quarta-feira, 30 de novembro de 2011

{seriously???}


mas as abóboras que eu tenho na minha quinta são deste tamanho...

cavaco silva, "agricultor" 
@ sic notícias

UAUUUUHHHH!!!!!


e fazer de conta que fazes alguma coisa que justifique o teu salário como presidente da república, não??? ah, pois... já estás a fazer de conta. pá, desculpa lá... my bad.

[palhaçada]

domingo, 27 de novembro de 2011

{happy days}


[peito de peru recheado com castanhas e alperces secos]

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

{yay me!}


não... não escalei nenhuma montanha. contudo, para mim, foi como se o tivesse feito. porque, um dia, disseram-me que não o faria mais, não iria ser possivel fazê-lo. e eu acreditei. felizmente, por pouco tempo. 

acreditar. ter fé. dar o primeiro passo... 

esta tem sido a minha luta, a minha caminhada, a minha razão de viver, de ser. e, quando se consegue concluir com sucesso algo que, supostamente, seria impossível, olhamos para trás e percebemos que sim. tudo é possível. basta querer.

acreditar. ter fé. dar o primeiro passo... 

pode não ter sido lá grande feito, visto de fora, pelos olhos do comum. para mim, foi. uma verdadeira escalada ao monte everest. por várias vezes, pensei não conseguir. por várias vezes, pensei em desistir. ontem,o desespero foi tal que "morrer" foi uma das hipóteses. uma hipótese estúpida, bem sei... mas o cansaço era desmesuradamente grande. 

hoje, tudo dói. a cabeça, ossos, articulações, músculos. não obstante, o sorriso. sim, escrevo com um sorriso. de vitória pessoal. mais um obstáculo ultrapassado. sem ajudas, só eu comigo mesma.

dormi até às dez e fiquei na cama até às dez e meia[coisa que eu nunca fiz porque gosto de acordar cedo, independentemente, do dia]. depois, fui para o sofá ver televisão. agora, apeteceu-me escrever. para que fique aqui registado, para memória futura, que eu consegui.

foram dezanove dias sem interrupção, numa média de doze horas por dia. nada mau para uma espondilítica que viveu seis anos com a ajuda de canadianas e outros três, numa cama[com dores que íam muito para além da resistência] com um prognóstico mais negro que a própria dor...

so... yay me!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

{repost}

a liberdade dos [muitos] portugueses...


irem para a cama de barriga vazia

a liberdade dos [poucos, mas significativos] portugueses...


ostentarem os seus largos milhões [grande parte roubada ao povo magro]



lembram-se onde estavam no 25 de abril?


eu tinha onze meses e estava ao colo da minha mãe. à minha mãe, estava uma g3 apontada. queriam a chave do andar que estava desocupado. e a minha mãe deu. as pessoas que o fizeram, só não vivem lá hoje porque, cerca de vinte anos depois, venderam essa mesma casa para comprarem uma outra, não sei onde.
[penso que foi neste dia que nasceu a impunidade pornográfica que se vive hoje...]

vivi só onze meses sob ditadura, por isso, pouco sei... somente, o que me ensinaram na escola, o que a minha mãe me contava [e ainda conta].

sei que éramos um povo pobre, com fome... mas tínhamos os cofres do estado cheios de barras de ouro.

{hoje, somos um povo pobre, com fome... e uma dívida externa que nos está a deixar muito perto da falência, da bancarrota}

sei que vivíamos sob o terror da polícia.

{hoje, vivemos - juntos com a polícia - aterrorizados, porque isto, isto ou isto e tantas outras coisas mais, acontecem sob um manto de impunidade e tolerância que excede tudo quanto é imaginável}

sei que o tal ditador, que origina tanto ódio, usou o mesmo par de sapatos durante anos e só viajou uma vez de avião, às custas do estado.

{hoje, pagamos almoços, jantares, visitas de estado, carros, motoristas e até viagens de fim-de-semana a deputados}

há quem defenda, com unhas e dentes, esta liberdade podre que se vive em nossa casa, no nosso país. já me perguntaram se eu gostava do meu blog...

sim, eu gosto do meu blog. gosto de escrever, de ler o que se passa por aí fora... mas, será que a liberdade se resume a isso? e será que podemos ficar satisfeitos com este tipo de liberdade?

podes ler, escrever, falar à vontade... mas, tens uma dívida externa enorme; vives num país onde se pode matar à vontade que, se por acaso, alguém for preso, sai daí a pouco tempo; vês os senhores deste país, a roubarem à descarada e ainda são aplaudidos por isso; vês o país moribundo, sem direito a cuidados paliativos...

