domingo, 10 de março de 2013

[raizes]


novamente?
sim.  


não te aborrecem as mudanças?

não. 
enfadonha-me
prolongar-me
no-mesmo-espaço-no-mesmo-tempo


assim, nunca criarás raízes.

raízes?
não.
jamais seria uma árvore. 
a ser, seria água. 
de rio ou de mar alto. 
beira-mar, também não. as ondas vão e vêm. indecisas... 
eu seria água, sim. 
de rio ou de mar alto. 
sempre em corrente... 

e para onde, agora?


terça-feira, 17 de abril de 2012

{adietar*: o segredo da dieta...}

...é a atitude. positiva, sempre. sem ela[a atitude. positiva, sempre] não se consegue chegar lá, à meta. não é fácil, porém. muito difícil, por sinal. manter a atitude positiva quando um familiar adoece, quando o corpo todo dói, quando a alma chora, quando nos agridem, quando se perde o emprego... 

estas últimas semanas, tudo isto aconteceu. o meu pai quase que não voltava para casa; tive uma crise acompanhada de uma esofagite; a mãe da minha patroa que[quando se apercebeu que eu não iria desistir da minha vida para, única e exclusivamente, ceder aos seus caprichos mais alucinados tipo "assim que o antónio morrer, porque ele vai morrer mais cedo que a susana, e como os meninos já estão na escola, a susana vai para peniche tratar de mim até eu morrer, como faria o bom samaritano"] me agride verbal e fisicamente[depois de muito assédio moral]; o despedimento acompanhado de muitos pedidos de desculpa, baba e ranho porque "é a minha mãe... eu não posso despedir a minha mãe. eu adoro a susana, adoramos todos, como se fosse da nossa família mas a minha mãe fez um ultimato: ou ela ou a susana e já me deixou sozinha este fds, eu e as crianças... e eu preciso dela, não posso ficar sem a ajuda dela. apesar de, neste momento, estar com tanta raiva dela, tenho que ceder à chantagem. a susana é a melhor do mundo, acredite"

o segredo da dieta é manter a atitude. positiva, sempre. e como se consegue isso? ora... a pergunta de 1 milhão de euros[que, agora, viria mesmo a calhar, já que apetece-me imigrar para lá das montanhas e virar pastora. de ovelhas. que de cabras, estou pelas pontas dos cabelos].

como se faz, não sei. só sei que a resposta pode ser qualquer uma, menos ficar em casa. o pai vai ficar bem e farei tudo o que estiver ao meu alcance para o ajudar; a fibro trata-se na passadeira, na bicicleta e na elíptica; as agressões, curam-se; e o desemprego... esse, pode ser sempre sinónimo de início.

[eu, que estou fartinha de novos começos. eu que sou do signo solar de touro. que não gosta de mudanças, que detesta novos começos. eu, que estou fartinha de tropeçar em pedras, lá terei de dar início a mais uma nova caminhada. e eu estou piurça. principalmente, porque a culpa não é minha. principalmente, porque a culpa é somente de alguém que vive com cristo na boca e terço na mão. principalmente, quando me garantem que só me viram a vida de cabeça para baixo, à conta dos caprichos de uma louca inconsequente que deixa a neta de 8 meses, que já se vira toda, sozinha, em cima da cama enquanto vai à rua e lá fica por duas horas... principalmente, porque há laços. laços que se criaram com três crianças que eu amo, como se fossem minhas. que eu ajudei a crescer, com quem ri, chorei, brinquei...]


mas, a vida é mesmo assim. e antes o desemprego sem justa causa "muito pelo contrário, a susana é uma verdadeira fadinha do lar e uma mãe para os meus filhos" que uma perna partida. de perna partida não poderia fazer, o que eu vou fazer agora: o ginásio espera-me. estou a preparar-me para o bodycombat. proibido pela pt, sim... but who cares?  


[btw... estou de partida. e com muita pena me despeço dos meus amigos que encontrei por este caminho... estou de partida, porque sinto-me partida e eu sou como o pirex. aqui fica um abraçinho a todos os que me fizeram companhia, a todos que estiveram do meu lado. nunca vos esquecerei e continuarei a visitar os vossos cantinhos. sempre. obrigada por tudo... que foi muito, mesmo muito...]

quinta-feira, 5 de abril de 2012

{mutts}



faz, hoje, um mês que o meu pai me pregou o segundo maior susto da minha vida[o primeiro, foi há alguns meses... a minha mãe, claro. ambos têm uma maneira muito peculiar de se vingarem do trabalho que as filhas lhes dão]. foi um mês complicado, quase parecia agosto, longo, muito longo, quase interminável[não, não gosto do mês de agosto... nunca gostei e já falta tão pouco tempo...]

este fim de semana prolongado vem mesmo na hora certa. três dias para lavar e engomar[tanta] roupa, dar uma boa limpeza à minha cozinha, uma arejada aos armários dos quartos e do escritório, tratar das cortinas da sala... sim, estava(mos) mesmo a precisar deste fim de semana...

[e uma feliz páscoa para todos]

domingo, 1 de abril de 2012

{rewind}

lembro-me de ter gasto mais de metado da polpa de tomate no meu braço. entrei de rompante na cozinha, a chorar[lágrimas de verdade] e a gritar que me tinha cortado. tu ficaste em pânico... e, assim que eu gritei 1 de abril! e olhei nos teus olhos, foi a minha vez de entrar em pânico. nunca te vi tão furiosa comigo ;)

[lembras-te?]

quarta-feira, 28 de março de 2012

{adietar*: persegue o teu sonho...}

...e jamais aceites um não como resposta.

há seis anos disseram-me que não. que não tinha cura. que não, não voltaria a ter aquela vida que tinha tido até alguns anos atrás, antes do aparecimento da doença. que não voltaria a trabalhar porque a doença estava invulgarmente avançada. disseram-me que não... mas, uppsss... descobri que tudo aquilo que me tinham dito, era mentira.

há dois meses atrás, disseram-me que não. o yôga estava fora de questão, tal como o pilates por causa das suas articulações somente reforço muscular

hoje, disseram-me que sim. posso. ir à aula de bodybalance[uma deliciosa mistura de yôga, pilates e tai chi]. afinal, foram dois meses de treino intenso sem uma única recaída e com excelentes resultados.

hoje... disseram-me que sim!!!!!!!!!!!


[bem... de seguida, ouvi um não. porque, já que consegui o bodybalance, que tal bodypump? não abuse, disse-me com aquele ar traquinas, acenando negativamente com a cabeça. está bem, respondi-lhe. com os lábios. sim. porque, na minha cabeçinha... bodypump é somente o meu próximo objectivo]


o céu é o meu limite... e se eu quero, eu posso, eu consigo.

