quarta-feira, 28 de março de 2012

{adietar*: persegue o teu sonho...}

...e jamais aceites um não como resposta.

há seis anos disseram-me que não. que não tinha cura. que não, não voltaria a ter aquela vida que tinha tido até alguns anos atrás, antes do aparecimento da doença. que não voltaria a trabalhar porque a doença estava invulgarmente avançada. disseram-me que não... mas, uppsss... descobri que tudo aquilo que me tinham dito, era mentira.

há dois meses atrás, disseram-me que não. o yôga estava fora de questão, tal como o pilates por causa das suas articulações somente reforço muscular

hoje, disseram-me que sim. posso. ir à aula de bodybalance[uma deliciosa mistura de yôga, pilates e tai chi]. afinal, foram dois meses de treino intenso sem uma única recaída e com excelentes resultados.

hoje... disseram-me que sim!!!!!!!!!!!


[bem... de seguida, ouvi um não. porque, já que consegui o bodybalance, que tal bodypump? não abuse, disse-me com aquele ar traquinas, acenando negativamente com a cabeça. está bem, respondi-lhe. com os lábios. sim. porque, na minha cabeçinha... bodypump é somente o meu próximo objectivo]


o céu é o meu limite... e se eu quero, eu posso, eu consigo.

[e ninguém poderá me negar isso]

terça-feira, 20 de março de 2012

{welcome...}

...spring!

terça-feira, 13 de março de 2012

{eu sei que tenho estado com mau feitio e tal...}

...mas, dava-me mesmo muuuito jeito, dormir uma noite. só uma. sim?

[obrigadinha]

segunda-feira, 12 de março de 2012

{postas de pescada II}

médica cirurgiã para o meu pai, internado de urgência com pancreatite aguda litiásica:

- o sr. mário já devia ter sido operado em 2001. porque é que não quis ser operado?

resposta óbvia, se o sr. mário fosse a susana que, ultimamente, anda com maus fígados:

- eu deveria ter perguntado à minha médica de família se eu eu não teria alguma coisita assim para operar... my bad...

[entrei em depressão. normalmente, sempre que algo acontece na minha família, sou eu que levo o barco. o barco não está lá em muito boas condições porque eu sinto-me na merda. tal qual. sem eufemismos, que não tenho cabeça para estar a pensar uma palavra socialmente aceitável. e, para ajudar, sinto-me rodeada por loucos, mais loucos que eu. e a minha cozinha está um verdadeiro nojo e não me apetece naaaada ir limpá-la. e a médica cirurgiã do meu pai, internado de urgência com pancreatite aguda litiásica, faz perguntas, assim, completamente idiotas. Seria muito mais óbvio perguntar porque é que a nossa médica de família, que há duas semanas atrás olhou para os meus exames que a médica cirurgiã do meu pai, internado de urgência com pancreatite aguda litiásica, viu hoje,  disse-lhe que está tudo muito bem e não se preocupe que o sr. lá de cima sabe tudo e decide tudo. só não vou ali cortar os pulsos porque a minha cozinha ficaria ainda nojenta. mas... que não há paciência, não há. ah, não há mesmo.]

domingo, 11 de março de 2012

{postas de pescada}

pessoa acéfala que me conhece há meia dúzia de horas

- disseram-me que tem espondilite. como sabe que tem a doença? foi diagnosticada por algum médico ou foi coisa da susana?

eu, fartinha que estou de pessoas que vomitam postas de pescada a torto e a direito: 

- internet. eu andava aborrecida e fui à procura de uma doença com um nome que fosse assim pro giro. neurocisticercose é o meu favorito e todos que me conhecem minimanente sabem disso. mas achei que espondilite anquilosante tinha mais a ver com a cor dos meus olhos.

pessoa acéfala que me conhece há meia dúzia de horas:

- e disseram-me que anda num ginásio. as pessoas que têm dores não andam no ginásio. ficam em casa como eu.

eu, fartinha que estou de pessoas que vomitam postas de pescada a torto e a direito: 

- pois. também acho que o melhor remédio para as dores é a autocomiseração. vou pensar na sua sugestãozinha, sim? e, já agora... não lhe disseram mais nada sobre mim? não?...

[#$%&$%##!!!]