{hoje, vivemos numa grande quinta. os animais que trabalham de sol a sol, estão magros, com fome; o burro velho, que quase se matou de tanto trabalhar, a quem prometeram uma reforma sossegada, num prado verde... acabou num matadouro; os porcos, esses... ostentam as suas jóias, em frente de uma enorme mesa, repleta de comida...}

todos os animais são iguais... mas uns, são mais iguais que os outros...*

...viva a liberdade...

post recuperado de um dia 25 de abril qualquer. porque todos os dias "25 de abril" das últimas décadas são assim... porque hoje estamos assim. porque amanhã... pelo andar da carruagem... estaremos assim. ou pior.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

{o puto está com uma gripe do camandro...}



...guess what :\


domingo, 20 de novembro de 2011

{happy days}


[cannellonis de requeijão e espinafres]

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

{yes, i know i´m a bitch and i don't like it but...}

@

duarte lima foi detido. 

É INOCENTE!

sem-qual-quer-som-bra-de-dú-vi-da!!!

[of course...]

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

{repost}


e aos poucos, descobri que tudo que perdi, não era nada, comparado com tudo o que tinha ganho.

foi difícil chegar até aqui, até esta conclusão... porque ensinaram-me a olhar só para o que se perde, para aquilo que não existe mais. porque é assim... estamos habituados a sentir [a chorar] somente o que deixamos de ter.

e sentimos a culpa. que nos confunde, nos transvia. e com a culpa, o porquê isto? o que faço agora? e corremos. à procura [vã] de respostas para as perguntas escusadas que teimam em ser.

corremos [num vertiginoso caminho que nos leva a lado nenhum] desesperados. perdidos. dementes. alucinados. à procura de nós mesmos.

até ao momento em que se dá a colisão com a nossa consciência. então, descobrimos que a resposta está em nós. somos nós.

e, como olhos de ver [ver vs olhar] tudo parece óbvio. fácil. e sorrimos.

afinal... eu não perdi.

afinal, eu ganhei.

superei obstáculos insuperáveis, tenho vitórias que celebro todos os dias, recuperei a vida, descobri o [verdadeiro] significado da palavra amizade, conquistei caminho...

[sim, posso ter perdido... mas nada, mesmo nada... comparando com o que eu ganhei, com o que eu tenho tenho hoje]

post recuperado porque quando estou cansada, sinto-me perdida. e hoje, estou mesmo a precisar de me relembrar que tudo está bem... é só cansaço. mais nada.

domingo, 13 de novembro de 2011

{happy days}



[pizza lasanha de espinafres*]



*da telepizza.
pois.
não deu para ir para a cozinha,
porque deste fds, 
só tive direito às tardes. 
o que é muito bom, 
já que neste país, 
até para se ter trabalho,
é preciso ter nascido com sorte... 

sábado, 12 de novembro de 2011

{são só líricos neste país...}


esta crise será purificadora e não destruidora.
d. josé policarpo

é que só sai merda* da boca destes seres iluminados, porra!

[*sim, eu sei que prometi à minha mãe que não voltava a escrever palavras feias aqui, mas... merda é a única palavra que me ocorre, sempre que oiço estes cromos a falar. como diria o outro: como devolvê-los a deus? a menos que o sr. padre esteja a falar na purificação pelo jejum que muitos já fazem e muitos mais irão começar a fazer em breve. só pode. não estou a ver que outra purificação poderá ser. ca bando de bestas, arre...]

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

{seriously???}


este governo não tem margem para discutir opções fundamentais do oe 2012
passos coelho

terça-feira, 8 de novembro de 2011

{e por causa da tal da greve...}



a coisa, hoje, estava mais para paté do que para sardinha.