[e ninguém poderá me negar isso]

terça-feira, 20 de março de 2012

{welcome...}

...spring!

terça-feira, 13 de março de 2012

{eu sei que tenho estado com mau feitio e tal...}

...mas, dava-me mesmo muuuito jeito, dormir uma noite. só uma. sim?

[obrigadinha]

segunda-feira, 12 de março de 2012

{postas de pescada II}

médica cirurgiã para o meu pai, internado de urgência com pancreatite aguda litiásica:

- o sr. mário já devia ter sido operado em 2001. porque é que não quis ser operado?

resposta óbvia, se o sr. mário fosse a susana que, ultimamente, anda com maus fígados:

- eu deveria ter perguntado à minha médica de família se eu eu não teria alguma coisita assim para operar... my bad...

[entrei em depressão. normalmente, sempre que algo acontece na minha família, sou eu que levo o barco. o barco não está lá em muito boas condições porque eu sinto-me na merda. tal qual. sem eufemismos, que não tenho cabeça para estar a pensar uma palavra socialmente aceitável. e, para ajudar, sinto-me rodeada por loucos, mais loucos que eu. e a minha cozinha está um verdadeiro nojo e não me apetece naaaada ir limpá-la. e a médica cirurgiã do meu pai, internado de urgência com pancreatite aguda litiásica, faz perguntas, assim, completamente idiotas. Seria muito mais óbvio perguntar porque é que a nossa médica de família, que há duas semanas atrás olhou para os meus exames que a médica cirurgiã do meu pai, internado de urgência com pancreatite aguda litiásica, viu hoje,  disse-lhe que está tudo muito bem e não se preocupe que o sr. lá de cima sabe tudo e decide tudo. só não vou ali cortar os pulsos porque a minha cozinha ficaria ainda nojenta. mas... que não há paciência, não há. ah, não há mesmo.]

domingo, 11 de março de 2012

{postas de pescada}

pessoa acéfala que me conhece há meia dúzia de horas

- disseram-me que tem espondilite. como sabe que tem a doença? foi diagnosticada por algum médico ou foi coisa da susana?

eu, fartinha que estou de pessoas que vomitam postas de pescada a torto e a direito: 

- internet. eu andava aborrecida e fui à procura de uma doença com um nome que fosse assim pro giro. neurocisticercose é o meu favorito e todos que me conhecem minimanente sabem disso. mas achei que espondilite anquilosante tinha mais a ver com a cor dos meus olhos.

pessoa acéfala que me conhece há meia dúzia de horas:

- e disseram-me que anda num ginásio. as pessoas que têm dores não andam no ginásio. ficam em casa como eu.

eu, fartinha que estou de pessoas que vomitam postas de pescada a torto e a direito: 

- pois. também acho que o melhor remédio para as dores é a autocomiseração. vou pensar na sua sugestãozinha, sim? e, já agora... não lhe disseram mais nada sobre mim? não?...

[#$%&$%##!!!]

quinta-feira, 8 de março de 2012

{adietar* }


terça-feira, 6 de março de 2012

São duas e dez da manhã e eu aqui, com uma vontade de de gritar ao mundo, a minha raiva. De tudo e de todos. Tanta que, andar à bofetada, não me chega. É mais espetar os dois dedos nas órbitas de cada um que me rodeia. Espetar devagarinho e rodar ainda mais degarinho. Far-ti-nha-que-es-tou de chicos espertos com a mania que sabem mais que todos os outros. Só lhes tenho a agradecer a crise em que estou. Não bastando ter o meu pai na cama de um hospital, numa situação grave. E eu, aqui. Porque só me resta este mundo para desabafar. Porque o mundo real... eu abomino-o. Ah, se eu pudesse ir para bem longe... o meu maior desejo? Ser eremita. Ah, como seria bom. Eu tento. Eu juro que tento. Sorrir, ser positiva, ter paciência de santa - que não sou, logo o esforço chega a ser descomunal - para com as pessoas. Mas, chega um ponto que, porra! Só espetando os dedos ns olhos, mesmo. As pessoas vivem para o seu próprio umbigo e atropelam todos com os seus "problemas" estando prefeitamente nas tintas para quem está à sua volta. E os idiotas como eu, como o meu pai - sim, porque nós dois, somos uns idiotas(eu herdei dele, que alegria) - somos obrigados a estar, cons-tan-te-men-te, preocupados, a tentar lidar com tudo e com todos da melhor maneira, para que todos estejam o melhor possível. Para que ninguém passe uma noite sem dormir . Nós passamos pelos "problemas" deles. Pronto. E fica assim. São tão bonzinhos. O tanas. Somos umas bestas, é o que somos. Umas bestas. Pai és uma besta e eu, sou uma besta ainda maior, porque permiti que meia dúzia de pessoas irritantes, que existem só para nos atezanar a vida, te levassem ao teu limite. E, agora, o que é que é suposto eu fazer sem ti? Eu não consigo levar o barco. Já levei uma vez, duas... não consigo fazê-lo de novo. Simplesmente, não consigo. Não, sem ti ao meu lado.

domingo, 4 de março de 2012

{copy paste}

Você acredita que carrega malas alheias?

Vamos fazer um exercício?

Como você reage quando seu filho não quer fazer a lição?

Ou quando alguém não consegue arrumar a própria mala para a viagem de férias, perde a hora do trabalho com frequência, gasta mais do que ganha… e muitas coisinhas mais que vão fazendo você correr em desvario para tapar buracos que não criou e evitar problemas que não afetam sua vida diretamente?

Não afetam a sua vida, mas afetam a vida de pessoas queridas, então, você sai correndo e pega todas as malas que estão jogadas pelo caminho e as coloca no lombo (lombo aqui cai muito bem, fala a verdade) e a sua mala, que é a única que você tem a obrigação de carregar, fica lá, num canto qualquer da estação.

Repetindo, a sua mala, que é a única que você tem obrigação de carregar, fica lá jogada na estação!

Temos uma jornada e um propósito aqui neste planeta e quando perdemos o foco, passamos a executar os propósitos alheios.

A estrada é longa e o caminho muitas vezes nos esgota, pois o peso da carga que nós nos atribuímos não é proporcional à nossa capacidade, à nossa resistência e o esgotamento aparece de repente.

Esse é o primeiro toque que a vida nos dá, pois, quando o investimento não é proporcional ao retorno, ou seja, quando damos muito mais do que recebemos na vida, nos relacionamentos humanos ou profissionais, é porque certamente estamos carregando pesos desnecessários e inúteis.

