Mostrar mensagens com a etiqueta caminhos de papel. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta caminhos de papel. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 9 de abril de 2010

{passo a passo}


e aos poucos, descobri que tudo que perdi, não era nada, comparado com tudo o que tinha ganho.

foi difícil chegar até aqui, até esta conclusão... porque ensinaram-me a olhar só para o que se perde, para aquilo que não existe mais. porque é assim... estamos habituados a sentir [a chorar] somente o que deixamos de ter.

e sentimos a culpa. que nos confunde, nos transvia. e com a culpa, o porquê isto? o que faço agora? e corremos. à procura [vã] de respostas para as perguntas escusadas que teimam em ser.

corremos [num vertiginoso caminho que nos leva a lado nenhum] desesperados. perdidos. dementes. alucinados. à procura de nós mesmos.

até ao momento em que se dá a colisão com a nossa consciência. então, descobrimos que a resposta está em nós. somos nós.

e, como olhos de ver [ver vs olhar] tudo parece óbvio. fácil. e sorrimos.

afinal... eu não perdi.

afinal, eu ganhei.

superei obstáculos insuperáveis, tenho vitórias que celebro todos os dias, recuperei a vida, descobri o [verdadeiro] significado da palavra amizade, conquistei caminho...

[sim, posso ter perdido... mas nada, mesmo nada... comparando com o que eu ganhei, com o que eu tenho tenho hoje]

quinta-feira, 1 de abril de 2010

{o caminho faz-se caminhando}



este tem sido o meu lema, ao longo de toda a minha vida. um passo de cada vez, o caminho vai-se fazendo. sempre em frente, sem olhar para trás e, de preferência, sem desvios ou corta-matos. com companhia, é o ideal. há caminhos mais ou menos fáceis, pelo que é importante a escolha do calçado a usar.

posso dizer que a minha infância foi uma das caminhadas, que mais me deu prazer. caminhava, sempre, a passo largo, para conseguir alcançar o meu pai. um passo dele, equivalia a dois meus. caminhámos bastante... tanto, que fiquei com o hábito de andar sempre depressa, mesmo quando tenho todo o tempo do mundo.

o caminho fez-se bem, durante a minha adolescência. foi uma boa caminhada [sempre acompanhada pela amizade de três caminhantes, como eu].

a uma certa altura, contudo, optei por um caminho que não estava previsto, porque olhei para trás e odiei o que tinha ficado lá longe. e eu que gosto tanto de seguir à risca os meus planos de viagem, desviei-me...

o desvio, paguei-o caro. o nevoeiro não me permitia ver o chão que pisava. andava às cegas. tacteava o piso, a terra, a gravilha. não. não sabia onde estava nem sabia para onde estava a ir.

o abismo. demasiado perto do abismo. onde eu parei. um dos meus pés ainda resvalou. quase caí...

agarrada pela mochila, arrancaram-me àquele destino. devolveram-me o chão, a terra firme.

hoje, de volta ao caminho certo, passo a passo vou caminhando...

[esperando nunca mais olhar para trás, nunca mais me desviar, esperando nunca mais ver o abismo... porque posso estar sozinha, porque posso resvalar e não ter ninguém que me agarre pelo casaco]


sob o tema, abismo
LilySlim Fitness goals tickers