[e pronto. era só isso]


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

{adietar*: perder peso por dentro}


A beleza, diz-se, vem de dentro. Apesar de conhecermos esta verdade, tantas vezes repetida ao ponto de perder o significado, sabemos, porque sentimos, que a sensação de bem-estar, a alegria, a leveza são muitas vezes a causa de nos sentirmos mais belos. E, se para o exterior traçamos metas, praticamos exercício, procuramos uma dieta saudável, então é justo pensar e decidir que a beleza interior é merecedora de tantos ou mais cuidados. Enquanto pensa em perder uns quilos por fora, porque não decidir também perdê-los por dentro e recuperar o bem-estar, o equilíbrio e a alegria de viver? Não será a beleza um sinónimo também de felicidade? Não será a elegância também fruto da leveza com que caminhamos?

Perder peso por dentro é eliminar, largar ou cortar com o que está a mais. É tal e qual como perder peso por fora. É escolher entre o que nos faz bem e nos torna mais leves ou o que nos pesa como um fardo. Perder peso, seja interior ou exterior, é uma resolução que visa recuperar a saúde, o bem-estar e a estima que temos por nós.

“Penso que o maior peso interior é a culpa”, refere-nos Tsering Paldron, monja budista [nascida Emília Marques Rosa, em 1954]. “Uma coisa é arrepender-me de algo errado que fiz e decidir não repetir esse erro, outra é martirizar-me com essa culpa.” É um sentimento completamente estéril, reitera Tsering, porque não é possível voltar atrás e desfazer o que está feito. Por outro lado, enquanto continuamos presos à culpa, esta impede-nos de avançar e inclusive de mudar.

Na opinião de Tsering, associamos a ideia de perdoar a desculpar alguém pelo mal que nos fez. Mas há muitas formas de perdoar, diz. “Quem não se perdoa si próprio guarda uma espécie de rancor para consigo mesmo. Há que perdoar a si, aos outros e à vida, aceitando que as coisas aconteceram tal como aconteceram e não como gostaríamos que tivessem acontecido. Há que pousar o fardo.”

Enquanto não nos desfazemos da culpa, mantendo-a latente ou até alimentando-a, aceitamos carregar todos os dias uma série de pesos: fúria, revolta, ressentimento. “Quanto mais me identifico com essas coisas, mais elas me pertencem e me defino em relação a elas”, explica Tsering. “É completamente perverso mantermo-nos agarrados ao sofrimento.”

Depois, há o medo. Medo de sair de uma relação insatisfatória, medo de largar um emprego que corrói a auto-estima, medo de mudar. “Superar o medo é muito difícil, assim como a culpa. Acho que tem que ver com a forma como vemos e estamos no mundo. Se vir o mundo como um lugar ameaçador, onde acontece sempre o pior, onde ao mais pequeno deslize vou ser trucidada, então sinto-me sempre sem saída”, observa Tsering. Mas se começarmos a ver o mundo de uma maneira muito mais leve, se entendermos que as coisas são impermanentes, que tudo é relativo e nada é eterno, compreendemos que de facto existe espaço e oportunidade para uma mudança positiva.

Para emagrecer por dentro, primeiro, é preciso pesar o coração. É preciso olhar para a forma como se caminha – se se arrasta, vergada sob o peso da vida, ou se flui, como se cada passo fosse espontâneo e natural. É preciso notar quantas vezes repete “estou farta”, “estou cheia”, “é de mais”. E se é assim, então tudo isso é excesso de peso.

(...)

Sofrer de excesso de peso interior tem de facto alguma analogia com o processo digestivo. É como ficar enfartado, cheio, ou não conseguir fazer a digestão correcta daquilo que entra nas nossas vidas.

“Quando deixamos que certas situações ultrapassem determinados limites, quando verificamos que nos alimentamos de coisas que já não nos fazem felizes e ainda assim continuamos a ingeri-las, corremos o risco de acumular peso a mais”, confirma Cristina Gomes, psicóloga. Segundo a terapeuta, tal pode significar simplesmente que continuamos presos a padrões comportamentais e/ou cognitivos que nos levam sistematicamente a situações de insatisfação interior.

“Temos muito pouco tempo para parar, para reflectir, para processar os acontecimentos do nosso dia-a-dia… os nossos sentimentos”, observa. Depois, frisa a terapeuta, enraizou-se a ideia de que devemos estar sempre bem, felizes, e que mostrar tristeza é sinónimo de mostrar fraqueza. “Tudo isso contribui para que se evite olhar de frente para o que temos cá dentro. E cá dentro, podemos acumular muitas coisas! Ressentimentos, frustrações, mágoas, desilusões… pesos que podem tornar-se verdadeiramente insuportáveis.”

