sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

{fotografia com histórias dentro}

jardim zoológico... há muitos[mesmo muitos, tantos] anos atrás. eu, os meus avós paternos e o meu priminho. estava afastada do grupo porque era uma espécie de menina rebelde que gostava de mostrar como era independente.

saudade.
da menina.
do priminho.
dos avós que continuam comigo mas numa outra dimensão,
sem espaço ou tempo...

[o elefante que se vê, lá ao fundo, é o joe. há dois anos atrás, foi meu vizinho. tem uma vida bastante mais calma. já não precisa de trabalhar para ganhar o seu sustento. o sino já não se ouve... mas, ainda bem. pelo menos, ali, sabemos que o homem progrediu o suficiente para perceber que o elefante africano não nasceu para tocar sinos em troca de moedas. agora, é somente um orgulhoso pai de família. como tem que ser]

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

{multimedia message service}



sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

{caleidoscópio}

@
já mudei de casa muitas vezes. muitas vezes mesmo.

os amigos mais recentes não acreditam; os de sempre já não dão muita importância ao facto - habituaram-se a este espírito nómada, de quem não aceita ficar refém de paredes, num espaço que já nada me diz, ou num bairro que já me contou todas as histórias.

acredito que 'mudar' é uma atitude tão coerente quanto 'não mudar' - há os que não mudam e vivem sem que nada perturbe a tranquila passagem do tempo. e as tais paredes vão ganhando 'personalidade'; cada canto, cada móvel, cada objecto, dia após dia, vai acumulando bocadinhos das nossas vivências. muda-los (mudar) implica largar esse 'timeline existencial' e abanar aquilo que muitas vezes já se transformou em comodismo.

quantas vezes podíamos ter seguido outro caminho e não o fizemos com medo de perder algo importante - e mais vale um pássaro na mão... quantas outras vezes negámos o nosso primeiro instinto que nos diz: 'faz!', porque a voz do nosso receio nos avisa: 'vai correr mal!' - e quem te avisa...

e o que nos leva a desistir de coisas que nos fazem sentir-nos bem porque achamos 'que não há sol que sempre dure...' e, por isso, é melhor ir já para dentro...

é curiosa a forma como usamos os nossos provérbios e acreditamos que resumem e traduzem muita da chamada 'sabedoria popular' - eu penso que reflectem a zona de conforto onde muitos preferem viver. porque, de facto, mudar dá uma trabalheira... é tão mais simples ficar quieto.

Fernanda Freitas
[mas eu não gosto de ficar quieta... e o caminho assim o exige]

pronto, e é isto...

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

{sorri enquanto caminhas}


eu acredito que tudo o fazemos tem uma consequência na nossa vida, que tudo que dás, um dia receberás de volta. então, se sorrires para a vida... só poderás esperar que a vida te sorria.

e, assim, estarás pronto para a grande caminhada que é a vida.

hoje, acordei, e sorri... as dores estão mais calmas... amanhã é um dia especial e eu tenho que estar pronta.

[agradeço todas as mensagens de carinho de todos os caminhantes que passaram por aqui. nós temos o poder de mudar as nossas vidas... mas sem os amigos, as forças falham e tudo se torna bem mais difícil. o vosso apoio ajudou-me, novamente, a levantar. obrigada...]

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

{untitled}


a médica disse-me[seca] que não. muito pelo contrário. toda a coluna vertebral, as grandes e até as pequenas articulações estão comprometidas. mas no ipr disseram-me que só tinha inflamação nas sacro-ilícas e na l4... não está a ver a cintigrafia? toda a coluna, as mãos, os pés, os joelhos e os ombros. e o que me preocupa é que isto foi em 2006... quero ver como está a sua coluna, agora.

radiografias feitas. a sua coluna está muito melhor do que eu esperava apesar da rectificação da coluna[quê???] e da fusão da sacro-ilíaca direita.

depois de pressionar vários pontos por todo o corpo[com direito a morder os lábios para não desatar à bofetada à médica] e prescrita a terapêutica a fazer, casa[não antes de deixar a módica quantia de quarenta euros na farmácia, claro...]. e depois, cama. estou a enlouquecer. desde segunda[há uma semana] que as dores estão para lá do suportável...

esta crise começou em dezembro. a esperânça que se tratasse de um "halloween atrasado", desvaneceu-se... assim. pufff... a espondilite atacou em força. há mais de dois anos que não tinha uma crise destas. tive algumas, é certo. mas nada comparado. só me apetece dar murros na parece ou arrancar as unhas...

mas isto passa. vai passar. tem que passar.

se alguma dúvida sobre a dieta pobre em polissacarídeos persistisse, no sábado, tudo ficou provado. pelo que a médica me disse, segundo os exames de 2006, eu deveria estar muito pior do que estou, hoje. é verdade que estou a passar por uma exacerbação da doença mas, felizmente, a doença parece não ter evoluído tão negativamente como a médica receava.

[aqui a burra não tinha nada que voltar à alimentação normal. aqui a burra, que nem consegue mexer o pescoço, não deveria ter deixado a dieta. mas a boa da gula... agora, olha: dá murros na parede e vê se aprendes a dizer não à tarte de limão merengada da casinha do pão! burra, não. estúpida. que dói]