sexta-feira, 30 de setembro de 2011

{repost}

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adoro estudar: uma verdadeira marrona. desde menina que sou assim. nas férias grandes, levava sempre duas malas para trás-os-montes [onde passava todo o mês de agosto]: uma mala com roupa, a outra com os livros da escola. quando chegava às aulas, já tinha as lições quase todas estudadas e os exercícios quase todos resolvidos. e era assim com todas as matérias.


[bem, a minha relação com a matemática não era famosa: tinha um ódio de estimação pelos números porque o meu pai decidiu que eu tinha que ser como ele e, sempre que estava comigo, obrigava-me a recitar a tabuada (sempre salteada), a resolver problemas, adições, subtrações, multiplicações, divisões... uma verdadeira tortura. entretanto, vi-me obrigada a colocar o ódio à matemática de lado devido ao meu curso. e, confesso, que fiquei fã da dita]


uma das minhas matérias preferidas era a história de portugal. eu conseguia estar horas seguidas a ouvir aquelas histórias sobre as mulheres e os homens que tornaram o nosso país, a "cabeça" da europa. eu tinha um orgulho em ser portuguesa... descobrimos terras, enfrentámos medos, abrimos caminhos... sim, portugal era um povo nobre com heróis em terra e no mar... uma nação valente e imortal.
[imortal, não. o rei está morto]


da cabeça passámos para a cauda. o país tornou-se pequeno, ridiculamente, pequeno. os ricos [cada vez mais ricos] sufocam os pobres [cada vez mais pobres]; a violência junta-se à criminalidade e de mãos juntas com a impunidade, tomam conta da sociedade; o desemprego traz ainda mais fome para as mesas dos portugueses cada vez mais desesperados, mais desanimados... mais deprimidos; desactivam-se caminhos de ferro, as escolas fecham, as aldeias ficam desertas... a agricultura morre. o que não morre, o português [perdido, louco...] mata com um fósforo ou um isqueiro.


a cauda da europa...

e a culpa é nossa. porque o permitimos. todos, de uma maneira ou de outra, contribuímos para esta queda abismal: passámos de nação conhecida [temida por uns e admirada por outros] para um pedaço de terra que ninguém conhece. ou até conhece, porque somos parte integrante dos pigs .


estamos a cair a pique e nada nem ninguém parece conseguir amortizar a queda.


[o rei está morto. viva o rei. viva portugal]

post recuperado porque este país vai de mal a pior... muito pior... e ainda há pessoas - muitas - que defendem personagens como joão jardim e isaltino! serão estas - muitas - pessoas: estúpidas, burras ou, somente, ignorantes? parece-me que são uma amálgama disto tudo.

o povo -  antes, nobre - está podre. como uma maçã. caida no chão. quase desfeita... a feder...

domingo, 25 de setembro de 2011

{happy days}


[frango cremoso com leite de coco e caril]

sábado, 24 de setembro de 2011

{adietar*: quando o sonho fica para trás...}


o meu sonho era ser bailarina. desde menina. não eram o tutu de cor branca ou as sapatilhas de meia ponta que apelavam aos meus sentidos. ser leve como uma pluma, desafiar a gravidade e dançar com o vento, sem imposições do meu corpo. desmaterializar-me. transformar-me numa entidade etérea, volátil.

trabalho constante. auto-controle. persistência. disciplina. [eterna]busca do prefeccionismo. coragem. determinação. técnica. precisão. equilíbrio. flexibilidade. liberdade. sensibilidade. suavidade. subtileza. sublimação.

comunicar-me através do meu corpo, exprimir os meus sentimentos com os braços e as mãos e, em cada movimento, sentir o toque da minha alma, na tua alma.
sim... eu queria ser bailarina

eu queria ser bailarina. mas a vida desviou-me do meu caminho. e, no lugar das sapatilhas de meia ponta, nos meus pés, uns sapatos rasos. com palmilhas especiais para atenuar a caminhada.