Quando olhamos para um novo dia como se ele fosse mais um objetivo a cumprir, chegou a hora de parar para rever o que estamos fazendo com o nosso precioso tempo.

O peso e o cansaço nos tornam insensíveis à beleza da vida e acabamos racionalizando o que deveria ser sacralizado.

É o peso da mala que nos deixa assim empedernido.

Quanto ela pesa?

Quanto sofrimento carregamos inutilmente, mágoa, preocupação, controle, ansiedade, excesso de zelo, tudo o que exaure a nossa energia vital.

E o medo, o que ele faz com a gente e quanta coisa ele cria que muitas vezes só existe dentro da nossa cabeça?

Sabe que às vezes temos tanto medo de olhar para a própria vida que preferimos tomar conta da vida dos filhos, do marido, do pai, da mãe… e a nossa mala fica na estação…

O momento é esse, vamos identificar essa bagagem: ela é sua?

Ótimo, então é hora de começar uma grande limpeza para jogar fora o lixo que não interessa e caminhar mais leve.

Agora, se o excesso de peso que você carrega vem de cargas alheias, chegou a hora de corajosamente devolvê-las aos interessados.

Não se intimide, tampouco fique com a consciência pesada por achar que a pessoa vai sucumbir ao fardo excessivo. Ao contrário, nesse momento você estará dando a ela a oportunidade de aprender a carregar a própria mala.

A vida assim compartilhada fica muito mais suave, pois os relacionamentos com bases mais justas e equânimes acabam se tornando mais amorosos, sem cobranças e a liberdade abre um grande espaço para a cumplicidade e o afeto.

Onde está a sua mala

sexta-feira, 2 de março de 2012

{e depois de uma hora a malhar...}


...nada como uma tigela de cerelac.


[hoje, foi a malhar a sério. 
não estava lá a pt que não me deixa suar
por causa das suas articulações 
e coise
e vinguei-me  eh eh eh ]

{clichês}

sonhei com o homem do talho.

[mas no sonho, era carteiro]

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

{adietar*: deita cá para fora...}

...tudo o que tens dentro de ti. 
desabafa, chora, grita. 
e depois, respira fundo. 
e, depois sorri. 
o que te estava a corroer o coração,
levou-o o vento.

{parenthood}


sempre fui uma 'pessoa de família'. adoro a ideia de vivermos junto de todos, bem pertinho uns dos outros. para mim, o natal ideal é aquele em que a mesa da sala, muito comprida, fica cheia de tios, primos, irmãos, pais, avós e bichinhos. fazer tudo em conjunto, partilhar o bom e o menos bom. saber que há sempre alguém ao nosso lado...

comecei a assistir a esta série há pouco tempo. as duas primeiras temporadas já estão, falta a terceira. uma série completamente diferente das séries que eu assisto, onde não existem casos médicos ou patologias com nomes impronunciáveis como neurocisticercose. nesta série, existe a vida real, tal como ela é, nua e crua. conta a história de uma família que, como qualquer outra, enfrenta diversos problemas, mas que sempre pode contar com o apoio de cada membro para superar os desafios. e supera.

quando eu olho para aquela família, que me parece uma família tão real, a viver situações tão reais[umas boas outras nem por isso] penso, para mim, porque a minha família real, a viver situações reais[umas boas outras nem por isso], não é assim.

[conheço esta família que costuma reunir-se, todas as primaveras. aluga um autocarro de dois andares e vão ver as amendoeiras em flor...]

sinto falta. dos natais com uma mesa enorme cheia de de tios, primos, irmãos, pais, avós e bichinhos. sinto falta de uma paz, que a minha família jamais conheceu. sinto falta da solidariedade, do companheirismo, da cumplicidade. sinto falta. mesmo... e sinto-me incompleta. como se existisse um vazio em mim que sei, muito dificilmente, será preenchido

eu não pediria uma família modelo,
só uma família...

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

{happy spay day!}

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

adietar*: quanto tempo tem o tempo?

@

neste último mês e meio, muita coisa mudou porque muita coisa tinha de mudar. e, para mim, mudou para melhor, felizmente. se um dia caí, muito daquilo que eu fiz, contribuiu para tal. deixar que isso acontecesse uma segunda vez, seria estupidez... 

hoje, tenho algo que que me faltava há muito... desde os meus 16 anos, creio eu. tempo. o tempo tem o tempo que queremos que o tempo tenha. é fácil de falar, difícil de se fazer? talvez. ou não. tudo depende de nós.

para mim, foi difícil, confesso. contudo, fi-lo. hoje, está a saber-me bem. ter tempo. tempo para tratar de mim, dos que me rodeiam. tempo para coisas fúteis ou não. tempo que posso dar ao meu corpo, para que ele se recomponha do dia-a-dia e de tudo o resto. tempo para...

o tempo urge, sim... mas, se continuasse ao ritmo que andava... um dia, nem para mim, nem para mais ninguém.

quanto tempo tem o tempo? o tempo tem o tempo que queremos que o tempo tenha...

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

{encontrei-te nas estrelas, disseste-me}


o teu ascendente está no meu sol, insististe. na altura, não entendi. mais uma das tuas loucuras, pensei. hoje sei. o teu sol está no meu ascendente. as estrelas juntaram-nos muito antes de nos encontrarmos aqui, nesta vida. e tu sabes[como só tu sabes...], o teu sol chegou numa noite onde a solidão reinava escura... 

dizem que hoje comemora-se o amor... 
[e eu não entendo isso. 
o amor deveria ser comemorado 
todos os dias
tal qual
nós fazemos]

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

{diz que está uma espécie de aragem refrescante}


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

{adietar*: o pico da montanha}


  esculpindo o grande céu,
a grande montanha parece tão alta...
mas, se não desistires
e decidires conquistá-la,
haverá um caminho.
Imperador Meiji


hoje, será o meu primeiro dia... e aí vou eu. passo a passo.

um dia, chego lá.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

{looking down the road}

grande carnaval que estão a fazer em torno do dito. este país, realmente, tem o que merece. com tanta razão mais que válida para se preocupar... 

ah, e tal, direitos dos trabalhadores e coise.

aumento generalizado de preços; diminuição dos salários; desemprego galopante; remunerações em atraso; falências; fome; número crescente dos sem-abrigo...

sim, isto sim. é preocupante. digo eu. não sei...  

ah, e tal, direitos dos trabalhadores e coise

direito dos trabalhadores? os trabalhadores perderam todos os direitos e a culpa é deles. é nossa. 

