... ] é assim: se me "salta a tampa", sempre que há motivo, a coisa fica feia. por isso, ao longo da minha vida, tenho trabalhado bastante, para melhorar a gerência da minha raiva. e tenho tido sucesso. em 38 anos, só me "saltou a tampa" três vezes e meia[meia, porque até que a coisa não foi assiiimmm tããão feia quanto isso].
hoje, por muito pouco, que a porteira não conheceu o meu verdadeiro eu. pois. sorte que o pequeno estava a dormir e o meu pânico era quase tão grande como a raiva que estava a sentir pela dita personagem. opá. mulherzinha pedante, pá! está sempre a meter-se na vida de todos. sempre que me vê impõe-me um inquérito sobre a vida dos patrões. eu fujo dela como o outro foge da cruz... mas ela está sempre de tocaia... o grande problema é que eu, simplesmente, não lhe respondo. ou, se respondo, é com mentiras deslavadas. e-é-is-so-que-ela-não-con-se-gue-en-go-lir-e-é-por-is-so-que-ela-se-vin-ga. sempre que o gaiato[que é o verdadeiro terrorista e milhões de pior quando é acordado bruscamente] está a dormir, a tipinha berra pela escada. seja qual for o motivo.
ontem, assim que a senti, abri a porta. por favor, o bebé está a dormir... "É PARA CONTAR A LUZ!", sim, mas por favor, o bebé... ´"É PARA CONTAR A LUZ!". opá, ela estava mesmo à minha frente. porra!
[bebé acordou, inferno toda a tarde]
hoje, a m* do alarme da casa dos avós do bebé[que é o verdadeiro terrorista e milhões de pior quando é acordado bruscamente] disparou e a minha colega tocou à porta a pedir ajuda. tenho o bebé a dormir mas espere que já vou ajud... "O ALARME DISPAROU!", "O ALARME DISPAROU!".
opá, além de se ouvir o alarme a tocar[ por que não somos surdas], a zinha da coisinha irritante estava a dois passos da porta, onde nós estávamos. OU-SE-JA-AO-NOS-SO-LA-DO!!!
[bebé acordou, inferno toda a tarde]
opá... ando nisto há um ano e picos. e juro que não consigo gerir a minha raiva por muito mais tempo. um dia, a máquina acorda. ai, acorda. e sem travões. numa descida. muito acentuada. numa velocidade furisosa. muito furiosa, mesmo.
[e pumba]
atalhos:
...it runs in the family
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
{não é defeito...}
[há a porcelana que, ao mínino toque, parte-se. nada que uma cola não resolva, mesmo sendo uma cola fraquinha. depois há o pirex. resistente, pode até cair ao chão, uma, duas, três vezes e nem sequer um risco. pior é quando parte. ao contrário da porcelana, não se divide em pedaços grandes. o que não se pulveriza na queda, divide-se em mil e um pedacinhos, espalhados por todo o lado. e não. não há mesmo nada a fazer]
...é feitio.
domingo, 9 de outubro de 2011
sábado, 8 de outubro de 2011
{adietar*: "a second chance" }
conheci algumas pessoas[minhas amigas] a quem lhes foi proferida a sentença. de morte. estádio terminal da doença. sem qualquer hipótese de remissão. nada a fazer... contudo, destas pessoas, três sobreviveram à dita[sentença\doença].
hoje, falam da nova vida onde tudo faz mais sentido. tudo tem uma nova cor, em tudo existe um outro brilho, muito mais intenso, muito mais vivo. falam da segunda hipótese que a vida lhes ofereceu. um renascimento.
[a second chance]
eu também senti isso. os médicos não me disseram que iria morrer da doença. iria, porém, desejar morrer por causa dela. e isso, é quase como uma sentença. e, sim. assim foi. desejei morrer. inclusivé, tentei morrer.