(...)

O fardo de corresponder às expectativas dos outros, a mágoa ou o ressentimento podem ser como o hábito de comer sempre o bombom junto com o café. Parece que não vai acrescentar mais nada, mas aos poucos, vai contribuindo para aumentar a reserva de mal-estar. “É a minha cruz”, diz-se. É verdade que ninguém nos pode impedir de sermos infelizes, mas o contrário também é verdade.

“Nada que seja exterior a mim me pode fazer mal”,(...) devemos confiar também naquilo que sentimos. (...) “Uma dieta espiritual”, “é como uma boa higiene oral – é preciso limpar todos os dias os resíduos que ficam dentro de nós e que minam o nosso equilíbrio.” (...) “Só nos afecta aquilo que nos reflecte. O grande equívoco é achar que os outros são os grandes culpados. Esse é o caminho da vitimização, que frequentemente conduz ao desalento ou à depressão. Temos de decidir se queremos ser as eternas vítimas dos outros, se queremos ser escravos de títulos e bens materiais ou se realmente queremos ser quem somos.”


A verdadeira liberdade

• “Não há nada que nos aprisione realmente. A prisão está dentro de nós. O sentimento de estar preso tem a ver com a maneira como fui olhando para a situação e como me posicionei dentro nela”, diz Tsering Paldron

• Seja um casamento ou um emprego, a verdade é que nada nos pode impedir de sair. “Imagine que resolveu ficar uma semana sem sair de casa. Agora imagine que lhe dizem que tem de ficar uma semana fechada em casa. É a ideia de estar preso que nos faz sentir prisioneiros”

• A verdadeira liberdade é olhar para o mundo e ver a sua verdadeira natureza, descreve Tsering Paldron. “É como ser um vagabundo, um nómada. É perceber que onde quer que estejamos estamos de passagem, seja neste emprego, nesta relação, neste corpo, nesta vida ou neste mundo. Quando se percebe isto, é possível sentirmo-nos mais livres”



Revista Máxima Junho de 2008

domingo, 6 de novembro de 2011

{happy days}

[cavala grelhada]

sábado, 5 de novembro de 2011

{l.u.p.a*}

@

não possuo licença de uso e porte de arma. assim que completei dezoito anos, os meus pais quiseram oferecer-me a dita. agradeci, mas recusei. sentia-me demasiado imatura para tal. ainda hoje, sinto. imatura[idade cronológica: 38; idade real: 16], demasiado nervosa[como um pincher irritante que se assusta com tudo e que ataca todos], completamente distraída[agora estou aqui, daqui a segundos posso estar aí. ou na lua. ou num outro local qualquer]. por estas razões todas e outras tantas, sei que jamais irei ter licença de uso e porte de arma. e está muito bem assim. já existem demasiados potenciais assassínos soltos por aí...

na quinta-feira chovia torrencialmente. a chuva apanhou-me desprevenida. o meu gaiato estava protegido da intempérie[o carrinho tem uma espécie de capa de plástico que deixa ver tudo, para delírio do puto]. eu, para não variar muito, estava sem chapéu-de-chuva[ é que eu tenho esta relação ódio\ódio com o dito].

o caminho que costuma ser feito em trinta minutos, foi feito em metade. corria como uma alucinada, porque chovia como há muito eu não via chover. sempre que eu parava para descansar, debaixo de uma arcada, o meu gaiato gritava, mais corrida, nana, mais corrida. e eu corria.

até chegar à passadeira. são três vias. a primeira via foi fácil. não passava nenhum carro. as duas seguintes, nem por isso. e ali estávamos os dois, no meio da estrada, debaixo de chuva intensa e de um vento que me obrigava a agarrar o carrinho com todo o meu peso, para que este não voasse também[e, o facto de ser quase anã, com os meus 148cm, em nada ajudava]. um carro, dois carros, três[!!!] carros. passaram por nós numa velocidade que nos fazia balançar ainda mais. um quarto carro que, tal como os dois anteriores, tinha tempo mais do que suficiente para travar, acelerou ao máximo e passou por nós como se não estivesse ali ninguém[já aqui mencionei o facto de estarmos os dois, eu e um bebé, no meio da estrada, debaixo de um temporal?].