durante décadas e décadas, fomos governados por porcos e nada fizemos. os rosa faziam estragos, votavasse nos laranja. os laranja não faziam melhor, voltavasse a votar rosa. as outras cores muito pouco ou quase nada faziam para mostrar que podiam ser uma alternativa válida. quem deveria proteger os trabalhadores, em vez de negociarem como deveria ser, ameaçavam com greves atrás de greves. e depois, eleições atrás de eleições. personagens da treta que tinham mostrado durante décadas que não valiam o prato de comida que lhes punham à frente, elegidos a presidente da república[seja lá o que isso signifique]. um dançar de cadeiras absurdo. ciclo sem fim, uma verdadeira pescadinha de rabo na boca.

ah, e tal, o povo é quem mais ordena

ah, e tal, o pai natal e o coelhinho da páscoa existem e, neste preciso momento, estão a apanhar sol no meu quintal, à sombra do limoeiro. há muito que o povo não é quem mais ordena[se é que alguma vez o fez]. é ordenhado. isso sim.

o que fazer? manifestações e greves? sim, é o que este país irá continuar a fazer. não sabem fazer mais nada. são uns burros tristes, cada vez mais magros, que continuam a acreditar no tal prado verde para onde irão descansar, quando chegarem à reforma. 

Islândia

islãndia. pois. não se fala nela. claro. nem os meios de comunicação, nem nas paragens de autocarro. muito menos, na padaria. fala-se de carnaval. porque o caranaval é o que importa. trabalhar mais ou menos um dia é que é relevante para o futuro deste país. palhaçada...

Crise leva ex-primeiro-ministro a julgamento por negligência

Crescimento económico triplica em relação à UE em 2012

O povo é quem mais ordena. E já tirou o país da recessão

A crise levou os islandeses a mudar de governo e a chumbar o resgate dos bancos. Mas o exemplo de democracia não tem tido cobertura 

A revolução silenciada
Uma revolução está ocorrendo na Europa.

Recentemente surpreenderam-nos os acontecimentos de Tunísia que desembocaram na fugida do tirano Ben Ali, tão democrata para ocidente até anteontem e aluno exemplar do FMI. No entanto, outra “revolução” que tem lugar desde faz dois anos foi convenientemente silenciada pelos meios de comunicação ao serviço das plutocracias europeias.

Ocorreu na mesmíssima Europa (no sentido geopolítico), num país com a democracia provavelmente mais antiga do mundo, cujas origens remontam ao ano 930, e que ocupou o primeiro lugar no relatório da ONU do Índice de Desenvolvimento Humano de 2007/2008. Adivinhais de que país se trata? Estou seguro de que a maioria não tem nem ideia, como não a tinha eu até que tomei conhecimento por acaso (apesar de ter estado ali em 2009 e 2010). Trata-se de Islândia, onde se fez demitir a um governo ao completo, nacionalizaram-se os principais bancos, decidiu-se não pagar a dívida que estes criaram com Grã-Bretanha e Holanda por causa de sua execrável política financeira e se acaba de criar uma assembleia popular para reescrever a sua constituição.

E todo isso de forma pacífica: a base de caçarola, gritos e certeiro lançamento de ovos. Esta foi uma revolução contra o poder político-financeiro neoliberal que nos conduziu até a crise actual. Aqui está o motivo por que não se deram a conhecer estes factos durante dois anos ou se informou frivolamente e de passagem: Que passaria se o resto de cidadãos europeus tomasse exemplo? E com isto também confirmamos, uma vez mais por se ainda não estava claro, ao serviço de quem estão os meios de comunicação e como nos restringem o direito à informação na plutocracia globalizada de Planeta S.A.

Esta é, brevemente, a história dos factos:


  • - No final de 2008, os efeitos da crise na economia islandesa são devastadores. Em Outubro nacionaliza-se Landsbanki, principal banco do país. O governo britânico congela todos os activos da sua subsidiaria IceSave, com 300.000 clientes britânicos e 910 milhões de euros investidos por administrações locais e entidades públicas do Reino Unido. A Landsbanki seguir-lhe-ão os outros dois bancos principais, o Kaupthing e o Glitnir. Seus principais clientes estão nesse país e na Holanda, clientes aos que seus estados têm que reembolsar suas poupanças com 3.700 milhões de euros de dinheiro público. Por então, o conjunto das dívidas bancárias de Islândia equivale a várias vezes seu PIB. Por outro lado, a moeda desaba-se e a carteira suspende sua actividade depois de um afundamento de 76%. O país está em bancarrota.
  • - O governo solicita oficialmente ajuda ao Fundo Monetário Internacional (FMI), que aprova um empréstimo de 2.100 milhões de dólares, completado por outros 2.500 milhões de alguns países nórdicos.
  • - Protestantes em frente ao parlamento em Reykjavik sempre a aumentar. Em 23 de Janeiro de 2009 convocam-se eleições antecipadas e três dias depois, as caçaroladas já são multitudinárias e provocam a demissão do primeiro-ministro, o conservador Geir H. Haarden, e de todo seu governo em bloco. É o primeiro governo que cai vítima da crise mundial.
  • - 25 de Abril celebram-se eleições gerais das que sai um governo de coalizão formado pela Aliança Social-democrata e o Movimento de Esquerda Verde, encabeçado pela nova Primeira Ministra Jóhanna Sigurðardóttir.
  • - Ao longo de 2009 continua a péssima situação econômica do país e no ano fecha com uma queda do PIB de 7%.
  • - Mediante uma lei amplamente discutida no parlamento propõe-se a devolução da dívida a Grã-Bretanha e Holanda mediante o pagamento de 3.500 milhões de euros, soma que pagarão todas as famílias islandesas mensalmente durante os próximos 15 anos ao 5,5% de interesse. Os cidadãos voltam à rua e solicitam submeter à lei a referendo. Em Janeiro de 2010 o Presidente, Ólafur Ragnar Grímsson, nega-se a ratificá-la e anuncia que terá consulta popular.
  • - Em Março celebra-se o referendo e o NÃO ao pagamento da dívida arrasa com um 93% dos votos. A revolução islandesa consegue uma nova vitória de forma pacífica.
  • - O FMI congela as ajudas económicas à Islândia, à espera de que se resolva a devolução da sua dívida.
  • - A tudo isto, o governo iniciou uma investigação para dirimir juridicamente as responsabilidades da crise. Começam as detenções de vários banqueiros e altos executivos. A Interpol dita uma ordem internacional de detenção contra o ex-Presidente do Kaupthing, Sigurdur Einarsson.
  • - Neste contexto de crise, elege-se uma assembleia constituinte no passado mês de Novembro para redigir uma nova constituição que recolha as lições aprendidas da crise e que substitua a actual, uma cópia da constituição dinamarquesa. Para isso, recorre-se directamente ao povo soberano. Elegem-se 25 cidadãos sem filiação política dos 522 que se apresentaram às candidaturas, para o qual só era necessário ser maior de idade e ter o apoio de 30 pessoas. A assembleia constitucional começa o trabalho este mês de Fevereiro de 2011 e apresentará um projecto de carta magna a partir das recomendações acordadas em diferentes assembleias, que celebrar-se-ão por todo o país. Deverá ser aprovada pelo actual Parlamento e pelo que se constitua depois das próximas eleições legislativas.
  • - E para terminar, outra medida "revolucionária" do parlamento islandês: a Iniciativa Islandesa Moderna para Meios de Comunicação (Icelandic Modern Média Initiative), um projecto de lei que pretende criar um marco jurídico destinado à protecção da liberdade de informação e de expressão. Pretende-se fazer do país, um refúgio seguro para o jornalismo de investigação e a liberdade de informação onde se protejam fontes, jornalistas e provedores de Internet que hospedem informação jornalística; o inferno para EEUU e o paraíso para Wikileaks.