[felizmente, não morri. e, então, meti os pés ao caminho e procurei a resposta. e encontrei. não foi fácil, confesso. mas, se tudo fosse fácil, hoje não existiriam vitórias a celebrar... e, sem celebrações, a vida ficaria sem graça]
hoje, olho para trás e sinto que a vida me ofertou, de igual modo, uma segunda hipótese. tudo mudou, graças a isso. a maneira como vivo o meu dia-a-dia é diferente da maneira como o fazia, antes da doença.
apesar desta mudança, há dias em que me sinto ruir. há dias em que me apetece desistir. a doença deu tréguas, é verdade. mas a dor crónica ficou. não dói como doía. felizmente. se doesse, sei que essa vontade de morrer, voltaria. não dói ao ponto de ficar durante dias, acamada. mas dói. há dias que dói tanto que o medo regressa. regressam os fantasmas. regressa o desespero. contudo, nestes dias, apesar de doer tanto assim, não dói o suficiente para me reter dentro dos lençóis. vou à minha vida. a custo. mas vou. porque a minha vontade de viver também sofreu a derradeira alteração. hoje, acordo a sorrir e com vontade de a viver. já consigo saltar[sem exageros], dançar, brincar. e correr[sim, também consigo correr].
conheço muitas pessoas que deambulam pela vida[tal como eu deambolei antes da doença chegar, tal como aquelas pessoas[minhas amigas], antes de se apereceberem que a vida chegaria ao fim, em breve]. e, todos os dias, cruzo-me com outras tantas pessoas, verdadeiros autómatos: não vivem a vida. a vida vive por elas.
apesar desta mudança, há dias em que me sinto ruir. há dias em que me apetece desistir. a doença deu tréguas, é verdade. mas a dor crónica ficou. não dói como doía. felizmente. se doesse, sei que essa vontade de morrer, voltaria. não dói ao ponto de ficar durante dias, acamada. mas dói. há dias que dói tanto que o medo regressa. regressam os fantasmas. regressa o desespero. contudo, nestes dias, apesar de doer tanto assim, não dói o suficiente para me reter dentro dos lençóis. vou à minha vida. a custo. mas vou. porque a minha vontade de viver também sofreu a derradeira alteração. hoje, acordo a sorrir e com vontade de a viver. já consigo saltar[sem exageros], dançar, brincar. e correr[sim, também consigo correr].
é. posso dizer que sim.
a vida ofertou-me,
de igual modo,
uma segunda hipótese.
e faço tudo por tudo
para não me esquecer disso.
conheço muitas pessoas que deambulam pela vida[tal como eu deambolei antes da doença chegar, tal como aquelas pessoas[minhas amigas], antes de se apereceberem que a vida chegaria ao fim, em breve]. e, todos os dias, cruzo-me com outras tantas pessoas, verdadeiros autómatos: não vivem a vida. a vida vive por elas.
olho para estas pessoas, olho para as minhas amigas, olho para mim... e pergunto-me porquê?... porque é que temos que passar por algo tão terrível como uma sentença à morte, para acordarmos?
[eu já acordei... e tu?]
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
terça-feira, 4 de outubro de 2011
domingo, 2 de outubro de 2011
{seriously?!}
eu estou aqui para agradar o povo e não para agradar a ministros. tudo o que eu fiz foi para ajudar o povo madeirense. começa a esgotar a paciência à madeira.
alberto j jardim
opá, sério? começa a esgotar a paciência à madeira???
pessoas que defendeis a.j.j.: por acaso, conheceis algum político que ajude, realmente, o povo? uhm... estais um nadinha confusos, não??? pobres de vós, cabeçinhas vazias.
[arre! pessoinhas burrinhas... coitadinhas]
o povo madeirense continua pobre e sem recursos. estou a falar do verdadeiro povo madeirense e não do povo do funchal que a.j.j. tanto insiste em exibir. estou a falar dos madeirenses que vivem sem água, sem comida, sem nada. porque nada têm. dos desgraçados que, ainda hoje, dois anos após a tragédia de vinte de fevereiro, continuam a [sobre]viver em serra de água nos escombros que sobraram... escombros a que chamam casa, porque não têm mais para onde ir.
[parece que o dinheiro que deveria ter chegado à ribeira grande, foi gasto em coisitas mais importantes, como estádios, jornais de auto-promoção e outros brinquedos caros]
a.j.j. está sempre a gritar que portugal não é só o continente. concordo. mas acrescento: madeira não é só o funchal.
