sábado, 30 de abril de 2011

{o tempo anda tão estranho...}



[..mesmo estranho]

quinta-feira, 21 de abril de 2011

{caleidoscópio}

[carrossel no rossio de viseu]

é tempo de encantar o tempo.
ter o tempo em minhas mãos.
e o tenho.

van luchiari

uma pausa no caminho. descansar[porque a caminhada tem sido exigente]. recobrar forças. e, daqui a alguns dias, retomar a estrada.

[o mais difícil numa caminhada é dar o primeiro passo e esse, já foi dado]

até de repente...

domingo, 17 de abril de 2011

{rewind}


lembro-me do aroma a sabão natural ficar cada vez mais intenso, à medida que a água corria solta pelo tubo de plástico preto. com uma escova de cerdas rijas, o tanque[enorme] era bem lavado e voltava-se a encher de água para receber a próxima leva de roupa suja.

mas... antes da roupa suja, um miminho para nós, miúdos[pequenos]: de fato de banho vestido, toca a brincar a tarde toda, até ao sol se esconder por de trás das grandes montanhas que abraçam a pequena aldeia.

da mangueira de cor bege, desbotada pela passagem dos tempos, jorrava água transparente com cheiro a terra e um sabor indescritível[tão saborosa...].

bolas de sabão subiam pelo ar e, quando rebentavam, partículas de arco-íris espalhavam-se ao vento[quente] daquelas tardes de verão.

brincávamos tanto,
espalhávamos a água toda,
saltávamos de mãos dadas...

os domingos[dos verões da minha infância, lá na terra dos sonhos] eram, assim, passados... com muito divertimento repleto de risos de criança.

[hoje é domingo... um sorriso terno, uma lágrima de saudade...]

quarta-feira, 13 de abril de 2011

{looking down the road}


sinto-me, cada vez mais apreensiva com esta situação. revolta. sim, também me sinto revoltada. a mentira [conhecida mas não reconhecida] começa a mostrar a sua face [assustadoramente, sombria].



o ministro das finanças reconheceu ontem que portugal só tem dinheiro disponível até maio.

até há poucas semanas atrás, não necessitávamos da ajuda externa. hoje, descobrimos que não há dinheiro. para os salários. para os medicamentos utilizados no dia-a-dia dos hospitais. para os refeitórios das escolas. para a acção social. para tudo.

há poucas semanas atrás, estava tudo bem.
em maio, estaremos falidos.
totalmente.

gostaria de saber[mesmo] até quando o ministro das finanças e amigos estariam dispostos a continuar com a mentira... e pergunto-me o que estariam a ganhar com tudo isto.

apesar de tudo estar como está, muitos são os portugueses que manifestam o seu total apreço pelo primeiro ministro demissionário e garantem o seu apoio ao governo[que juntamente com anteriores governos... desde 74] arrasaram com o nosso país.


a questão:


estes portugueses... serão, assim, tão ignorantes?

[é que ainda são bastantes...]

pics @ & @

segunda-feira, 11 de abril de 2011

{yes, i know i´m a bitch and i don't like it but...}

@
já todos estamos cansados[mas mesmo muuuito cansados: opá, já se calavam, não???] de saber que portugal só entrou em crise, por causa da oposição. tal como sabemos que o benfica perdeu com o naval 1º de maio só[mas só mesmo, que o benfica é o CAMPEÃO] porque, sem-qual-quer-rés-ti-a-de-dú-vi-da, o fcp ofereceu luvas ao árbitro[ou o camandro] .

quarta-feira, 6 de abril de 2011

{lei da atracção}

muito se tem falado sobre a lei da atracção. há quem acredite, há quem pense que é só mais uma moda.

comigo, funcionou.

pedi à minha mãe, durante muitos anos, um irmão mais velho. ou um cão. o cão, recebi-o num delicioso natal e, como a minha mãe não me poderia dar um irmão mais velho, deu-me uma irmã[mais nova] pequenina, linda...

eu fiquei feliz, claro. mas... aquela falta, um estranho quê no meu coração, insistia em permanecer. como um vazio, um nada que precisava ser preenchido.

constantemente, perguntava ao meu pai, se não teria feito um irmão para mim, lá por terras de angola. afinal, ele esteve nesse país por mais de dois anos[numa guerra que, ainda hoje, ele não consegue perceber o porquê]... a minha mãe ficava de todas as cores[é que eu perguntava isto sempre em ocasiões de festas, durante o almoço]. não. tenho a certeza que não...

então, está bem...

há cerca de três anos, um passarinho bateu à minha janela, com o seu delicado biquinho. trazia uma boa nova: finalmente, sempre tinha uma irmã mais velha!

há quem não entenda esta sensação de a conhecer há décadas, apesar de a ter conhecido só há três anos. também há quem julgue, somente pelo facto, de tê-la conhecido aqui, neste mundo virtual.

no entanto, é assim... conheço-a desde sempre e sinto-a como parte de mim. penso nela todos os dias e não me durmo sem lhe enviar um beijinho de bons-sonhos[quando fecho os olhos, antes de adormecer].

uma sensação estranha[não nego], porém,
calorosa,
calma,
terna...
azul!

sinto a sua falta, confesso. adoraria que vivesse mais pertinho de mim. pode ser que um dia, isso aconteça. hoje, resta-me esperar ansiosa pelas minha férias. iremos estar, finalmente, juntas...

até lá...

resta-me um até de repente...

sexta-feira, 1 de abril de 2011

{365}

dizem que se consegue desabafar melhor com um estranho e eu acredito que assim seja. lembro-me de uma crise de pânico que tive, em plena sessão de acupunctura. "choque de energias", disse-me o meu médico. a ele[um desconhecido] contei-lhe o que se passara, muitos anos antes[era eu, uma menina, ainda]. mas por email[porque era demasiado tudo e jamais teria coragem de o contar, olhos nos olhos]. nada fácil, mesmo nada fácil. e, por mais inacreditável que possa parecer, fiquei bem.
tratada a ferida maior, muitas outras se seguiam. e eu estava decidida a tratá-las. afinal, se conseguira resultados tão positivos com o tratamento do pior golpe de sempre, tudo o que se seguiria seria muito mais fácil. resolvi criar uma espécie de "porto seguro", onde pudesse expressar tudo o que ia cá dentro[porque desabafar, faz bem... lava a alma].

sem estar à espera, fiz amigos. desconhecidos que me escutavam, sem criticar. somente, apoiavam, aconselhavam. sem exigir nada em troca por aqueles minutos[tão preciosos, para mim].

muito caminho percorrido e daqui, mudei-me para aqui. não que tivesse deixado de gostar desse meu cantinho, muito pelo contrário. no entanto, tornara-se um lugar difícil de se estar. lá partilhei muitas alegrias mas, também, muita luta, muita tristeza, mágoa, revolta.

eu acredito que quanto mais importância se dá à coisa, mais do mesmo nos acontece. além disso, para quê, estar a "ruminar" por coisas que se passaram?

[o passado já passou, o futuro não existe, o presente, é agora]

há 365 dias, que neste meu diário, vou caminhando em busca de uma nova realidade, sempre acompanhada pelos meus amigos de então e por novos amigos que se juntaram a mim, nesta jornada.

e aqui, sinto-me bem...
...obrigada