Pois esta é a breve história da Revolução Islandesa: demissão de todo um governo em bloco, nacionalização da banca, referendo para que o povo decida sobre as decisões económicas transcendentais, encarceramento de responsáveis da crise, reescritura da constituição pelos cidadãos e um projecto de blindagem da liberdade de informação e de expressão.

Disseram algo os meios de comunicação europeus? Comentou-se nas repugnantes tertúlias radiofónicas de políticos de médio cabelo e mercenários da desinformação? Viram-se imagens dos factos pela TV?

Claro que não. Deve ser que aos Estados Unidos de Europa não lhes parece suficientemente importante que um povo pegue as rédeas da sua soberania e plante contra o rolo neoliberal. Ou quiçá temam que se lhes caia a cara de vergonha ao ficar uma vez mais em evidência que converteram a democracia num sistema plutocrático onde nada mudou com a crise, excepto o início de um processo de socialização das perdas com recortes sociais e precarização das condições de trabalho. É muito provável também que pensem que ainda fique vida inteligente entre as suas unidades de consumo, que tanto gostam em chamar cidadãos, e temam um efeito contágio. Ainda que o mais seguro é que esta calculada desvalorização informativa, quando não silêncio clamoroso, se deva a todas estas causas juntas.

Alguns dirão que Islândia é uma pequena ilha de tão só 300.000 habitantes, com uma estrutura social, política, económica e administrativa muito menos complexa que a de um grande país europeu, pelo que é mais fácil organizar-se e levar a cabo este tipo de mudanças. No entanto é um país que, ainda que tem grande independência energética graças a suas centrais geotérmicas, conta com muito poucos recursos naturais e tem uma economia vulnerável cujas exportações dependem num 40% da pesca.

Também haverá quem dirá que viveram acima de suas possibilidades endividando-se e especulando no casino financeiro. Igual que o fizeram o resto dos países guiados por um sistema financeiro liberado até o infinito pelos mesmos governos irresponsáveis e suicidas que agora se jogam as mãos à cabeça. Eu simplesmente penso que o povo islandês é um povo culto, solidário, optimista e valente, que soube rectificar-lhe mostrando valentia, indo contra ao sistema e dando uma lição de democracia ao resto do mundo.

O país já iniciou negociações para entrar na União Européia. Aguardo, por seu bem e tal e como se estão a pôr as coisas no continente com a praga de vigaristas que nos governam, que o povo islandês complete sua revolução recusando a adesão. E oxalá ocorresse o contrário, que fosse a Europa a aderir à Islândia, porque essa sim seria a verdadeira Europa dos povos.

Fonte: NSMB
Tradução do Diário Liberdade, rectificado
carnaval, carnaval... venha de lá mais uma manifestação... e quem sabe, umas grevezitas? uhmm... boa ideia? sim? boa! mais um dia em que terei de pedir a alguém que leve ao trabalho. eu sei que não fica bonito dizer mas, eu sou contra as greves. não levam a lugar nenhum. nunca levou...

já, repetir islãndia... ah, não... dá trabalho.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

{yes, i know i´m a bitch and i don't like it but...}

@

tenho para mim que a grande maioria dos benfiquistas vivem mais para as derrotas do fcp do que para as vitórias do tal do glorioso... estranho, muito estranho... não? 

red people: GET A LIFE!

[cambada de tristes]


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

{pronto...}

 
a inscrição já está feita, a primeira consulta será na sexta e começo na terça. reforço muscular, escolheu a pt, por mim. nada de yôga ou pilates, precisa, isso sim, de reforço muscular. então, está bem. seja... se ajudar a melhorar, eu alinho no reforço muscular. e também ajudará a nivel mental. disse-me ela, não se preocupe: dois ou três treinos e perceberá melhorias a todos os níveis. fixinho, pensei eu. sim... porque a vergonha que eu tinha acabado de passar...

[de manhã, tirei 5 notas. cem euros, contei. à tarde, no ginásio: são 64, 95. entreguei 4 notas(80 euros) e esperei o troco. mas, só estão aqui 40 euros. não, disse-lhe. estão oitenta. dez, vinte, trinta e quarenta. mas... e fiquei ali, a olhar para as notas.  só longos minutos depois, é que me apercebi que estávamos a falar de notas de dez e não de vinte. pois. a coisa está assim. tal qual...]





sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

{mandala para o touro*}



para touro uma mandala em tons de verde, ocre, marrom e dourado. touro é a abundância, a riqueza que a terra produz. o verde tem uma forte afinidade com a natureza e nos conecta com ela. é a cor que procuramos instintivamente quando estamos deprimidos, cria um sentimento de conforto e relaxamento, de calma e paz interior, que nos faz sentir equilibrados interiormente. os tons de ocre e marrom são a cor da Mãe Terra, nos trazem a sensação de estabilidade, afastam a insegurança. combinado com o dourado, que equilibra a mente e está associado à abundância. palavras-chave: praticidade, preservação, produtividade, conforto. 

*esta e todas as outras mandalas
[para cada signo] 
obrigatório espreitar!!!!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

{e é assim...}

...sempre que decido mudar alguma coisa, na minha vida, a espondilite resolve lembrar-me que eu posso ter vencido a maioria das batalhas mas, a guerra ainda só está no começo.

#%&#$

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

{adietar: cria a tua vida...}


...está nas tuas mãos. 