[e, sim... a.j.j. enriqueceu às custas de politiquices.
e quem o defende, ou é estúpido... ou é estúpido.
mas, burro, não. estaria a ofender o bicho ]
sábado, 1 de outubro de 2011
{eu gosto é do verão, sim...}
...e não me importo nada de continuar a usar vestidos, sandálias e camisolas de alças. por mim, o verão deveria delongar-se, pelo menos, até ao natal porque eu preciso de sol para viver e o inverno deprime-me.
só há um probleminha. o calor. pois. não me dou lá muito bem com o dito. são as minhas articulações, sabem? elas ficam, assim, inchadas, como pequenos balões. por isso, são pedro, amiguinho... as temperaturas podem descer, pelo menos, até aos 25º? por favor?...
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
{repost}
adoro estudar: uma verdadeira marrona. desde menina que sou assim. nas férias grandes, levava sempre duas malas para trás-os-montes [onde passava todo o mês de agosto]: uma mala com roupa, a outra com os livros da escola. quando chegava às aulas, já tinha as lições quase todas estudadas e os exercícios quase todos resolvidos. e era assim com todas as matérias.
[bem, a minha relação com a matemática não era famosa: tinha um ódio de estimação pelos números porque o meu pai decidiu que eu tinha que ser como ele e, sempre que estava comigo, obrigava-me a recitar a tabuada (sempre salteada), a resolver problemas, adições, subtrações, multiplicações, divisões... uma verdadeira tortura. entretanto, vi-me obrigada a colocar o ódio à matemática de lado devido ao meu curso. e, confesso, que fiquei fã da dita]
uma das minhas matérias preferidas era a história de portugal. eu conseguia estar horas seguidas a ouvir aquelas histórias sobre as mulheres e os homens que tornaram o nosso país, a "cabeça" da europa. eu tinha um orgulho em ser portuguesa... descobrimos terras, enfrentámos medos, abrimos caminhos... sim, portugal era um povo nobre com heróis em terra e no mar... uma nação valente e imortal.
[bem, a minha relação com a matemática não era famosa: tinha um ódio de estimação pelos números porque o meu pai decidiu que eu tinha que ser como ele e, sempre que estava comigo, obrigava-me a recitar a tabuada (sempre salteada), a resolver problemas, adições, subtrações, multiplicações, divisões... uma verdadeira tortura. entretanto, vi-me obrigada a colocar o ódio à matemática de lado devido ao meu curso. e, confesso, que fiquei fã da dita]
uma das minhas matérias preferidas era a história de portugal. eu conseguia estar horas seguidas a ouvir aquelas histórias sobre as mulheres e os homens que tornaram o nosso país, a "cabeça" da europa. eu tinha um orgulho em ser portuguesa... descobrimos terras, enfrentámos medos, abrimos caminhos... sim, portugal era um povo nobre com heróis em terra e no mar... uma nação valente e imortal.
[imortal, não. o rei está morto]
da cabeça passámos para a cauda. o país tornou-se pequeno, ridiculamente, pequeno. os ricos [cada vez mais ricos] sufocam os pobres [cada vez mais pobres]; a violência junta-se à criminalidade e de mãos juntas com a impunidade, tomam conta da sociedade; o desemprego traz ainda mais fome para as mesas dos portugueses cada vez mais desesperados, mais desanimados... mais deprimidos; desactivam-se caminhos de ferro, as escolas fecham, as aldeias ficam desertas... a agricultura morre. o que não morre, o português [perdido, louco...] mata com um fósforo ou um isqueiro.
e a culpa é nossa. porque o permitimos. todos, de uma maneira ou de outra, contribuímos para esta queda abismal: passámos de nação conhecida [temida por uns e admirada por outros] para um pedaço de terra que ninguém conhece. ou até conhece, porque somos parte integrante dos pigs .
o povo - antes, nobre - está podre. como uma maçã. caida no chão. quase desfeita... a feder...
a cauda da europa...
e a culpa é nossa. porque o permitimos. todos, de uma maneira ou de outra, contribuímos para esta queda abismal: passámos de nação conhecida [temida por uns e admirada por outros] para um pedaço de terra que ninguém conhece. ou até conhece, porque somos parte integrante dos pigs .
estamos a cair a pique e nada nem ninguém parece conseguir amortizar a queda.
post recuperado porque este país vai de mal a pior... muito pior... e ainda há pessoas - muitas - que defendem personagens como joão jardim e isaltino! serão estas - muitas - pessoas: estúpidas, burras ou, somente, ignorantes? parece-me que são uma amálgama disto tudo.
