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sexta-feira, 7 de maio de 2010

{um novo caminho}



há poucos dias atrás, a minha querida amiga fê enviou-me este poema de pessoa.

"façamos da interrupção, um novo caminho..."

e é isso.

[fê, aproveitei a fotografia que tirei no jardim da paz, naquele dia esplêndido, que passámos juntinhas... com crepes e patinhos à mistura, no nosso caminho...]

segunda-feira, 26 de abril de 2010

{pés na estrada}



domingo, 11 de abril de 2010

{dicionário de bolso}

sábado, 10 de abril de 2010

{get set...}


acredito que sou uma pessoa com muita sorte. poucos são aqueles que têm a oportunidade de recomeçar... mudar de vida, começar de novo... praticamente, do zero.

há cerca de quatro anos atrás, um astrólogo vêda disse-me que eu não passaria de 2008. she's already dead, disse-o para a colega que estava a seu lado... eu fiquei assustada, claro. ela já está morta? não passarei de 2008?

hoje penso nas suas palavras e acredito que ele tinha razão. eu já estava morta e o ano de dois mil e oito seria o meu último ano. não nesta vida nem neste planeta ou neste corpo... mas sim, o último ano daquela minha alma errante.

este ano que se passou foi, para mim, uma espécie de purga. tudo o que eu tinha cá dentro foi exposto - muitas vezes, de uma forma extremamente dolorosa. foi um ano em que tudo o que eu tinha cá dentro foi posto à prova.

eu já estava morta... sim. em 2006, assim era. (sobre)vivia para a dor física e nada mais. ele tinha razão...

hoje, quatro anos passados, eu sinto-me renascida.

[muda de vida, se tu não vives satisfeito... estás sempre a tempo de mudar]

não é fácil. é preciso mexer nas fundações cá de dentro. e quem sabe o que é que podemos encontrar escondido naqueles recantos escuros... coisas que nós nem ousamos pensar que existem...

[mas existem... e não é por deixarmos de pensar neles que deixam de existir]

eu nunca passei por uma desintoxicação. não obstante, acredito que deve ser muito parecido por tudo aquilo que eu passei. e agora, estou pronta. finalmente, pronta...

sinto-me como se tudo o que tenho cá dentro estivesse cheio de luz. os recantos sombrios, iluminados, sem sombras ou nuvens densas de coisa nenhuma...

sinto-me como se iluminada pelo luar de uma vida nova...

está na hora de voar.

[post recuperado]

sexta-feira, 9 de abril de 2010

{passo a passo}


e aos poucos, descobri que tudo que perdi, não era nada, comparado com tudo o que tinha ganho.

foi difícil chegar até aqui, até esta conclusão... porque ensinaram-me a olhar só para o que se perde, para aquilo que não existe mais. porque é assim... estamos habituados a sentir [a chorar] somente o que deixamos de ter.

e sentimos a culpa. que nos confunde, nos transvia. e com a culpa, o porquê isto? o que faço agora? e corremos. à procura [vã] de respostas para as perguntas escusadas que teimam em ser.

corremos [num vertiginoso caminho que nos leva a lado nenhum] desesperados. perdidos. dementes. alucinados. à procura de nós mesmos.

até ao momento em que se dá a colisão com a nossa consciência. então, descobrimos que a resposta está em nós. somos nós.

e, como olhos de ver [ver vs olhar] tudo parece óbvio. fácil. e sorrimos.

afinal... eu não perdi.

afinal, eu ganhei.

superei obstáculos insuperáveis, tenho vitórias que celebro todos os dias, recuperei a vida, descobri o [verdadeiro] significado da palavra amizade, conquistei caminho...

[sim, posso ter perdido... mas nada, mesmo nada... comparando com o que eu ganhei, com o que eu tenho tenho hoje]
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