[numa aula de anatomia, lembro-me do professor dizer que os pés das bailarinas são os pés mais feios, completamente, deformados. os meus pés, que não são de bailarina, estão também deformados. e há dor, em cada passo que dou... todas as articulações do meu corpo estão afectadas e a flexibilidade é algo que eu deixei de ter há algum tempo. sim... eu queria ser bailarina. mas, não sou bailarina e jamais poderei vir a ser]

a flexibilidade deu lugar à rigidez muscular. e esta rigidez deu lugar ao medo. o medo de voar. o medo de querer ser feliz.

e, quando o sonho fica para trás...

ontem, acordei triste. na noite anterior, tinha assitido a uma entrevista feita à primeira bailarina do new york city ballet, jenifer ringer. as suas palavras tocaram o mais íntimo do meu ser. uma lágrima deslizou, desliguei a televisão, apaguei a luz... e tentei esquecer. mas, não esqueci[mais uma noite de sono pertubado\perturbante...desta vez, não foi a dor física, mas uma outra dor para a qual não há analgésicos ou anti-inflamatórios susceptíveis de ajudar a apaziguar essa mágoa, esse pesar].

ontem, estava assim. hoje, foi um novo dia, porém. apesar de só me apetecer ficar dentro dos meus lençóis, vesti-me e, contra a minha vontade, saí. fui ter com as manas e andamos por aí. ao sabor do vento, sem rumo. só por andar. elas não estavam melhor do que eu. e, desabafo aqui, desabafo ali, chegamos lá. 

[esta dieta tem destas coisas. quando a comecei, estava longe de pensar que teria tanto trabalho pela frente. que tantas gavetas iria abrir, que tantas feridas teria de tratar. não obstante, sinto-me grata por ter tido a coragem de enveredar por este caminho. do auto-conhecimento. acredito, cada vez mais, que sim... há que abrir as gavetas, tirar os lençóis velhos que tapam as memórias e sacudi-los para tirar esse pó que nos tolda a visão]

quando o sonho fica para trás...  resta-nos, somente, procurar, procurar... até encontrar um novo sonho. 

e correr atrás...

obrigada, manas, pela ajuda :)

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

{autumn has fall}

[@]

domingo, 18 de setembro de 2011

{happy days}

[risoto de camarão]

{paradoxum Leucochloridium*}

parece que o tão afamado fenómeno que, há poucas semanas atrás, se sentia incomodado com a fama e com o sucesso inesperado, está de volta aos nossos ecrãs.

[puto, a ti, não é só o medo que não te assiste: a inteligência, o bom-senso e a coerência também não. nada mesmo. a tua cabeçinha está assim... vazia, vazia... e, como se não chegasse a figurinha miserável que fizeste no tal famoso video, agora temos que levar contigo na televisão. o pior: não levas jeitinho nenhum para a coisa. um perfeito bimbo pãozinho de forma e sem sal]

espertinhos, espertinhos. esses. os gatos. souberam aproveitar este fenómeno e tirar proveito dele. sim. sim... espertinhos. porque, de momento, portugal está, assim, paradito: não acontece nada. bem, há a crise... mas da crise não se pode nem deve falar. não é bom para o negócio. e há que vender. nada melhor que um cromo para desviar a atenção dos portugueses e ainda conseguir receitinhas.

esperitinhos. os gatos.

porque aos portugueses só interessam os tais três "F": futebol, fátima e a foleirice [não, não é o fado... esse, já só interessa a meia dúzia de depressivos que insistem em chorar cantando(ou em cantar chorando) as penas que trazem no peito para, assim, se sentirem ainda mais miseráveis... os coitadinhos...].

ora, como o fcp tem estado sossegadinho e não tem dado razões para o vieirinha vir lamentar-se do bicho papão que o impede de viver a vidinha que merece; como o papa não virá cá tão cedo... resta-nos distrair os portugueses com o que de mais reles existe no momento. e venha o hélio!

espertos, os gatos.
tal como o paradoxum Leucochloridium*.

[*o leucochloridium paradoxum é um verme parasita que usa o caracol como hospedeiro intermediário, infectando os tentáculos dos seus olhos. esta infecção não só afecta a percepção da intensidade de luz, como a forma dos tentáculos, que ficam com cores brilhantes e pulsantes. além disso, como o verme tem o controle da mente do animal, decide por ele, conduzindo-o para áreas onde é mais susceptível de ser visto por predadores, como os pássaros. o parasita retorna ao corpo de outro hospedeiro, através das fezes do passáro que o caracol come por engano]

sábado, 17 de setembro de 2011

{estou a tratar do jantar e, por instantes...}

...olho pela janela.  

ele está a lavar a grelha do fogão...

a GRELHA do fogão!!!


[pronto. era só isto.]

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

{apesar de ter tido a recém-nascida comigo...}

...e ter a casa toda a precisar de uma limpeza profunda...
...apesar de ter andado numa correria o dia todo...
...para conseguir terminar a tempo...
  ...senti-me assim...
...calminha, calminha..
...totalmente zen...

[o pequenino foi para ao infantário 
e a mais crescida começou as aulas...
abençoado seja, o regresso às aulas]

domingo, 11 de setembro de 2011

{das férias com os miúdos...}

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

{i dont want to say goodbye for the summer...}