[o rei está morto. viva o rei. viva portugal]
o povo - antes, nobre - está podre. como uma maçã. caida no chão. quase desfeita... a feder...
domingo, 25 de setembro de 2011
sábado, 24 de setembro de 2011
{adietar*: quando o sonho fica para trás...}
o meu sonho era ser bailarina. desde menina. não eram o tutu de cor branca ou as sapatilhas de meia ponta que apelavam aos meus sentidos. ser leve como uma pluma, desafiar a gravidade e dançar com o vento, sem imposições do meu corpo. desmaterializar-me. transformar-me numa entidade etérea, volátil.
trabalho constante. auto-controle. persistência. disciplina. [eterna]busca do prefeccionismo. coragem. determinação. técnica. precisão. equilíbrio. flexibilidade. liberdade. sensibilidade. suavidade. subtileza. sublimação.
comunicar-me através do meu corpo, exprimir os meus sentimentos com os braços e as mãos e, em cada movimento, sentir o toque da minha alma, na tua alma.
sim... eu queria ser bailarina.
eu queria ser bailarina. mas a vida desviou-me do meu caminho. e, no lugar das sapatilhas de meia ponta, nos meus pés, uns sapatos rasos. com palmilhas especiais para atenuar a caminhada.
[numa aula de anatomia, lembro-me do professor dizer que os pés das bailarinas são os pés mais feios, completamente, deformados. os meus pés, que não são de bailarina, estão também deformados. e há dor, em cada passo que dou... todas as articulações do meu corpo estão afectadas e a flexibilidade é algo que eu deixei de ter há algum tempo. sim... eu queria ser bailarina. mas, não sou bailarina e jamais poderei vir a ser]
e, quando o sonho fica para trás...
ontem, acordei triste. na noite anterior, tinha assitido a uma entrevista feita à primeira bailarina do new york city ballet, jenifer ringer. as suas palavras tocaram o mais íntimo do meu ser. uma lágrima deslizou, desliguei a televisão, apaguei a luz... e tentei esquecer. mas, não esqueci[mais uma noite de sono pertubado\perturbante...desta vez, não foi a dor física, mas uma outra dor para a qual não há analgésicos ou anti-inflamatórios susceptíveis de ajudar a apaziguar essa mágoa, esse pesar].
ontem, estava assim. hoje, foi um novo dia, porém. apesar de só me apetecer ficar dentro dos meus lençóis, vesti-me e, contra a minha vontade, saí. fui ter com as manas e andamos por aí. ao sabor do vento, sem rumo. só por andar. elas não estavam melhor do que eu. e, desabafo aqui, desabafo ali, chegamos lá.
[esta dieta tem destas coisas. quando a comecei, estava longe de
pensar que teria tanto trabalho pela frente. que tantas gavetas iria
abrir, que tantas feridas teria de tratar. não obstante, sinto-me grata
por ter tido a coragem de enveredar por este caminho. do
auto-conhecimento. acredito, cada vez mais, que sim... há que abrir as
gavetas, tirar os lençóis velhos que tapam as memórias e sacudi-los para
tirar esse pó que nos tolda a visão]
quando o sonho fica para trás... resta-nos, somente, procurar, procurar... até encontrar um novo sonho.
e correr atrás...
obrigada, manas, pela ajuda :)
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
domingo, 18 de setembro de 2011
{paradoxum Leucochloridium*}
parece que o tão afamado fenómeno que, há poucas semanas atrás, se sentia incomodado com a fama e com o sucesso inesperado, está de volta aos nossos ecrãs.
espertinhos, espertinhos. esses. os gatos. souberam aproveitar este fenómeno e tirar proveito dele. sim. sim... espertinhos. porque, de momento, portugal está, assim, paradito: não acontece nada. bem, há a crise... mas da crise não se pode nem deve falar. não é bom para o negócio. e há que vender. nada melhor que um cromo para desviar a atenção dos portugueses e ainda conseguir receitinhas.
porque aos portugueses só interessam os tais três "F": futebol, fátima e a foleirice [não, não é o fado... esse, já só interessa a meia dúzia de depressivos que insistem em chorar cantando(ou em cantar chorando) as penas que trazem no peito para, assim, se sentirem ainda mais miseráveis... os coitadinhos...].
ora, como o fcp tem estado sossegadinho e não tem dado razões para o vieirinha vir lamentar-se do bicho papão que o impede de viver a vidinha que merece; como o papa não virá cá tão cedo... resta-nos distrair os portugueses com o que de mais reles existe no momento. e venha o hélio!