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

{seriously???}

o custo foi minúsculo e para os incrédulos sugiro que comparem despesas de remodelação dos gabinetes dos dois secretários de estado. optei sempre pelo low cost, mas nunca pela incultura.
ex-secretário de estado da justiça 
josé magalhães

estamos a falar de uma despesa total superior a 62 mil euros por decoração. estou-me nas tintas que a dita seja maçónica ou gótica ou vintage. o que me está a fazer comichão são os 62 mil euros, para os quais eu contribuí, para pagar uns sofás, um espelho e mais meia dúzia de tretas para "ampliar uma salinha minúscula".

insistem em brincar connosco. são iguais áquele gorila que gostava de colocar a mão no rabo, enchê-la de caca[vês, mãe? já não escrevo palavras feias! contente?] e atirar a dita, à cara de quem olhava para ele. 

era enfiar um fuzil pelo buraco de onde sai a caca destes senhores e pum. é só o que me passa pela cabeça, quando ouço barbaridades como, ai e tal "custo foi minúsculo". a sério. estou a passar-me. 

é o idiota da madeira que gasta 80 milhões em fogo-de-artifício na viragem do ano e obriga os desgraçados dos madeirences a pagar a totalidade dos medicamentos[80 milhões é a dívida que ele tem com as farmacêuticas]; são os salários obscenos dos amigos do governo... agora, o querido que resolveu mudar o escritório à nossa pala.

palhaçada.

domingo, 15 de janeiro de 2012

{lá, onde pequenos pássaros azuis voam...}


somewhere, over the rainbow, way up high 
there's a land that I heard of once in a lullaby 
somewhere, over the rainbow, skies are blue 
and the dreams that you dare to dream really do come true 

someday i'll wish upon a star 
and wake up where the clouds are far behind me 
where troubles melt like lemon drops 
away above the chimney tops 
that's where you'll find me 

somewhere over the rainbow, bluebirds fly 
birds fly over the rainbow 
why then, oh why can't i? 
if happy little bluebirds fly beyond the rainbow 
why, oh why, can't i?

[...estaremos sempre juntas
bons sonhos, mana linda... ]

sábado, 14 de janeiro de 2012

{winter...}


get with the program!!!

[os dias têm estado lindos... 
mas, uma chuvinha
  já faz falta...]

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

{parascavedecatriafobia}

sempre gostei deste dia.

não entendo como existem pessoas com tanto medo deste dia, ao ponto de terem inventado uma fobia para o dito. para mim, sempre foi um excelente dia. o preferido para dar inicio a algo importante...

sinceramente, esta sexta-feira 13, veio mesmo na hora certa. encontro-me em frente a uma encruzilhada e, apesar de saber que caminho deveria seguir, sinto-me presa ao chão.

não tenho parascavedecatriafobia. a minha fobia é outra. sendo do signo touro, não me agrada este sentimento de insegurança que vem com a mudança.

tenho, sempre, os pés bem assentes na terra. quando tomo uma decisão, faço-o de modo a que essa decisão sirva as minhas necessidades de uma forma tangível. e, assim que me decido por algo, dificilmente, conseguem fazer persuadir-me a alterar seja o que for, nessa minha decisão. contudo, não me adapto muito bem à mudança... preciso de tempo para digerir uma nova realidade.  

o assunto foi pensado, a decisão foi tomada... falta dar o primeiro passo.

[sou teimosa, não gosto ser empurrada ou forçada a fazer seja o que for. por isso, não vale a pena sequer tentar mudar aquilo que eu já mudei. é assim porque eu, assim, decidi. estou a demorar  para dar o meu primeiro passo, é uma verdade. mas, só por uma razão: não estou sozinha e, a minha decisão, afecta terceiros. só por isso. e, apesar de poder contar com o apoio destes terceiros, sinto medo. a minha decisão foi a melhor possível-não só para mim, mas também para a minha família. contudo, a possibilidade de prejudicar alguém, deixa-me mesmo muito apreensiva]

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

{a paz...}


...que, hoje, preciso sentir...

[preciso... mesmo... 
grata, marcelo]

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

{e pronto...}

...era só isso.

domingo, 8 de janeiro de 2012

{analgesia}

"embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim" 

Chico Xavier

ultimamente, não faço outra coisa, senão recomeçar...
um dia, eu acerto o passo.

[não será hoje. hoje, vou tentar descansar. sinto-me exausta e dói-me mesmo muito o corpo todo. amanhã... sim, amanhã estarei de volta à estrada e a tudo o resto.]

sábado, 7 de janeiro de 2012

{adietar*: sem acção não há movimento...}

...e vice-versa.

crise. crise. crise... só se fala na tal da crise. e do horror de ano que começa. e como vai ser difícil[quase impossível] sobreviver a tamanha crise. televisão, rádio, jornais e revistas. aqui e ali, nas paragens de autocarro à fila das padarias. crise.

ainda não ouvi, contudo, falar sobre como superar[ou, pelo menos, tentar superar] a crise. será que é assim tão estranho pensar que há algo mais para lá da dita? 

sei que existem muitas pessoas a passar por muitas dificuldades. conheço pessoas que pouco têm para dar aos filhos... muitas, chegam a passar mal, só para que não falte comida na mesa. estas pessoas, porém, nunca baixaram os braços. também nunca os vi passarem o dia à porta da segurança social ou em casa a lamentarem-se de como a vida pode ser injusta.

tenho um casal amigo que, simplesmente, foi à luta. biscates para ele, limpezas para ela. ambos licenciados, ambos oriundos de famílias abastadas. se é justo? não. não é, certamente. não é justo não terem tido comida para dar aos filhos tal como não é justo terem chegado a passar mal. já a história dos biscates e das limpezas... sempre disseram que eram trabalhos como qualquer outro. não estavam na sua área de estudos? e, então? mais tarde, criaram uma espécie de "empresa familiar" e não têm tido mãos a medir. se estão felizes? sim, sem dúvida. ela é professora e ele é advogado.

não quero dizer que não se deva ir à segurança social, mais que não seja, para se inscrever no centro de emprego[se bem que... emprego??? falo por experiência própria: é raríssimo alguém conseguir um emprego por aqueles lados]. mas, sinceramente, passar os dias lá enfiado... à espera de um milagre?

eu acredito em milagres, sim. acredito, também, que temos de fazer por eles. o milagre começa em nós, dentro de nós. a vida muda se tu mudares... fácil falar? claro. colocar em prática é bastante mais difícil, porém, não é impossivel.

