
voltar a ser
onda que enlaça a praia
e logo dela se desprende
arrastando uns pós de areia
no engano de levar da praia um beijo
ou uma ideia
ou alegria do amor
simplesmente.
onda que enlaça a praia
e logo dela se desprende
arrastando uns pós de areia
no engano de levar da praia um beijo
ou uma ideia
ou alegria do amor
simplesmente.
António Branco
8 comentários:
Adorei o poema e a conjugação com as imagens. Nada como as ondas dop mar e a areia nos pés. Beijinhos.
Linda metáfora! :)
Beijinhos,
Ane
Rosalinda
se tu fores à praia
se tu fores ver o mar
cuidado não te descaia
o teu pé de catraia
em óleo sujo à beira-mar
a branca areia de ontem
está cheiinha de alcatrão
as dunas de vento batidas
são de plástico e carvão
e cheiram mal como avenidas
vieram para aqui fugidas
a lama a putrefacção
as aves já voam feridas
e outras caem ao chão
Mas na verdade Rosalinda
nas fábricas que ali vês
o operário respira ainda
envenenado a desmaiar
o que mais há desta aridez
pois os que mandam no mundo
só vivem querendo ganhar
mesmo matando aquele
que morrendo vive a trabalhar
tem cuidado...
Rosalinda
se tu fores à praia
se tu fores ver o mar
cuidado não te descaia
o teu pé de catraia
em óleo sujo à beira-mar
Em Ferrel lá p´ra Peniche
vão fazer uma central
que para alguns é nuclear
mas para muitos é mortal
os peixes hão-de vir à mão
um doente outro sem vida
não tem vida o pescador
morre o sável e o salmão
isto é civilização
assim falou um senhor
tem cuidado
Francisco Machado
Este seu post está brutal. Adorei o poema mas as imagens estão divinas. Parabéns.
Beijinhos doces, Ava.
Adoro estes poemas que nos tocam cá dentro. bjs
Também adorei! Beijinhos.
O amor torna-nos poetas!
Um beijinho simplesmente.
Fê
o amor... tão, simplesmente, o amor.
amar-me, amar-te...
bjos
Enviar um comentário