[puto, a ti, não é só o medo que não te assiste: a inteligência, o bom-senso e a coerência também não. nada mesmo. a tua cabeçinha está assim... vazia, vazia... e, como se não chegasse a figurinha miserável que fizeste no tal famoso video, agora temos que levar contigo na televisão. o pior: não levas jeitinho nenhum para a coisa. um perfeito bimbo pãozinho de forma e sem sal]
espertinhos, espertinhos. esses. os gatos. souberam aproveitar este fenómeno e tirar proveito dele. sim. sim... espertinhos. porque, de momento, portugal está, assim, paradito: não acontece nada. bem, há a crise... mas da crise não se pode nem deve falar. não é bom para o negócio. e há que vender. nada melhor que um cromo para desviar a atenção dos portugueses e ainda conseguir receitinhas.
esperitinhos. os gatos.
porque aos portugueses só interessam os tais três "F": futebol, fátima e a foleirice [não, não é o fado... esse, já só interessa a meia dúzia de depressivos que insistem em chorar cantando(ou em cantar chorando) as penas que trazem no peito para, assim, se sentirem ainda mais miseráveis... os coitadinhos...].
ora, como o fcp tem estado sossegadinho e não tem dado razões para o vieirinha vir lamentar-se do bicho papão que o impede de viver a vidinha que merece; como o papa não virá cá tão cedo... resta-nos distrair os portugueses com o que de mais reles existe no momento. e venha o hélio!
espertos, os gatos.
tal como o paradoxum Leucochloridium*.
[*o leucochloridium paradoxum é um verme parasita que usa o caracol como hospedeiro intermediário, infectando os tentáculos dos seus olhos. esta infecção não só afecta a percepção da intensidade de luz, como a forma dos tentáculos, que ficam com cores brilhantes e pulsantes. além disso, como o verme tem o controle da mente do animal, decide por ele, conduzindo-o para áreas onde é mais susceptível de ser visto por predadores, como os pássaros. o parasita retorna ao corpo de outro hospedeiro, através das fezes do passáro que o caracol come por engano]
sábado, 17 de setembro de 2011
{estou a tratar do jantar e, por instantes...}
...olho pela janela.
ele está a lavar a grelha do fogão...
ele está a lavar a grelha do fogão...
a GRELHA do fogão!!!
[pronto. era só isto.]
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
{apesar de ter tido a recém-nascida comigo...}
...e ter a casa toda a precisar de uma limpeza profunda...
...apesar de ter andado numa correria o dia todo...
...para conseguir terminar a tempo...
...senti-me assim...
...calminha, calminha..
...totalmente zen...
...apesar de ter andado numa correria o dia todo...
...para conseguir terminar a tempo...
...senti-me assim...
...calminha, calminha..
...totalmente zen...
[o pequenino foi para ao infantário
e a mais crescida começou as aulas...
abençoado seja, o regresso às aulas]
e a mais crescida começou as aulas...
abençoado seja, o regresso às aulas]
domingo, 11 de setembro de 2011
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
{faço minhas, as palavras de mooch...}
terça-feira, 23 de agosto de 2011
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
{looking down the road}

dois dias após o massacre na noruega, no discurso directo da tvi24 falava-se dos alvos portugueses na lista de breivik. um telespectador[homem de sessenta e poucos anos, guionista], questionava-se sobre os nomes desses alvos, porque seria a solução que portugal precisa para dar a volta...
o pivot tentou interromper este telespectador[homem de sessenta e poucos anos, guionista], mas ele é que foi, imediatamente, interrompido. não estou aqui para falar o politicamente correcto, mas sim aquilo que é preciso ser dito. a europa pôs-se a jeito e portugal está, também, a por-se a jeito.