eu já estive muito bem, numa empresa espanhola com um salário bastante simpático. eu já estive muito mal devido a uma doença que me levou ao fundo. agora, estou muito bem, novamente. tirando o[enorme] apoio moral da família e dos amigos[pelo qual me sinto muito grata], tudo o que tenho conseguido, tem sido pelas minhas próprias mãos. e isso, é o meu orgulho. sim, um pouco de orgulho, não faz mal a ninguém! muito pelo contrário... melhora a nossa auto-estima :) se estou na minha área de estudos? não. porque não quero. porque descobri que existe muito mais para lá da minha área de estudos...

as pessoas que não estão a trabalhar na sua área de estudos, devem procurar outro emprego? sim. certamente. não obstante, se estão a trabalhar, devem sentir-se gratas por isso... há milhões de portugueses sem trabalho; quanto às pessoas que não estão a trabalhar e que procuram emprego somente na sua área de estudos: get real!!! agarrem-se ao que puderem e continuem a procurar, sim... mas, primeiro, agarrem-se ao que puderem!

conheço pessoas que estão desempregadas ad eternum porque este trabalho isto, porque não andei cinco anos a estudar para fazer aquilo, porque não é o emprego de sonho...

se o meu emprego é de sonho? eu adoro trabalhar onde estou. mas... fazer quase doze horas por dia, cinco dias por semana, trabalho pesado e poucos são os dias em que tenho tempo para almoçar... adoro o meu trabalho, mas se me propuserem ir para itália aprender a fazer pasta... posso ir já ontem???

ainda há aquelas pessoas que não, não conseguem arranjar trabalho. de todo. e que tal fazerem como o meu casal amigo? há uma miríade de coisas úteis que podemos fazer e que há alguém que precisa e não sabe fazer ou, simplesmente, não quer fazer.

conheço uma senhora que vai a casa dos clientes, preparar o pequeno-almoço. estranho? eu também acho... mas, se existem pessoas que gostam disto, porque não lhes oferecer isto? hoje, não só trabalha ela, como o marido e ainda emprega mais uma senhora.

conheço uma outra senhora que, juntamente como a filha, faz rissóis. muuuiiito bons...

eu podia continuar com exemplos... idosos, crianças, animais, comida, jardinagem, roupa[eu detesto passar roupa e sei de muita gente que nutre o mesmo desprezo pelo ferro-de-engomar], costura...

gritam, para aí, aos sete ventos, que este ano vai ser mau.

eu quero acreditar que não. que este ano não irá ser um horror, que não será difícil[quase impossível] sobreviver.

palavra-chave: atreve-te...

sem acção, não há movimento... 
e vice-versa.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

{agora, vou dormir...}

...sábado será o primeiro dia de mais uma nova caminhada. 
e vai ser bom. 
muito bom :)


[boa noite, sonhos lindos para todos... 
o meu sonho, começa amanhã bem cedo, 
de olhos bem abertos]

{seriously???}



maçonaria recruta no parlamento "homens de bons costumes"
sic notícias, sobre a maçonaria, governo e tretas afins

 
vamos lá ver se nos entendemos: ou são homens de bons costumes... ou são parlamentares. não podem ser as duas coisas. não podem, de todo. é incompatível. tipo água e azeite. não se misturam. nop. emendem lá isso, faz favor.

[se assim é, se é mesmo verdade que a maçonaria recruta no parlamento... uhm... só podem ser parvos. é que só pode. bem, que eles são estranhos, são. estranhos e parvos... seria muito má onda. ou então, devem andar a ver mal. deve ser isso. pois deve. é isso...]

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

{auto-retrato}


sou assim
duas de mim
às vezes três
quatro... cinco... seis
sou uma por mês
me diversifico
tem horas que grito
vivo num conflito
mostro ao mundo minha dor
outras horas, só sei falar de amor
a mais romântica
melodramática
estática
chorosa e nervosa
carente e decadente
vingativa e inconseqüente
aí quando menos me percebo
me transformo em mulher cheia de medo 
cheia de reservas
coberta de sutilezas
séria e sem defesa
no minuto seguinte
no papel de mulher fatal
viro logo a tal
aí sou dona do mundo
segura e destemida
altiva e atrevida
rasgo meus segredos ao meio
  eexponho num roteiro
de poesia ou texto
agrido, inflamo
conto o que ninguém tem coragem de contar
explico detalhes que é bom nem lembrar
sou assim
várias de mim
sorriso por fora
angústia toda hora
por dentro um tormento
no rosto nenhum sofrimento
no corpo uma explosão de prazer
nos olhos, meu desejo deixo perceber
melhor nem me conhecer
fique com minhas letras
com as minhas palavras
na vida real sou bem mais complicada
sou mil
  e quem tentou, descobriu
que viver ao meu lado
é viver dentro de um campo minado
prestes a explodir
mas quem esteve nele
nunca quis fugir...
Silvana Duboc

domingo, 1 de janeiro de 2012

{a todos os meus amigos...}


um beijinho :)

[this is gonna be a good year!]

sábado, 31 de dezembro de 2011

{everyone!!!}


sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

{úlimos dias...}


{adietar*: atreve-te...}


quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

{todo sentimento precisa de um passado...}


...para existir. o amor não: ele cria como por um encanto, um passado que nos cerca. ele dá-nos a consciência de termos vivido anos a fio, com alguém que há pouco era quase um estranho. ele supre a falta de lembranças por uma espécie de mágica... 

Benjamim Constant

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

{balanço}


segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

{princesas, sapos e monstros, up, toy story...}








 [sou sou eu... 
ou mais alguém
chora desalmadamente
enquanto assiste a estes filmes?]







manda a tradição passar os dois dias de natal reunida com a família, a cozinhar, a comer[muitas] coisinhas boas e a assistir a uma catrefada de filmes da disney e da disney pixar.

ontem, foi o descalabro. chorei, chorei e continuei a chorar. hoje acordei com olhos inchados como bolas...

domingo, 25 de dezembro de 2011

{já nasceu o deus menino...}




[feliz natal a todos...]

sábado, 24 de dezembro de 2011

{hoje, no calendário, diz que é véspera de natal}



com ou sem luzes, o natal está aí e não há como não se sentir contagiada pelo calor e pela[verdadeira] luz que guardamos no nosso coração, desde a nossa infância. porque o natal é isso. calor. luz. infância. 

quiséramos de verdade e o natal seria todos os dias. porque sim, poderia ser. deveria ser. hoje, ontem, amanhã... que diferênça faz o dia? se o nosso coração guarda esse calor, essa luz... porque não sentir, tudo isso, todos os dias?

contudo, a vertigem dos nossos dias aliada a esta falta de tempo que nos enlouquece, faz com que assim seja... que o natal sejam só dois dias... 

o natal está aí... e eu adoraria passar estes dois dias a visitar-vos, amigos meus que estão sempre desse lado, a escutar as lamúrias que se escrevem deste lado. hoje, vou para casa dos meus pais e estarei todo o dia na cozinha. nos entretantos, irei espreitar-vos... 

até lá... fica, aqui, um beijinho de boas festas... um beijinho com tudo aquilo que o natal significa: calor, luz... e tudo mais que possamos ter no nosso coração.

feliz natal...