quando vi que o quinto carro[sim! foram cinco carros!] se preparava para fazer o mesmo, agarrei o carrinho com o braço contra o meu corpo[por causa da tal ventania que me obrigava a agarrar o carrinho com todo o meu peso, para que este não voasse também], e comecei a esbravejar, a acenar violentamente com o braço livre. e o carro depois de acelerar, começou a abrandar e parou. mesmo assim, uma paragem brusca. mesmo em cima de mim e do meu menino.

nesse final de tarde, uma senhora que atravessava nessa mesma passadeira, foi atropelada. o carro só conseguiu parar a alguns metros depois da passadeira e a senhora, já com alguma idade, foi projectada vários metros. escorria sangue da cabeça. não se mexia. 

cerca de uma hora depois, quando estava a chegar a casa, um aparato em frente do meu prédio, na passadeira: uma ambulância sbv e uma vmer. sim, a vmer é que assusta... lembrei-me, de imediato, do meu pai e do meu marido. corri. ouvi um dos tripulantes da ambulância: o estado é grave. cheguei a casa e chamei o toni enquanto telefonava para a minha mãe, para saber se sabia do meu pai. estava tudo bem. pelo menos, com os meus. mas não estava nada bem para a outra senhora e para aquele homem... 

a minha vizinha contou-me que a rapariga não conseguira travar a tempo e tinha atropelado um senhor de idade avançada. o carro que vinha atrás, também não conseguira travar e bateu no carro da rapariga, atropelando uma segunda vez, o pobre homem.

a chuva continuava a cair, desmesuradamente... e os condutores continuavam a acelerar, impiedosamente. verdadeiros homicidas, autênticos psicopatas...

não. não tenho licença de uso e porte de arma e sei que jamais irei possuir licença de uso e porte de arma. e está muito bem assim. já existem demasiados potenciais assassínos soltos por aí... porque é demasiado fácil ter um papel que nos "habilita" a manobrar a arma. basta decorar meia dúzia de sinais, outras tantas regras e estar calmo no dia do exame de condução. et voilá...

deveriam existir algo mais. não sei o quê... testes psicotécnicos? sei lá... só sei que o que há é muito pouco. deveriam analisar à lupa cada potencial condutor. porque acredito que existem muitos loucos soltos, por aí. armados. com vontade de matar. e, depois... basta culpar o tempo, o piso escorregadio, o velhote que não tomou as devidas precauções antes de atravessar a estrada... 

[*licença de uso e porte de arma]

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

{repost}

esta semana, a lição foi-me dada por uma criança de nove anos. a mãe recebeu um email ofensivo que a deixou bastante triste. ao ver a mãe, assim tão abalada, disse-lhe:



"recebeste um presente envenenado.
mas podes
decidir se o aceitas...
ou não"





todos os dias recebemos presentes envenenados. doença, desemprego, decepções que nos ferem de morte. a vida encarrega-se disso.

mas a pequena [grande] inês, com a sua sabedoria de criança, tem a resposta certa para estes presentes envenenados: nós temos o poder de decisão. podemos aceitar estes presentes... ou não.

não aceitar. não baixar os braços, ir à luta. jamais desistir perante um não. porque há sempre a possibilidade de existir um sim. acreditar no sim que existe em nós mesmos... desconfiar sempre no não dos outros.

quando fui diagnosticada, eu ouvi o não do médico: não, não existe cura. mas sim. ela existe. eu sou a prova. e existem mais provas por esse mundo fora. também me disseram que não conseguiria voltar a trabalhar. sim, estou a trabalhar [mais que alguma vez trabalhei]. ao meu pai, disseram-lhe que ele não voltaria a andar, depois daquele acidente terrível que ele teve. mas, sim ele voltou a andar [aliás, não pára quieto]. à otília pires de lima, disseram-lhe que não teria mais que três semanas de vida... e já lá vão anos...

e tantos outros não, que eu ouvi que foram transformados em sim...

cabe-nos a nós decidir.

post recuperado porque, hoje, uma amiga ouviu um "não há nada a fazer" do seu médico. e eu não acredito no "não há nada a fazer". recuso-me a acreditar no "não há nada a fazer". porque sim, há. muito a fazer, até. procura em ti e encontrarás. eu encontrei, tantos que encontraram... se vai ser fácil? não. mas se tudo fosse fácil, que vitórias celebraríamos?