depois do que se passou em inglaterra, ouvem-se, aqui e ali, mais frases como estas. a europa pôs-se a jeito e portugal está, também, a por-se a jeito.
seis armas foram roubadas este domingo na base dos fuzileiros no alfeite, em almada. juntando estas armas às dez armas de guerra que foram roubadas de uma arrecadação do quartel da carregueira em janeiro, já são dezasseis. somando a todas as outras que devem desaparecer sem que a opinião pública tome conhecimento...
portugal está a por-se a jeito porque armas continuam a desaparecer e ninguém parece importar-se com isso. portugal está a por-se a jeito porque loucos como o tal telespectador[homem de sessenta e poucos anos, guionista] continuam a dizer as barbaridades que dizem sem que sejam seriamente investigados...
portugal pode estar numa situação que nos desespera... contudo, não acredito que solução que portugal precisa para dar a volta seja a que se começa a ouvir na boca, não só de um homem[de sessenta e poucos anos, guionista], mas de muitos mais.
enquanto os portugueses estiverem dividos em quatro grupos[grupo mizaru(o que fecha os olhos), o grupo kikazaru(o que tapa os ouvidos), o grupo iwazaru(o que tapa a boca) e o grupo de sociopatas que está sempre à espreita, aproveitando toda e qualquer situação para colocar em prática toda a sua loucura]... sim, portugal está, também, a por-se a jeito.
o pivot tentou interromper este telespectador[homem de sessenta e poucos anos, guionista], mas ele é que foi, imediatamente, interrompido. não estou aqui para falar o politicamente correcto, mas sim aquilo que é preciso ser dito. a europa pôs-se a jeito e portugal está, também, a por-se a jeito.
depois do que se passou em inglaterra, ouvem-se, aqui e ali, mais frases como estas. a europa pôs-se a jeito e portugal está, também, a por-se a jeito.
seis armas foram roubadas este domingo na base dos fuzileiros no alfeite, em almada. juntando estas armas às dez armas de guerra que foram roubadas de uma arrecadação do quartel da carregueira em janeiro, já são dezasseis. somando a todas as outras que devem desaparecer sem que a opinião pública tome conhecimento...
portugal está, também, a por-se a jeito.
pois está.
portugal está a por-se a jeito porque armas continuam a desaparecer e ninguém parece importar-se com isso. portugal está a por-se a jeito porque loucos como o tal telespectador[homem de sessenta e poucos anos, guionista] continuam a dizer as barbaridades que dizem sem que sejam seriamente investigados...
portugal pode estar numa situação que nos desespera... contudo, não acredito que solução que portugal precisa para dar a volta seja a que se começa a ouvir na boca, não só de um homem[de sessenta e poucos anos, guionista], mas de muitos mais.
enquanto os portugueses estiverem dividos em quatro grupos[grupo mizaru(o que fecha os olhos), o grupo kikazaru(o que tapa os ouvidos), o grupo iwazaru(o que tapa a boca) e o grupo de sociopatas que está sempre à espreita, aproveitando toda e qualquer situação para colocar em prática toda a sua loucura]... sim, portugal está, também, a por-se a jeito.
sábado, 13 de agosto de 2011
{janela indiscreta}
nunca fui uma pessoa invejosa. acredito que cada um tem aquilo que atrai. nem mais, nem menos.
[da janela da minha cozinha vê-se uma outra janela de uma outra cozinha. e todos os dias, antes e após todas as refeições[eu disse todas], a mesma rotina:o manel cozinha, a maria põe a mesa; a maria levanta a mesa, o manel lava a loiça; a maria enxuga a loiça, o manel arruma a dita; a maria sai da cozinha... e o manel, com a esfregona lava o chão... o chão! O chão!!!
acabámos de jantar: fiz trouxinhas de frango com puré de maçãs. já arrumei a sala, lavei e arrumei a loiça. e o meu manel? o meu manel está no atelier a pintar o seu quadro. ah, pois é... cada um tem aquilo que atrai. nem mais, nem menos]
nunca fui uma pessoa invejosa.
até hoje.
[e, agora, vou até à minha cozinha. porque o chão não se lava sozinho]
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
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