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

{yes, i know i´m a bitch and i don't like it but...}


não me cheira a Natal... talvez devido às luzes[ou melhor, a falta delas]. está tão escuro. dizem que o natal é quando queremos. acho que vou adiar o meu...


[parece que só para os lados da madeira
é que não chegou essa treta da crise... 
ou isso, ou chegou.
mas quem vai pagar a conta
são esses mauzões do continente,
filhos da mãe, pá!
que tanto mal fazem,
ao povo madeirense]

{uhmm... será?}


quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

{5HTP}

já foi todinha...

[ah, bendita seja a depressão]

{happy winter...}

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

{indulge the sweet tooth}

só me faltava a depressão... 
 
[é que quando estou assim, 
só me dá para o disparate...
tipo, um bolo igual ao de cima.
mas inteiro]

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

{seriously???}

 o pcp expressou esta segunda-feira, através de uma nota à imprensa, as suas condolências ao povo norte-coreano e à direcção do partido dos trabalhadores da coreia pelo falecimento do seu dirigente máximo kim jong-il.


correio da manhã

já eu... expresso as minha condolências a todas as crianças norte-coreanas que morreram ou estão a morrer de fome e doença por causa de kim jong-il.


[eu compreendo que o povo coreano chore tão dramaticamente a morte do seu lider, afinal, todos passaram pela derradeira lavagem cerebral desde o dia de nascimento. pcp: qual é a vossa desculpa???]

{and...}









...shorter weeks too!!!

domingo, 18 de dezembro de 2011

{happy days}

[creme de batata-doce com rúcula]

sábado, 17 de dezembro de 2011

{luna, joão, tata & chicas}

luna: gata curiosa, destemida e alucinada como a humana que a criou[eu]. tem um particular gosto por atirar tudo para o chão, principalmente, quando esse tudo parte. preguiçosa, dorme dia e noite. quando está acordada, só faz disparates e exige toda atenção para ela: mia, mia e mia até conseguir o que quer. adora manteiga, frango assado e batatas pala-pala.

joão: cão medroso mas com a mania que é muito mau, ataca tudo e todos mas, se ouve alguma coisa cair, foge desalmado com as orelhas baixas e rabo entre as pernas. o passatempo favorito é estar sentado no sofá a ver csi miami[miami, não outro qualquer]. adora comer babata crua, cenouras e talos de couve. ciumento e pegajoso. quando estamos com ele, passa o tempo todo a lamber-nos e a catar pulgas na nossa cabeça.

tata: espécie de tartaruga ninja com tendências suicídas que, se não a tiram do aquário, atira-se para o chão. gosta de dormir debaixo do sofá e de passear pela casa. muito mau feitio com tiques de cobra capelo[emitindo uma espécie de silvo sempre que alguém se aproxima dela]. só come uma espécie de camarões... a mais cara, claro.

chicas: duas irmãs gêmeas. adoram dormir de dia e fazer raves all night long... comem como se não houvesse amanhã.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

{os dias podem estar a ficar mais curtos... }

...mas as onze horas continuam a custar a passar.


[ando mesmo rota... preciso de férias.
ou que me passe esta gripe. 
dói-me a garganta, os ouvidos, as costas... 
estou que nem posso :(
arghhhh!!!]

domingo, 11 de dezembro de 2011

{happy days}


[coq au vin]

sábado, 10 de dezembro de 2011

{repost}


há muitas formas de fazer uma viagem. eu já caminhei muito mas também já andei de avião. viajar em primeira classe é diferente...

hoje, uma antiga companheira de viagem perguntou-me porque é que voltei à estrada, aos ténis. afinal [segundo ela], eu tinha tudo para voltar às viagens em primeira classe. fiquei a olhar para ela, por uns minutos...

voltar à primeira classe significa voltar ao poder, voltar ao jogo, à competição. eu gosto de competição: competir ajuda a crescer. mas... o mundo está tão diferente. a competição tornou-se suja. as pessoas, corrompidas pela sede de poder, não se importam de pisar e humilhar quem quer que seja para conseguirem alcançar os seus objectivos. 
 
faz parte do jogo...
e eu não sei jogar.
[eu não quero jogar]

então, eu olhei para essa minha antiga companheira de viagem e disse-lhe que existem muitas maneiras de viajar. uns viajam em primeira classe, outros caminham. e assim está bem... nem todas as pessoas precisam de viajar de avião. há pessoas que caminham e gostam de o fazer. eu gosto.
ela não compreendeu. também não me esforcei muito para lhe explicar. há pessoas [principalmente, as que já viajaram em primeira classe] que acreditam que voltar a caminhar significa fracasso.

[how sad is it...]

a vida deu-me a hipótese de escolher: avião... ou ténis. eu escolhi os ténis. e estou feliz por isso. quem não compreender... uppss... paciência. as pessoas que são importantes para mim, os meus amigos e a minha família [a que importa, a que está e sempre esteve ao meu lado] entenderam a minha decisão. e isso para mim chega.

os outros... são os outros.

[tão longe de mim... os outros... felizmente, tão longe]

post recuperado porque os jantares de natal dão nisto... perguntas desnecessárias, comentários idiotas, atitudes tristes e olhares pedantes. ser empregada doméstica por opção significa fracasso. está bem. se querem mesmo pensar assim... já eu, adoro brincar com os meus meninos, arrumar e organizar armários é uma das minhas actividades favoritas, deliro por limpezas "a fundo" munida de cif e escova de dentes para esfregar tudo bem esfregado e gosto mesmo é de enfrentar um fogão. divirto-me com o que faço, dá-me prazer, faz-me feliz... e antes isso, ah... antes isso.

{seriously???}

para pequenos países como portugal e espanha, pagar a dívida é uma ideia de criança. as dívidas dos estados são por definição eternas. as dívidas gerem-se. foi assim que eu estudei.

josé sócrates

sócrates disse o que fez e pretendia continuar a fazer.
será por isso que portugal está na merda*?

[*sorry, mommy...]

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

{a pedido de várias famílias II...}


































...esta e outras receitas aqui.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

{and i´m feeling.... }

...like shit.