quinta-feira, 8 de março de 2012

{adietar* }


terça-feira, 6 de março de 2012

São duas e dez da manhã e eu aqui, com uma vontade de de gritar ao mundo, a minha raiva. De tudo e de todos. Tanta que, andar à bofetada, não me chega. É mais espetar os dois dedos nas órbitas de cada um que me rodeia. Espetar devagarinho e rodar ainda mais degarinho. Far-ti-nha-que-es-tou de chicos espertos com a mania que sabem mais que todos os outros. Só lhes tenho a agradecer a crise em que estou. Não bastando ter o meu pai na cama de um hospital, numa situação grave. E eu, aqui. Porque só me resta este mundo para desabafar. Porque o mundo real... eu abomino-o. Ah, se eu pudesse ir para bem longe... o meu maior desejo? Ser eremita. Ah, como seria bom. Eu tento. Eu juro que tento. Sorrir, ser positiva, ter paciência de santa - que não sou, logo o esforço chega a ser descomunal - para com as pessoas. Mas, chega um ponto que, porra! Só espetando os dedos ns olhos, mesmo. As pessoas vivem para o seu próprio umbigo e atropelam todos com os seus "problemas" estando prefeitamente nas tintas para quem está à sua volta. E os idiotas como eu, como o meu pai - sim, porque nós dois, somos uns idiotas(eu herdei dele, que alegria) - somos obrigados a estar, cons-tan-te-men-te, preocupados, a tentar lidar com tudo e com todos da melhor maneira, para que todos estejam o melhor possível. Para que ninguém passe uma noite sem dormir . Nós passamos pelos "problemas" deles. Pronto. E fica assim. São tão bonzinhos. O tanas. Somos umas bestas, é o que somos. Umas bestas. Pai és uma besta e eu, sou uma besta ainda maior, porque permiti que meia dúzia de pessoas irritantes, que existem só para nos atezanar a vida, te levassem ao teu limite. E, agora, o que é que é suposto eu fazer sem ti? Eu não consigo levar o barco. Já levei uma vez, duas... não consigo fazê-lo de novo. Simplesmente, não consigo. Não, sem ti ao meu lado.

domingo, 4 de março de 2012

{copy paste}

Você acredita que carrega malas alheias?

Vamos fazer um exercício?

Como você reage quando seu filho não quer fazer a lição?

Ou quando alguém não consegue arrumar a própria mala para a viagem de férias, perde a hora do trabalho com frequência, gasta mais do que ganha… e muitas coisinhas mais que vão fazendo você correr em desvario para tapar buracos que não criou e evitar problemas que não afetam sua vida diretamente?

Não afetam a sua vida, mas afetam a vida de pessoas queridas, então, você sai correndo e pega todas as malas que estão jogadas pelo caminho e as coloca no lombo (lombo aqui cai muito bem, fala a verdade) e a sua mala, que é a única que você tem a obrigação de carregar, fica lá, num canto qualquer da estação.

Repetindo, a sua mala, que é a única que você tem obrigação de carregar, fica lá jogada na estação!

Temos uma jornada e um propósito aqui neste planeta e quando perdemos o foco, passamos a executar os propósitos alheios.

A estrada é longa e o caminho muitas vezes nos esgota, pois o peso da carga que nós nos atribuímos não é proporcional à nossa capacidade, à nossa resistência e o esgotamento aparece de repente.

Esse é o primeiro toque que a vida nos dá, pois, quando o investimento não é proporcional ao retorno, ou seja, quando damos muito mais do que recebemos na vida, nos relacionamentos humanos ou profissionais, é porque certamente estamos carregando pesos desnecessários e inúteis.

Quando olhamos para um novo dia como se ele fosse mais um objetivo a cumprir, chegou a hora de parar para rever o que estamos fazendo com o nosso precioso tempo.

O peso e o cansaço nos tornam insensíveis à beleza da vida e acabamos racionalizando o que deveria ser sacralizado.

É o peso da mala que nos deixa assim empedernido.

Quanto ela pesa?

Quanto sofrimento carregamos inutilmente, mágoa, preocupação, controle, ansiedade, excesso de zelo, tudo o que exaure a nossa energia vital.

E o medo, o que ele faz com a gente e quanta coisa ele cria que muitas vezes só existe dentro da nossa cabeça?

Sabe que às vezes temos tanto medo de olhar para a própria vida que preferimos tomar conta da vida dos filhos, do marido, do pai, da mãe… e a nossa mala fica na estação…

O momento é esse, vamos identificar essa bagagem: ela é sua?

Ótimo, então é hora de começar uma grande limpeza para jogar fora o lixo que não interessa e caminhar mais leve.

Agora, se o excesso de peso que você carrega vem de cargas alheias, chegou a hora de corajosamente devolvê-las aos interessados.

Não se intimide, tampouco fique com a consciência pesada por achar que a pessoa vai sucumbir ao fardo excessivo. Ao contrário, nesse momento você estará dando a ela a oportunidade de aprender a carregar a própria mala.

A vida assim compartilhada fica muito mais suave, pois os relacionamentos com bases mais justas e equânimes acabam se tornando mais amorosos, sem cobranças e a liberdade abre um grande espaço para a cumplicidade e o afeto.

Onde está a sua mala

sexta-feira, 2 de março de 2012

{e depois de uma hora a malhar...}


...nada como uma tigela de cerelac.


[hoje, foi a malhar a sério. 
não estava lá a pt que não me deixa suar
por causa das suas articulações 
e coise
e vinguei-me  eh eh eh ]

{clichês}

sonhei com o homem do talho.

[mas no sonho, era carteiro]